2012 – Dois Mil e Doze
Verdade ou mentira?
Mandioca era segredo do sucesso dos maias
Uma das perguntas mais difíceis de responder sobre o auge da civilização maia, no primeiro milênio da Era Cristã, é como os maias conseguiram alimentar tanta gente. Com uma densidade populacional tão grande, muitos arqueólogos achavam que só plantações de mandioca em larga escala estariam à altura da tarefa. A idéia acaba de ter sua primeira confirmação: pesquisadores americanos acharam os restos de uma lavoura de mandioca de 1.400 anos, a mais antiga evidência da domesticação da planta nas Américas.
Os arqueólogos da Universidade do Colorado acharam resquícios do tubérculo em Cerén, um sítio arqueológico a cerca de 40 km da capital de El Salvador, na América Central. Cerén às vezes é chamada de Pompéia do Novo Mundo, porque a erupção de um vulcão próximo por volta do ano 600 enterrou os prédios e artefatos da cidade maia numa camada profunda de cinzas.
“Esse sítio foi como ganhar na loteria“, diz Payson D. Sheets, professor de antropologia da Universidade do Colorado. “A extraordinária produtividade da mandioca pode ajudar a explicar como as enormes cidades clássicas maias, como Tikal, na Guatemala, e Copán, em Honduras, conseguiam abrigar populações tão densas.”
As escavações anteriores em Cerén tinham revelado um único pé de mandioca, que foi achado numa horta perto de uma cozinha. Sheets diz que isso levou todo mundo a acreditar que a mandioca deveria ter tido um papel menor na dieta maia. “Como estávamos errados“, lamenta ele. Uma antologia sobre a agricultura maia publicada em 1996 fazia apenas uma referência à mandioca, dizendo que “o papel dos tubérculos na dieta maia é desconhecido”.
A equipe de Sheets usou radar, brocas e escavações de sondagem para encontrar as fileiras bem-ordenadas das plantações de mandioca a cerca de 3 m de profundidade. Buracos deixados pelo material vegetal em decomposição foram usados como molde, usando o mesmo tipo de gesso que faz modelos dentários. Isso permitiu preservar sua forma e identificá-los como ocupados por tubérculos de mandioca. Agora, os cientistas querem encontrar indícios do plantio em outras cidades maias.
Fonte: GLOBO
Por Fenrir
Brasil não aceita metas em combate ao efeito estufa
VIENA – O Brasil faz esforços para combater o aquecimento da atmosfera terrestre, mas não está disposto a aceitar metas para diminuir suas emissões de gases do efeito estufa em um acordo que suceda o Protocolo de Kyoto, disse em Viena José Domingos Miguez, secretário-executivo da Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima.
A imposição de metas para países em desenvolvimento equivaleria a “desvirtuar” o Protocolo de Kyoto, cuja vigência termina em 2012 e que destaca a maior responsabilidade histórica das nações desenvolvidas para o aquecimento global, afirmou Miguez.
O secretário-executivo participa de reunião técnica da Convenção Marco da ONU sobre Mudança Climática (UNFCCC, sigla em inglês) que é realizada esta semana na capital austríaca como preparação para o encontro internacional de líderes políticos que acontecerá no fim do ano, em Bali.
No terceiro mundo, afirmou Miguez, “parte da população está fora do mercado”, e as emissões de gases do efeito estufa decorrem, em grande medida, de um processo de desenvolvimento. Já as nações ricas são responsáveis pelo atual processo de aquecimento global, pois se industrializaram antes – entre o final do século 18 e a primeira metade do 19.
“Entre os esforços que o Brasil está fazendo” – acrescentou – “encontra-se uma grande diminuição no nível de emissões provocadas pelas queimadas em florestas” – disse Miguez.
No Brasil, as queimadas florestais são responsáveis por cerca de três quartos das emissões de dióxido de carbono (CO2) e pela metade das emissões totais de gases que provocam o efeito estufa.
O secretário-executivo lembrou que o Brasil também participa de 32 projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), iniciativa do Protocolo de Kyoto por meio da qual as nações ricas ganham créditos para suas emissões ao financiar ações que reduzam as emissões nos países em desenvolvimento.
fonte: Estadão
Enquanto isso…
Os Estados Unidos, que possuem somente 5% da população total mundial, são responsáveis por 25% de toda a emissão de gases poluentes na atmosfera. Em 2004 bateu seu próprio recorde e segue num ritmo difícil de parar.
Por The Earth
Países industrializados acham necessário cortar até 40% das emissões até 2020
Os países industrializados que adotaram os objetivos do Protocolo de Kyoto definiram hoje, em Viena, uma postura que considera “necessário” reduzir entre 25% e 40% as emissões de gases causadores do efeito estufa até 2020, em relação ao nível de 1990.
O texto de consenso foi alcançado após superar a oposição de cinco países – Rússia, Japão, Canadá, Suíça e Nova Zelândia – e ressalta que esse corte é necessário para conter o efeito do aquecimento global.
Fonte: UOL
Por Fenrir
Desertificação afetará alimentação mundial a partir de 2020, diz organização
A Organização Mundial de Meteorologia (OMM) alertou hoje para o fato de que a mudança climática está agravando a desertificação e que esta poderá dificultar a alimentação da população mundial a partir de 2020.
“Só 11% da superfície do planeta é cultivável e tem que (produzir o suficiente para) alimentar a população mundial, que atualmente é de 6,3 bilhões de pessoas e que, em 2020, segundo cálculos, será de 8,2 bilhões”, afirmou em entrevista coletiva o responsável pelo Programa de Meteorologia para a Agricultura da OMM, Mannava Sivakumar.
Frente a esses dados, “questões como os nutrientes do solo, a degradação da terra, a segurança alimentar global e a qualidade ambiental adquirem maior importância”, acrescentou.
Para analisar esse fenômeno e seus efeitos, mais de 2.000 especialistas de quase 200 países, agências da ONU, órgãos internacionais e organizações ambientalistas participarão, de 3 a 14 de setembro, em Madri, da 8ª Conferência da Convenção da ONU de Luta contra a Desertificação.
Segundo as previsões da OMM, a temperatura do planeta aumentará 4° C nos próximos 20 anos, a quantidade de chuvas aumentará nas latitudes altas e diminuirá na maioria das regiões subtropicais, as regiões atingidas pela seca aumentarão e as ondas de calor e as precipitações intensas se tornarão cada vez mais freqüentes.
A organização meteorológica destaca que, se essas previsões se concretizarem, a degradação dos solos aumentará, devido às secas e à erosão decorrente de chuvas torrenciais.
Tudo isso prejudicará a qualidade do solo e, conseqüentemente, seu rendimento. Ao mesmo tempo, existe a possibilidade de a superfície cultivável da Terra diminuir.
Sivakumar acha que “a produção agrícola de muitos países africanos será gravemente comprometida pela mudança do clima, já que, provavelmente, a extensão das terras cultiváveis diminuirá, assim como seu rendimento”, especialmente no norte, no oeste e algumas áreas do sul do continente.
As regiões mais secas da América Latina também serão afetadas pela mudança climática, que favorecerá a desertificação e a salinização de campos de cultivo.
Além disso, “no sul da Europa, o aumento das temperaturas e a maior ocorrência de secas, que provocaram graves incêndios na Grécia, reduzirão a disponibilidade de água, o potencial de energia hidroelétrica e a produtividade agrícola”, acrescentou Sivakumar.
Para agravar a situação, “muitos dos agricultores de todo o mundo não sabem muito bem o que está acontecendo e de que forma a mudança climática afetará suas colheitas”, disse Sivakumar, cuja organização oferece seminários destinados a camponeses de países em desenvolvimento.
Fonte: UOL
Por Fenrir
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