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Astecas: Economia e Agricultura

escrito por The Earth 7lk

A economia Asteca foi um exemplo de uma economia pré-capitalista. Diversos tipos de moeda eram usados, como por exemplo, porções pequenas de sementes de cacau, que eram importadas de outras localizações no México. A base da economia asteca era a lavoura, uma agricultura regida pelas divindades. O deus do milho – Centeotl, Tlaloc – o deus da chuva e da fertilidade, eram os principais deuses cultuados.

A cerimônia da colheita era a mais importante entre os Astecas. O propósito do ritual era a de obter uma boa safra, através de favores retribuídos pelos deuses. Para o deus Huitzilopochtli, eram feitos sacrifícios com sangue e corações humanos. Assim, o deus garantia o nascer do Sol toda manhã. Todos os deuses possuíam cerimônias e orações à parte, que eram realizadas de tempos em tempos, durante o ano todo.

Quando os exércitos marchavam para a guerra, além de conquistar terras e poder, eles queriam também prisioneiros para sacrificar em prol de suas lavouras. Esse tipo de sacrifício era tido como um dos mais importantes para os Astecas. Outros sacrifícios em prol do bem-estar da lavoura eram realizados com crianças.

O cultivo e o transporte

O milho era a mais importante lavoura Asteca, mas os “fazendeiros” também cultivavam feijão, abóbora, abacate, tabaco e cânhamo. Cultivavam o solo com pás de madeira, pois não possuíam arados, animais de carga ou ferramentas de ferro. Apesar da perceptível precariedade, os Astecas conseguiam produzir comida não somente para a própria subsistência, mas também para os governantes e outras classes da cidade.

Parte desse sucesso na lavoura veio com a habilidade que eles possuíam em cultivar em terras quase totalmente circundadas de água dos lagos – chamadas chinampas. Os Astecas faziam com que as raízes das árvores e plantas estivessem sempre em contato também com a água, deixando-as ricas em nutrientes. Essa técnica também influenciava as outras plantas que estavam perto dali, deixando-as férteis e saudáveis. “Jardins flutuantes” foi o nome dado a esse conceito dos astecas no cultivo. Alguns desses “jardins” ainda existem no México, como podemos observar abaixo:

Chinampas

Como os únicos animais que os Astecas domesticavam eram cachorros e perus, não havendo animais de carga ou veículos acoplados a eles, as pessoas carregavam a maioria da safra com uma correia que eles amarravam em suas costas e penduravam em suas testas. Outro transporte que era bastante utilizado eram as canoas.

Transporte em Canoas

As estradas Astecas foram projetadas para uma viagem a pé. Normalmente essas estradas eram mantidas com tributos e os viajantes tinham lugares para descansar ou comer a cada 10 ou 15 km.

O Comércio

O comércio era extremamente importante para os Astecas e sua influência foi espalhada através das guerras. Os comerciantes oficiais eram pessoas respeitáveis que também agiam como espiões. A entrada de materiais em Tenochtitlán e em suas cidades próximas, de partes mais distantes do império, foi sendo cada vez mais constante, tribos conquistadas tiveram que pagar um tributo anual de bens: borracha, penas e cacau das baixas regiões de terra de México, e ouro e pedras preciosas do Sul. Com isso Tenochtitlán e cidades próximas foram se tornando cada vez mais poderosas, e em suas dependências foram-se criando mercados de tamanhos espantosos para a época.

“O mercado central de Tlatelolco, a cidade de irmã de Tenochtitlán, era visitado diariamente por 60.000 pessoas. Alguns vendedores nos mercados eram vendedores insignificantes, fazendeiros poderiam vender algum produto, os oleiros vendiam recipientes e assim por diante. Outros vendedores eram comerciantes profissionais que viajavam de mercado em mercado para comercializar buscando lucros”.Hernán Cortés, conquistador do Império Asteca – 1519-1521.

Mercado Asteca

Nos mercados Astecas, um coelho pequeno valia 30 sementes de cacau, um ovo de peru valia 3 sementes e uma “pamonha” valia uma única semente. Para compras maiores, eram usados panos de algodão, chamados quachtli. Havia graus diferentes de quachtli que variavam entorno de 65 a 300 sementes de cacau. Uma fonte declarou que 20 quachtlis pudessem sustentar um cidadão, em Tenochtitlán, durante um ano. Um homem também poderia vender sua própria filha, por um valor que girava entorno de 500 a 700 sementes, como uma escrava sexual ou para ser sacrificada em um ritual religioso. Uma estátua de ouro pequena (de aproximadamente 0.62 kg / 1.37 libras) valia 250 sementes de cacau.

Cidades menores possuíam mercados de cinco em cinco dias aproximadamente, enquanto nas grandes cidades os mercados eram diários.

Os pochtecas foram um exemplo de grandes comerciantes especializados, fazendo longas expedições a todas as partes da Mesoamérica e foram considerados como um tipo de “supervisores” dos mercados, inclusive do mercado de Tlatelolco.

Como já foi dito antes, embora a economia dos Astecas fosse baseada no comércio, eles não foram uma economia capitalista, pois as terras e a prestação de serviços não eram comercializadas.

Por The Earth

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A profecia de 2012

escrito por Fenrir

O conselho dos Maias – 23.12.2012

Caro amigo, nesse momento iremos entrar no tema central de nossos estudos, fazendo uma introdução sobre o que seria essa profecia, como a humanidade estaria contribuindo para que tal fato ocorresse, e talvez o mais importante, como seria nosso comportamento diante de tal acontecimento.

Não queremos tratar o assunto de forma sensacionalista, queremos apenas coloca-los a luz dos fatos, para que possam tirar suas próprias conclusões. Devemos também citar que as profecias maias eram tanto baseadas na vivência espiritual de seu povo quanto no estudo das características planetárias e universais, ou seja, o que será dito aqui foi fruto de estudos minuciosos, e não um fruto do acaso.

Galáxia

A profecia Maia que se refere ao ano de 2012 nos revela que a Terra irá passar por severas transformações, e é isso o que vamos detalhar a seguir:

A revelação fala sobre o final do medo, onde o mundo de ódio e materialismo terminará no dia 23 de dezembro de 2012. Nesse momento a humanidade deverá escolher entre continuar o seu comportamento egocêntrico e desaparecer do planeta como espécie, ou evoluir para que ocorra a integração do homem com o universo, passando assim a viver um momento harmônico espiritualista da sua história.

Cabe a nós desvendarmos o que seria realmente “desaparecer” do planeta como espécie, visto que a decisão tomada por cada um irá selar nosso destino nessa futura data.

Futuramente, estaremos aprofundando nas possíveis hipóteses de acontecimento, baseando nas citações Maias, citações bíblicas entre outros.

Através de estudos sobre o sol, os Maias descobriram que o tempo se comporta de maneira cíclica, e não linear. Segundo eles, não apenas a Terra gira ao redor do sol, mas também todo o sistema solar se move em um movimento periódico. Tal movimento faz com que o sistema solar se aproxime ou se afaste do centro da galáxia, que possui uma grande fonte de luz e energia. Descobriram que esse movimento se trata de uma elipse, e que seu ciclo completo tem duração de 25.625 anos.Chamamos esse ciclo de Dia Galáctico. Quando o percurso chega na metade, estamos perto do centro da galáxia, ou seja, estamos próximos da luz central, dessa forma dizemos que estamos no Dia da Galáxia.

Na continuação do percurso, o sistema solar vai se afastando do centro da galáxia, estando na sombra ou escuridão, o que chamamos de Noite da Galáxia.Dessa forma podemos concluir que a galáxia possui ciclos de estações. O resultado do nosso movimento de rotação ao redor do sol são as estações: primavera, outono, verão e inverno. Já o resultado do movimento de rotação do sistema solar em relação ao centro da galáxia são os seguintes estados: Manhã da Galáxia, Médio dia da Galáxia, Tarde da Galáxia, Entardecer da Galáxia/Noite da galáxia e Profunda noite da Galáxia.

A cada passagem de estados, de 5125 anos em 5125 anos, o sol recebe uma intensa energia vinda do centro da galáxia (Sol central da galáxia), que faz com que aconteçam as erupções solares.Os Maias dataram o início do atual ciclo galáctico em 10 de agosto de 3113 a. C, e que ao fechamento desse ciclo de duração de 5125 anos, o sol receberá um forte raio sincronizador proveniente do centro da galáxia, trocando sua polaridade e produzindo uma gigantesca labareda radiante. Com o Sol trocando a sua polaridade, a Terra se verá obrigada a inverter também o seu campo magnético, visto a influência gravitacional que o Sol exerce sobre nosso planeta. E essa data de fechamento se dá exatamente no ano de 2012 d.C.

Possível acontecimento segundo os Maias

Abaixo estaremos observando as fases desse ciclo:

O Ciclo Galáctico

O Ciclo Galáctico de 25.625 anos está dividido em 5 ciclos de 5.125 anos:

O 1º CICLO DA GALÁXIA – é o ciclo da MANHÃ GALACTICA, quando o sistema solar acaba de sair da escuridão para entrar na luz. É um período de gestação, de conformação.

O 2º CICLO DA GALÁXIA – é o ciclo do MEDIODIA DA GALÁXIA; onde o Sol central é muito forte, é uma etapa de desenvolvimento que culmina com sua maior expressão.

O 3º CICLO DA GALÁXIA – é o ciclo da TARDE DA GALÁXIA; começa-se a sentir menos a luz.

O 4º CICLO DA GALÁXIA – é o ciclo do ENTARDECER / NOITE DA GALÁXIA; o entardecer se converte em noite, onde se realiza uma tomada de consciência de todo o fato.

O 5º CICLO DA GALÁXIA – é o ciclo da PROFUNDA NOITE DA GALÁXIA, que volta a dar inicio a outros 5 ciclos de 5.125 anos, e assim eternamente….

….início de uma nova era.

Os Maias asseguravam que sua civilização era a 5º iluminada pelo Sol, o quinto grande ciclo solar (ou seja, estamos no entrando no sexto dia solar), e que antes tinham existido sobre a Terra outras 4 civilizações que foram destruídas por grandes desastres naturais. Acreditavam que cada civilização é só um degrau na ascensão da consciência coletiva da humanidade. Para os Maias, no último cataclismo, a civilização foi destruída por uma grande inundação que deixou uns poucos sobreviventes dos quais eles eram descendentes; pensavam que ao conhecer o final desses ciclos muitos seres humanos se prepararam para isso, tinham conseguido conservar no planeta à espécie pensante, o homem. Dizem-nos que a mudança dos tempos, nos permite ascender um degrau na escala evolutiva da consciência, nos dirigir a uma nova civilização que viverá em maior harmonia e compreensão para todos os seres humanos.

Erupções solares

A 1º profecia(de 7 profecias) nos fala do TEMPO DO NÃO TEMPO, um período de 20 anos ou KATUN, dos últimos 20 anos do grande ciclo de 5.125 anos, ou seja, de 1992 até 2012. Profetizaram que durante estes anos, manchas de vento solar cada vez mais intensas apareceriam no Sol, que desde 1992 a humanidade entraria em um período de grandes aprendizagens, de grandes mudanças, que nossa própria conduta de depredação do planeta contribuiria para que estas mudanças acontecessem.

A 1ª profecia diz que estas mudanças vão acontecer para que compreendamos como funciona o universo e para que avancemos a níveis superiores de consciência, deixando atrás o materialismo e nos liberando do sofrimento.O Livro Sagrado Maia do CHILAM BALAM, diz: “Ao final do último Katun (1992-2012) haverá um tempo em que estarão imersos na escuridão, mas logo virão os homens do Sol trazendo o sinal futuro”. Despertará a Terra pelo norte e o poente, o ITZA despertará.

A 1ª profecia diz que 7 anos depois do último KATUN, ou seja, em 1999, começaria uma época de escuridão que faria com que todos enfrentassem a escuridão de suas condutas. As palavras de seus sacerdotes seriam escutadas por todos nós como um guia para despertar.

Eles falam desta época como aquela em que a humanidade entrará no Grande Salão dos Espelhos, uma época de mudanças para que o homem possa enfrentar a si mesmo, para que se olhe e analise seu comportamento com ele mesmo, com outros, com a Natureza e com o Planeta. Uma época onde toda a humanidade, por decisão consciente de cada um de nós, decide trocar o medo e a falta de respeito de todas nossas relações. A partir de 13 de agosto de 1999 começou a correr os últimos 13 anos, a última oportunidade para nossa civilização, para realizar as mudanças que nos conduzam ao momento da regeneração espiritual e a uma Nova Era Dourada planetária.Predisseram que desde essas datas as forças da Natureza serão o catalisador de uma série de mudanças de tal magnitude que o homem se verá impotente para contê-las. A segurança que temos em todos os sistemas e na tecnologia que criamos a nosso redor começará a fraquejar, já não poderemos aprender mais desta civilização, da forma que estamos organizados socialmente. Disseram que nosso desenvolvimento interno necessita um lugar melhor.

Muitas das vezes nos perguntamos até onde pode ir a crença humana, o crer, o duvidar, o saber e o revelar. Independente de sua escolha, existe algo que nos une, que faz de nos semelhantes e próximos. Esse algo é a nossa existência, que poderá ser colocada a prova nesse dia profético, que fará de nós seres com os mesmo medos, com os mesmos receios.

Mas não se preocupe, você não estará sozinho. Não nesse dia.

Absinto

Por Fenrir

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Incas: Sociedade

escrito por Totzil

Sociedade

A sociedade inca caracterizava-se por três grandes grupos sociais. No ápice da pirâmide temos o grande Inca o qual realizava o culto ao Sol. Os sacerdotes eram responsáveis por sacrifícios, adivinhações e também pela educação de jovens nobres.

Em seguida vinham os nobres que geralmente eram membros da família do Inca, ou descendentes dos chefes de clãs que passaram a integrar o império. Foram chamados de orejones pelos espanhóis porque usavam olhereiras.
Os yanaconas eram uma espécie de escravos selecionados entre prisioneiros de guerra ou populares que eram encarregados de proteger seus senhores, administrarem terras do Templo do Sol e os armazéns de abastecimento.

Somente altos funcionários e chefes militares podiam ter a seu serviço os yanaconas os quais, é importante lembrar, podiam possuir bens, o que não nos permite confundi-los com escravos. Apenas um dos filhos do yana era escolhido para continuar a atividade do pai. Alguns viviam em meio ao fausto de Cuzco enquanto outros serviam curacas pobres em regiões distantes.

Algumas mulheres também eram escolhidas para serem educadas nos monastérios do Sol por mulheres mais velhas e descendentes da etnia dos incas. Algumas se tornavam esposas secundárias do imperador, outras eram dadas em casamento a quem o imperador desejasse e outras permaneciam virgens para poder participar do culto solar. Ao lado da atividade ritual estas mulheres também se dedicavam a fiar e a tecer. O número delas por vezes era tão grande (perto de 2000 mil), que permitia uma produção que escapava a política de reciprocidades tradicionais. O mesmo ocorria com a produção dos yana favorecendo a desagregação das antigas formas de solidariedade social. Portanto as relações sociais estavam em transformação indicando uma tendência de transformação do Estado.

Traje Inca Típico

O povo tinha um papel extremamente importante na sociedade na medida em que era responsável pela sobrevivência alimentar através do cultivo da terra e, também, pelas guerras que faziam parte das formas de controle da produção em uma área bastante extensa.

As terras eram divididas em três partes. Os produtos obtidos do cultivo da primeira parte eram oferecidos ao culto do Sol, os da segunda parte para o Inca e os da terceira parte para a comunidade.

A forma de vida era muito equilibrada. Cada cidadão Inca tinha direito a um pedaço de terra para o cultivo de seu alimento, sendo que quanto mais integrantes havia em uma família mais desses pedaços de terra ele poderia ter. A ordem do cultivo do alimento vinha assim: as primeiras, terras a ser cultivadas eram dos necessitados, dos que não tinham como cultivar suas terras sozinhos, depois vinha a das mulheres e a dos aldeões, logo após vinha a dos sacerdotes, e a do Sapa (imperador), e, pôr último era semeada e cultivada a terra do Sol. Se por algum motivo um aldeão cultivasse a terra de um sacerdote pôr motivo de beneficiá-lo, o aldeão e o sacerdote eram punidos, pois eles sabiam que era obrigatório seguir a ordem, não pôr motivo de dever, mas para beneficiar primeiro quem precisa.

Construção Inca

Os edifícios Incas, templos e palácios especialmente, caracterizavam-se por uma aparência pesada. As aberturas em forma trapezoidal garantiam a majestade mas não amenizavam o volume. Os Incas, ao contrário dos construtores da cultura Chavin e de Tiahuanaco, não se destacaram pelas suas esculturas.
Quanto às construções militares, destacam-se as fortalezas de Cuzco e do vale de Urubamba. São edificações admiráveis por não disporem seus construtores de recursos técnicos, como a roda por exemplo. Apesar disso utilizavam-se de grandes blocos de pedra. Os ajustes entre as pedras eram perfeitos. Uma das provas da habilidade dos construtores reside no fato que essas paredes monumentais resistem até hoje aos terremotos.

Os incas também construíram um sistema de estradas, pontes, balsas, jangadas e barcos de junco. Também inventaram: um sistema em que a história era passada para cada sacerdote ou poeta; um sistema de numeração decimal (quipu), um sistema em que grandes artesãos souberam trabalhar o barro, a pedra, a madeira, o cobre, a prata e o ouro; na matemática utilizavam o sistema numérico decimal e na medicina adaptaram-se em fazer ervas medicinais, técnicas de sangria e cirurgias com perfuração no crânio. Mas foi a arquitetura que se destacou na cultura inca. Construíram grandes palácios, templos e fortalezas, como por exemplo, a fortaleza de Sacsahuamán e os paredões de Ollantaytambo.

Construção Inca

Casamento

A idade para o casamento era aos 20 anos para o menino e 16 para a menina. Quando chegavam a essa idade, eram dispostos em duas colunas e um funcionário os casava. A escolha entre eles já havia sido feita anteriormente cabendo ao funcionário apenas resolver conflitos em caso de uma mesma mulher ser escolhida por dois homens. Realizada a cerimônia, o casal recebia terras da comunidade a qual estavam ligados.

Se o procedimento desses casamentos não nos causa surpresa o mesmo não podemos dizer do processo pelo qual algumas mulheres eram escolhidas em uma comunidade para serem enviadas a Cuzco.

De tempos em tempos reuniam-se em um distrito todas as meninas de 10 anos sendo escolhidas as mais inteligentes e bonitas. Em seguida eram mandadas para Cuzco onde iam aprender cozinhar, tecer e outras prendas mais que consideravam necessárias. Depois de alguns anos, outra escolha definiria aquelas que seriam distribuídas como esposas secundárias (do Inca ou de nobres), e aquelas que deveriam permanecer em celibato.

O que é importante observar nesta política de casamentos é a criação de laços inter-étnicos, aproximando mulheres originárias de grupos étnicos diferentes do universo cuzquenho.

Alimentação

Apesar da dieta dos incas ser muito variada, havia muitas diferenças entre os alimentos consumidos pelos diversos setores da sociedade.

A gente do povo só comia duas refeições por dia. O prato comum dos Andes era o chuño, ou farinha de batata desidratada. Adicionava-se água, pimentão ou pimenta, e sal para então servir. Eles também preparavam o locro com carne seca ou cozida, com muito pimentão, pimenta, batatas e feijão. Eles comiam ainda grandes quantidades de frutas, como a pêra picada ou o tarwi. O milho era bastante consumido e era preparado fervido ou torrado.

Desde a gravidez, a mulher tinha que cumprir com uma série de requisitos como não comer determinados alimentos e, freqüentemente se abster da vida sexual. Um adivinho era consultado para prever se o nascimento viria com boa ou má sorte.

As mulheres do povo pariam sem parteira e com dor. Depois de dar a luz, cortavam o cordão umbilical com um pedaço de cerâmica e o guardavam para dar ao bebê para comer caso ficasse doente. Depois, tomavam banho com a criança em uma corrente de água próxima, envolviam o bebê em uma coberta, colocando-o em uma cuia, para voltar ao trabalho que haviam interrompido antes do parto.

Uma prática muito comum era matar ou abandonar as crianças consideradas deformadas. Os bebês cujas mães morriam no parto ou durante a amamentação também eram abandonados, a não ser que alguém se encarregasse deles.

Depois do nascimento de seu filho, o pai se encostava a uma rede queixando-se das dificuldades que havia sofrido no parto, enquanto que a mãe continuava trabalhando. Na realidade, esta era a forma de proclamar publicamente que ele era o pai do recém-nascido.

Urbanismo

O urbanismo dos Incas tem uma longa história. Seu grande desenvolvimento ocorreu na época Chavin e teve como expoente Tiahuanaco. A pedra é o elemento básico das construções nas regiões mais altas, enquanto que no litoral utiliza-se um tijolo de terra. No norte e no centro das cordilheiras o estilo “cuzquenho”, prevalece, enquanto no litoral do Peru e da Bolívia torna-se bem mais raro. Estas diferenças no urbanismo sugerem que a “atuação política no território do Estado Chimu e das grandes chefias aymaras fosse mais fraca conforme observou o antropólogo francês Henri Favre.

As casas eram circulares, cobertas de palha ou com uma espécie de abóboda de pedra. A porta de entrada era única, sendo apenas coberta por uma pele ou palha. Contudo, o que é mais importante observar, ao estudar o urbanismo da área andina, é que a arquitetura civil dos Incas não se difundiu pelo império, ao contrário da arquitetura responsável por construções com fins militares ou religiosos.

A cidade de Machu Picchu no Peru é uma obra admirável. Localiza-se a uma altura de 600 metros do rio Urubamba e ocupa uma área de 40 hectares. A floresta preservou a cidade permitindo estudos sobre as formas de construção civil. A maneira como foi construída demonstra a enorme habilidade dos seus construtores. São enormes blocos de pedra com os quais se construíram palácios, praças, fontes, aquedutos, escadarias. A construção de alguns terraços serviam para a agricultura e diversos muros à beira das encostas deveriam proteger a cidade. Nenhum documento da época da conquista espanhola se refere a Machu Picchu. Somente em 1911 uma arqueólogo norte-americano descobriu as ruínas, permitindo conhecer um pouco mais de uma grande cidade.

Danças

Qamili
Uma dança praticada em grande escala, com vestimenta especial e originária das cidades de Maca e Cabanaconde.

Wit’iti
Dança para um grupo com vestes especiais, originária de Colca e Caylloma.

Saratarpuy
Sara=milho, Tarpuy=colheita.É uma variação da Qamili e é praticado quando é tempo de colheita do milho, eles dançam nesse evento especial o saratarpuy, desejando que a colheita seja boa.

Qhashwatinky
Competição de dança entre grandes grupos, com pessoas jovens que tocam grandes flautas chamadas pinkullos.

Sarawayllu
Praticado em quase todas as cidades Kechwas cada vez que se termina de construir uma nova casa. Não é uma dança, é somente cantado pelos convidados.

Kiyu-Kiyu
É uma dança sobre a chuva. As pessoas, dirigindo-se para a cidade santa(varayuq) saem pelas ruas da cidade(ayllu) cantando e dançando na chuva.

Llamera
Llamera é uma jovem que cuida de lhamas e vive nos Andes.
Essas danças são muito bonitas e foram compostas pelas lhameras, que dançam e cantam enquanto suas lhamas pastam, ou enquanto viajam com as lhamas pelos solitários lugares dos Andes. Atualmente não são somente elas que cantam e dançam “As llameras”, também grupos de meninas de cada cidade dos Andes em qualquer evento ou celebração.

Tinkaches
Uma dança e canto praticados enquanto suas terras e animais são dedicados à Deus. Ao som do tambor e da flauta eles dançam e cantam felizes, desejando que Deus cuide das suas terras e animais.

Hailis
Canções cantadas depois de terminar o trabalho no campo, ali não tem instrumento musical. Um começa a cantar e o outro responde: Haili!

Yarqha Haspiy
Canções cantadas por mulheres que trabalhavam nos canais de água, trabalho muito importante, pois de lá depende o abastecimento de água para a cidade; este trabalho pode ser de duas vezes ao ano de acordo com a vazão.

Nota: Quando os Quíchuas cantam essas canções, contam histórias e lendas. Se ninguém mudar as letras das músicas, elas serão folclóricas autênticas.

Por Totzil

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Vídeo: Ufos (Ovnis) no Haiti

escrito por The Earth 7lk

Vídeo amador, gravado no Haiti, mostra uma suposta e intrigante cena de naves extra-terrestres sobrevoando o local. O melhor está no final do vídeo, onde luzes se encontram. Por que pararam de filmar na parte mais interessante?

Imagem de Amostra do You Tube

Por The Earth

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