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Incas: Cultura

escrito por Totzil

Histórico

A cultura dos Incas era muito ligada à religião. As festas e rituais que constituíam a cultura Inca tinham sempre fins religiosos. Uma dessas festas e a principal delas é a festa do Sol. Esta festividade durava uma semana e marcava a cada ano o início dos trabalhos nos campos, que também era chamada de Festa de Terra. Nessa festa o Sapa Inca abençoa uma lhama branca antes de conduzi-la às montanhas para sacrifica-la. Após feito o ritual, solene, o povo cantava e dançava ao som de flautas, flautas de Pã e tambores.

De acordo com a tradição, todo Inca deveria casar-se com uma mulher de sangue real nascida em Cuzco. Huayna Capac o fez e desse casamento, sem alegria, nasceu Huáscar (“o odiado”), herdeiro legítimo do trono.

No entanto, Huayna estava apaixonado pela Princesa de Quito; e desse amor, presenciado com horror pelo Império, nasceu seu querido filho Atahualpa (“filho da fortuna na terra”). Huáscar era odiado pelo pai e amado pelo povo, enquanto Atahualpa tinha o amor do pai e o ódio do povo, isso os fez crescer em constante rivalidade. No livro Los Incas, Arturo Capdevila retrata a situação do Império:

“Sombrio ocaso foi a vida de Huayna Capac. Seus filhos rivais torturavam-lhe a consciência com quem sabe quais duras previsões. Sinais nefastos manchavam o céu pátrio. De espanto em espanto, em misteriosa onda de lenda, corria no entardecer de seu reinado a fama dos espanhóis recém-chegados, homens brancos desembarcados um dia com temível desígnio pelo confim setentrional do país. O céu e a terra assinalavam presságios. Meteoros cárdeos rasgavam o firmamento na noite. Uma auréola de fogo dividida em três círculos rodeava o disco da lua.”

Os llaycas agouravam o Inca: “o primeiro círculo anuncia guerra; o segundo, a queda do sol; o terceiro, o fim de tua raça”.

Antes de morrer, Huayna resolvera quebrar a tradição Inca e repartir o reino entre seus dois filhos: Atahualpa, que seria o monarca do Norte, e Huáscar, que o seria do Sul. Decidira também, em fidelidade à esposa amada, ser enterrado na cidade de Quito, junto às múmias de seus antepassados. A divisão do reino preparava obscuramente o império para o triunfo dos homens brancos. Em 1531, os exércitos de Atahualpa e Huáscar se confrontaram numa sangrenta batalha fratricida em Ambato e Quipaypán, da qual Atahualpa se saiu vencedor. Mas isso iria durar pouco tempo, como bem o sabiam os amautas e haravecs, povos de ciência e saber ocultos; para eles, Atahualpa não era na verdade um Inca, um legítimo filho do Sol; era um intruso. Em 1532, Pizarro, conquistador espanhol, foi recebido por Atahualpa em Cajamarca, onde aprisionou o imperador, iniciando a destruição do império.

“Mas certo era que a lua havia se mostrado envolta na tríplice sinistra auréola. O invasor já começava a apoderar-se do solo americano e se cumpria, a seu tempo, a palavra profética de Nezahualcoyotl: virão tempos em que serão desfeitos e destroçados os vassalos, e tudo cairá nas trevas do esquecimento…” (Arturo Capdevila, Los Incas).

Figura antropozoomórfica que representa uma Divindade Inca

Escrituras Maias

Muitos historiadores dizem que não se tem conhecimento de escrituras Incas, e que todo o conhecimento científico deste povo foi perdido, pois Francisco Pizarro e sua soldados mataram todos os líderes e sacerdotes, deixando vivos apenas serviçais. Junto com seus líderes, seu conhecimento de remédios, astronomia, matemática, xamã, se perdeu, e hoje podemos ter apenas uma vaga idéia do que foi esta grande civilização.

Porem Gary Urton, antropólogo de Harvard, descobriu um sistema de codificação, a partir das conclusões do seu colega Leland Locke em 1923. (…) Se tratava de um interessante e eficiente sistema de contagem : o quipo. Este era um instrumento feito de cordões coloridos, onde cada cor representava a contagem de algo. Com o quipo, registravam e somavam as colheitas, habitantes e impostos. Mesmo com todo desenvolvimento, este povo não desenvolveu, especificamente, um sistema de escrita.

Cordões coloridos – Quipo Inca

Nota: Quipo é considerado a única forma de escrita tridimensional do mundo, utilizada pelos incas nos séculos XV e XVI. Constitui-se de uma série de fios, todos com diferentes nós (quipo significa nó na língua inca), combinando variáveis como cores, grossuras dos nós e texturas de materiais para compor mensagens complexas, que eram decifradas por especialistas (quipucamayocs).

Esses cordões incas funcionavam como arquivos contábeis, diz estudo:

WASHINGTON (Reuters) – Os curiosos cordões incas cheios de nós, chamados quipos, eram provavelmente usados por chefes e contadores para fiscalizar impostos, e transmitiam tanto informações numéricas quanto textuais, disseram dois especialistas na quinta-feira.
Os cordões coloridos vêm confundindo os pesquisadores desde sua primeira descrição, pelos conquistadores espanhóis, há 500 anos. A maioria dos especialistas concorda que eles são algum tipo de livro contábil, mas ninguém conseguiu decifrá-los.

Quipo Inca

“Os espanhóis ficaram desnorteados com eles,” disse Gary Urton, da Universidade Harvard, em Massachusetts, que trabalhou no estudo. “Quatrocentos anos depois, não estamos muito melhor que eles.”

Há todo tipo de teoria:
“Que eles fossem um tipo de código binário”;
“Que fossem apenas coleções de números”;
“Que eles tenham sido uma das formas mais primitivas de escrita humana”.
(…)

Urton e Carrie Brezine recorreram à ajuda dos computadores:

“Recentemente fizemos uma análise por computador de 21 quipos do centro administrativo inca de Puruchuco, na costa central do Peru,” descreveram no relato da pesquisa, publicado na revista Science.

“Os resultados indicam que esse arquivo quipo exemplifica o modo como os dados do censo e dos impostos eram sintetizados, manipulados e transferidos entre vários níves contábeis no sistema administrativo inca.”

E eles encontraram o que parece ser uma palavra(o nome de um palácio específico):

“Nossa hipótese é de que a disposição de três nós em oito no início desses quipos represente um identificador de local, ou topônimo, Puruchuco. Nossa sugestão é que qualquer quipo que circulasse dentro do sistema administrativo estatal com a disposição inicial de três nós em oito seria imediatamente reconhecido pelos administradores incas como uma conta pertencente ao palácio de Puruchuco.”

Mais Descobertas

No mês passado, arqueólogos afirmaram ter encontrado um quipo no local onde ficava a cidade mais antiga das Américas, Caral. Eles disseram que a descoberta sustenta a idéia de que os cordões cheios de nós eram trabalhos escritos complexos que estiveram em uso por 4.500 anos.

Cidade Sagrada de Caral

Agora Urton e Brezine dizem que suas descobertas se encaixam no que se sabe sobre a sociedade hierárquica inca e seu vasto império, que se estendia ao longo do que hoje são Peru, Equador, Chile e partes da Argentina e da Bolívia.

Fotos de satelite da cidade de Caral

Reconstituiçao da Cidade de Caral - 5 piramides

“Esse trabalho nos dá uma idéia de como essas informações complexas eram compiladas, manipuladas, compartilhadas e arquivadas na hierarquia inca,” disse Urton num comunicado.

“Instruções das autoridades de maior escalão para as de mais baixo escalão circulariam, por meio dos quipos, hierarquia abaixo.”

“Na direção contrária, contadores locais enviavam informações sobre tarefas cumpridas para os escalões mais altos.”

Urton já havia afirmado que os quipos poderiam ter sido usados como calendários. Alguns quipos encontrados em túmulos têm 730 cordões agrupados em 24 conjuntos (o equivalente ao número de dias e meses em dois anos).

Mais:
Pesquisadores da Universidade Harvard, nos EUA, acreditam ter chegado próximos à resolução de um mistério de centenas de anos: decifrar o cordão com nós usados pelos incas antigos.

Em estudo publicado pela revista Science(como foi mencionado anteriormente), os pesquisadores Gary Urton e Carrie Brezine dizem que um grupo de nós parece identificar um palácio, marcando a primeira palavra identificável da extinta civilização sul-americana.

Apesar de os incas terem desenvolvido uma complexa civilização na região andina, eles não deixaram documentos escritos.
O que os conquistadores espanhóis encontraram eram apenas longos cordões coloridos com nós, conhecidos como khipus.

Registro de informações

Acredita-se que os khipus eram usados para registrar informações, mas nunca antes eles haviam sido decifrados.

Urton e Brezine disseram ter isolado um grupo padrão de três nós que seria a representação para o palácio de Puruchuco, numa cidade inca próxima à atual capital do Peru, Lima.
A impressão dos pesquisadores até hoje era de que os cordões eram usados apenas para registrar informações numéricas, porque alguns dos nós parecem representar números.
O império inca era hierárquico, e as mensagens às autoridades sobre pagamentos de tributos ou sobre os suprimentos do Estado eram importantes.
Os pesquisadores, que analisaram 21 khipus por computador, acreditam que a descoberta pode permitir que outros khipus sejam decifrados.
Ainda não está claro, porém, se os 700 khipus que sobreviveram ao tempo contêm muitas informações ou relatos históricos.

Quipo Inca

Ayahuasca – Bebida Sacramental

Bebida Sacramental Ayahuasca, é, principalmente, fruto da decocção do cipó Banisteriopsis Caapi e a folha Psycotria Viridis. Também é conhecida por Yagé, Caapi, Nixi Honi Xuma,Oasca,Vegetal, Santo Daime, Kahi, Natema, Pindé, Dápa, Mihi, etc. variando-se regionalmente.
O nome mais conhecido, AYAHUASCA é de origem quechua, que significa “Liana ´(Cipó) dos Espíritos “.
Também é traduzida como: “O Vinho da Alma “ ou “Pequena Morte”.

Utilizada por povos pré-colombianos, incas, e muito utilizada, por pelo menos, 72 tribos indígenas diferentes da Amazônia. É empregada extensamente no Peru, Equador, Colômbia, Bolívia, Brasil. Foi usada provavelmente na Amazônia por milênios, e está expandindo-se rapidamente na América sul e em outras partes do mundo com o crescimento de movimentos religiosos organizados tais como Santo Daime, União do Vegetal (UDV), Barquinha que a consagram como sacramento de seus rituais.

Ingerindo essa bebida mágica, pode-se absorver o “Espírito da Planta”. Os sentidos são expandidos, os processos mentais e as emoções tornam-se mais profundos. A jornada pode mover-se em muitas dimensões. O vôo da alma, a partida do espírito do corpo físico, uma sensação de flutuar.

Para a maioria das culturas pré-colombianas o uso de plantas e ervas com substâncias de efeito psíquico era sagrado. Através delas estes povos entravam em contato com o Divino.

Bebida Sacramental Ayahuasca - Planta Ayahuasca(”O Vinho da Alma ” ou “Pequena Morte”)

Seu uso após a era pré-colombiana teria se difundido entre várias tribos indígenas, das quais se tem razoável conhecimento antropológico. Ingerindo o chá, os índios absorviam o espírito da planta e, em transe, tinham experiências psíquicas e vivenciavam fenômenos paranormais, tais como a telepatia, a regressão a vidas passadas, contatos com os espíritos dos seus antepassados mortos, presciência e visão à distância. Vários relatos apontam ainda que alguns feiticeiros e xamãs usavam a bebida para descobrir qual era a doença de seus pacientes e saber como tratá-la.

Por Totzil

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Deslocamento de glaciares eleva nível do mar

escrito por Fenrir

Os glaciares do sul da Groenlândia aceleraram seu deslocamento na direção do Oceano Atlântico ao longo da última década. Pesquisadores revelaram hoje que sua contribuição com a elevação média do nível do mar no mundo é maior do que se especulava.

Esses glaciares de deslocamento veloz, junto com o aumento do derretimento, corresponderiam hoje a quase 17% da elevação global do nível do mar, calculado em 25 milímetros por ano. O número é o dobro do que se imaginava anteriormente, disse Eric Rignot, do laboratório da Nasa – a agência aeroespacial americana – em Pasadena, Califórnia.

A elevação da temperatura do ar na superfície parece ser a causa do aumento da velocidade desses glaciares. Eles percorrem de 13 a 14 quilômetros por ano e liberam cada vez mais água doce nos oceanos. Esse fluxo acelerado constituiu aproximadamente dois terços dos 225 quilômetros cúbicos de gelo groenlandês liberados no mar em 2005. Em 1996, o nível foi de 91,7 quilômetros cúbicos, disse Rignot.

De acordo com o cientista, um estudo elaborado por ele ao lado de Pannir Kanagaratnam, da Universidade de Kansas, é o primeiro a incluir medidas de mudanças recentes na velocidade dos glaciares para calcular o volume de água doce liberado pelas densas estruturas de gelo do sul da Groenlândia.

Os autores apresentaram o estudo nesta quinta-feira na reunião anual da Associação Americana para o Progresso da Ciência, realizada em Saint Louis, no Estado de Missouri. O estudo será publicado na edição de amanhã da revista especializada Science.

Fonte: IBEST

Por Fenrir

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Inglaterra tenta “rastrear” Apophis

escrito por The Earth 7lk

A previsão é de que Apophis, o asteróide de 300 metros de extensão (ou 984 pés), passe pela Terra em Abril de 2029, numa distância de risco, perto de alguns satélites de comunicação.

A iniciativa inglesa vem com o intuito de enviar uma nave de pequeno porte, sem tripulação, em direção ao asteróide. Essa nave, apelidada de Apex, encontraria Apophis em meados do mês de Janeiro, em 2014. Lá a nave passaria três anos analisando a rocha, enviando informações como: tamanho real do asteróide, sua rota, composição e temperatura. Com essas informações, os cientistas poderiam prever, com mais clareza, o risco de uma colisão.

Apex

A descoberta de Apophis, em 2004, foi tida como alarmante para a população da Terra, pois se acreditava que o impacto era simplesmente uma questão de tempo. No entanto, estudos feitos por telescópios indicaram que a chance do asteróide colidir com a Terra era relativamente pequena. A distância que Apophis passaria da Terra seria entorno de 36.000 quilômetros (ou 22.730 milhas).

Rumores de que uma possível colisão aconteceria em sua próxima passagem pela Terra, em 2036, também foram abafados pelos cientistas. Mas, mesmo após todos esses estudos, a preocupação com Apophis poderia ser considerada um bom motivo para que se comesse a pensar em maneiras de proteger a Terra.

Asteróides como o Apophis poderiam devastar um país inteiro, fazendo com que milhares de pessoas morressem. Cientistas sugerem, porém, que com estudos sobre as rotas dos asteróides, seria possível desviá-los da Terra com impactos. Outros dizem que somente com a força gravitacional realizada por uma nave perto do asteróide seria possível desviá-lo de sua trajetória.

Entidades como a Agência Espacial Européia (AEE, ou ESA – European Space Agency), a NASA, a Associação dos Exploradores do Espaço (AEE, ou ASE – Association of Space Explorers), O Instituto Norte-Americano de Aeronáutica e Astronáutica (INAAA, ou AIAA – American Institute of Aeronautics and Astronautics) também estão colaborando com o projeto.

Fonte: traduzida e adaptada de BBC News

Mas a pergunta que fica não é SE a Terra vai ser atingida por um asteróide, mas sim QUANDO ela será. Até lá estaremos preparados?

Por The Earth

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Pesquisador acha cidade submersa no Japão

escrito por Fenrir

Uma expedição de um instituto de pesquisas japonês diz ter encontrado vestígios de uma civilização antiga na costa da ilha de Yonaguni, no sul do Japão.

Há muito tempo se procura uma cidade submersa conhecida como Mu ou Lemúria, que teria desaparecido no oceano pacífico a 4 mil anos atrás.

O professor Masaaki Mimura vem tentando provar a teoria há décadas, apesar de enfrentar o ceticismo de muitos colegas acadêmicos.

Pela disposição das ruínas, ela pode ter sido parecida com uma cidade romana antiga“, diz o especialista.

Ele acredita que haviam um “arco do triunfo” ao lado de um coliseu e um santuário no topo de uma colina.

Várias peças foram resgatada no local, avistado pela primeira vez por turistas em 1985.

Kimura disse que está quase convencido de que “esta é uma civilização misteriosa que submergiu depois de um terremoto. A cidade não é o que os ocidentais descrevem como Mu, mas Mu ou o continente perdido da Atlântida poderiam ter sido moldados nela“.

O acadêmico japonês está determinado a continuar com suas expedições para desvendar os mistérios das rochas da costa de Yonaguni.

Fonte: BBC Brasil

Por Fenrir

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