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escrito por The Earth 7lk

De Bruxelas – A primeira estação científica polar completamente “verde” abre suas portas ao público nesta quarta-feira, em um centro de exposições de Bruxelas, onde poderá ser visitada até domingo, antes de ser desmontada e transportada à Antártida.

Em um projeto desenvolvido pela Fundação Polar Internacional e coordenado pelo Escritório de Política Científica Federal da Bélgica (BELSPO, na sigla em francês), a estação abrigará uma equipe de vinte cientistas que terão como missão pesquisar a evolução da mudança climática e buscar possíveis soluções.

Projetada para suportar as extremas temperaturas e os ventos de mais de 200 quilômetros por hora da região polar, a chamada Base Princesa Elisabeth deverá utilizar apenas energias renováveis e, portanto, não emitiria gases de efeito estufa.

O sol e o vento deverão gerar cerca de 95% da energia consumida na estação. O restante será proporcionado pela reciclagem do calor gerado pelos equipamentos, pela iluminação e pelas pessoas dentro da base, onde a temperatura média deverá ficar entre 18 e 20 graus centígrados.

A água será obtida a partir do derretimento da neve e, uma vez utilizada, poderá ser integralmente reciclada para evitar a produção de água poluída.

“Mas, ao contrário do que se possa pensar, 80% do edifício foi construído com madeira”, destaca o coordenador do projeto, Johan Berte.

Segundo ele, muitas outras bases polares utilizam energias renováveis. “Mas, diferentemente da Princesa Elisabeth, seus sistemas básicos ainda dependem de geradores que funcionam com combustível convencional”, explica Berte.

A estação, que chegará em seu destino em 80 contêineres, começará a ser montada em janeiro de 2008 e receberá os primeiros cientistas em novembro, mas só deverá operar por completo a partir de fevereiro do ano que vem.

Além dos estudos relacionados ao aquecimento global, a equipe também pretende concluir uma análise das geleiras e um inventário da biodiversidade da região.

Essa é a primeira base polar que a Bélgica construirá na Antártida em 40 anos.O projeto custará 12 milhões de euros (cerca de R$ 32 milhões), financiados “quase que exclusivamente” pela iniciativa privada, de acordo com o explorador belga Alain Hubert, um de seus idealizadores.

fonte: Estadão

Por The Earth

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