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	<title>2012 - Dois Mil e Doze &#187; Alberto Frederico Beuttenmüller</title>
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	<description>Verdade ou mentira?</description>
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		<title>Entrevista com Alberto Frederico Beuttenmüller &#8211; Parte 3</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Sep 2007 15:22:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>The Earth 7lk</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>

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Continuando a entrevista com o professor Alberto Frederico Beuttenmüller, essa é a terceira e última parte. Conheça mais sobre os pensamentos desse grande mestre relacionados ao ano de 2012 e veja uma grande crítica a respeito do &#8220;Calendário da Paz&#8221;, criado por José Argüelles.
Não viu as partes anteriores?

Entrevista com Alberto Frederico Beuttenmüller &#8211; Parte 1

Entrevista [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><script type="text/javascript"><!--
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</script></p><p>Continuando a entrevista com o professor Alberto Frederico Beuttenmüller, essa é a terceira e última parte. Conheça mais sobre os pensamentos desse grande mestre relacionados ao ano de 2012 e veja uma grande crítica a respeito do <strong>&#8220;Calendário da Paz&#8221;</strong>, criado por <strong>José Argüelles</strong>.</p>
<p>Não viu as partes anteriores?</p>
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<a  href="http://www.doismiledoze.com/entrevista-com-alberto-frederico-beuttenmuller-parte-1/">Entrevista com Alberto Frederico Beuttenmüller &#8211; Parte 1</a><br />

<a  href="http://www.doismiledoze.com/entrevista-com-alberto-frederico-beuttenmuller-parte-2/">Entrevista com Alberto Frederico Beuttenmüller &#8211; Parte 2</a></p>
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<p><strong>17 – Como você define a evolução dos povos mesoamericanos em relação as suas conquistas durante o auge de suas histórias?</strong></p>
<p>O que é importante saber (e que os europeus escondem) é que as raças da Mesoamérica eram mais civilizadas que os povos europeus da época (século XVI). Desde costumes: os astecas tomavam dois banhos por dia; os espanhóis, nenhum. Os astecas tomavam banho de sauna, tinham escolas específicas para as crianças, viviam em harmonia com a natureza, usavam um calendário melhor do que o europeu seja este Juliano ou gregoriano. Sabiam de astronomia muito mais do que a Europa da época. A matemática da Mesoamérica era bem mais fácil do que a romana ou qualquer outra, pois havia apenas três sinais: o ponto, o traço e o zero. Os números de 1 a 4 eram pontos, 1=um ponto, 2 dois pontos etc, o cinco era uma traço horizontal; o seis era um traço com um ponto em cima, assim por diante, até o dez que eram dois traços horizontais paralelos. O zero era a imagem de uma concha, tal e qual o nosso zero. Portanto, a invasão espanhola foi a desgraça da Mesoamérica, por amputou uma civilização muito mais adiantada, em nome de Deus (?).</p>
<p><strong>18 – Para Alberto Frederico, o que mais chamou atenção dos europeus ao se depararem com as civilizações americanas? Podemos dizer que os americanos possuíam uma linhagem de evolução diferente da linhagem seguida pelos europeus?</strong></p>
<p>O problema é de soberbia da Europa Os europeus se sentem até hoje superiores às raças que dominam pela força. Sylvanus G. Morley que foi o primeiro a estudar a civilização maia chamou-os de aborígines geniais (?). Chamar os maias de aborígines diz tudo sobre como pensavam os brancos europeus, em relação às demais culturas. Para Morley, os maias eram geniais, mas aborígines. Os espanhóis perceberam que os astecas eram uma grande civilização, mas vieram à América para levar ouro para o rei de Espanha, não vieram discutir quem era mais civilizado. Traziam a bênção da igreja católica, por isso achavam que podia tudo, uma vez que a igreja era o maior poder da época. Quando se estuda uma civilização, temos de pensar com os seus dados, jamais querer comparar a nossa civilização com a civilização estudada. São dois fatores diferentes, não podem ser comparados. A questão da descoberta do zero para mim é fundamental. O zero é uma abstração, mas sem o zero não se consegue fazer uma conta de somar, diminuir ou qualquer outra. O restante da Europa, à exceção da Espanha, só adotou o zero no século XV de nossa era.</p>
<p><strong>19 – Qual poderia ter sido a razão para que os Maias deixassem as cidades de templos suntuosos para viverem em tribos e aldeias de menor expressão? A decadência Maia poderia estar relacionada com esse fato?</strong></p>
<p>Há muitos motivos pelos quais uma civilização comete um êxodo. É algo muito complexo. Os maias clássicos abandonaram suas cidades a partir do século VIII, e os motivos podem ser vários, dependendo de cada cidade, As populações eram imensas para a época. Muitas cidades, como Tikal e Palenque tinham excesso de população. Cerca de 200 mil habitantes.<br />
A nobreza não fazia nada, a não ser estudar os astros e erigir templos. As plantações eram feitas de modo primitivo pelos agricultores, por queimadas, o que arruinava o solo, e cada vez mais precisavam ir mais longe para semear e plantar, distanciando-se da cidade sede. Este motivo não anula os demais, pelo contrário soma-se às tempestades solares, à seca, etc.<br />
Não creio que tenha havido apenas um motivo, mas a soma de todos esses, além de que os sacerdotes maias achavam que o ciclo de abundância estava no fim e que as tempestades solares estavam fazendo com que as crianças maias nascessem com deformações. Segundo alguns especialistas, só a elite maia deslocou-se para o Yucatan, unindo-se aos toltecas, para criar uma outra civilização já no século X, ou seja, as cidades maias não foram abandonadas ao mesmo tempo, mas aos poucos. Dessas teses todas, eu acredito que as tempestades solares e a mudança dos pólos sejam as mais prováveis, e que nós iremos passar por isso em breve.</p>
<p><strong>20 – É inegável que os Maias nos deixaram um gigantesco legado. Como se poderia explicar a exatidão dos cálculos Maia com relação aos seus estudos astrológicos?</strong></p>
<p>Os maias tinham o que hoje dissemos que não temos: tempo. Além disso, quem garante que eles não usaram lentes para ver o céu. Se foi achado um crânio de cristal numa cidade maia do Belize. Vou contar. O arqueólogo F.A. Mitchell-Hedges estava escavando a cidade de Lubaantun (A Cidade das Pedras Caídas), nas Honduras Britânicas, em 1929, hoje, Belize, quando teve de buscar dinheiro para continuar as escavações. Durante o período que esteve fora, deixou sua filha adotiva, Anna, apelidada Sammy, com os maias quichés, que o ajudavam. Eis que menina viu um objeto translúcido, em meio às pedras caídas de um templo, que sofrera um terremoto. Assim, descobriram o primeiro crânio de cristal. Outros foram descobertos ao longo do tempo. A pergunta é: se numa cidade maia foi descoberto um crânio de cristal de quartzo, será que os maias não usavam tais artefatos para ver o céu, espécie de telescópio primitivo? Os maias eram excelentes matemáticos e astrônomos, porque tinham duas obsessões: medir o tempo e estudar os astros. Isso, claro, que a elite maia. O povo alimentava a elite, enquanto esta estudava e anotava suas pesquisas. Para os maias não havia diferença entre astronomia e astrologia, ao mesmo tempo em que mediam, profetizavam o que fora medido. Além disso, os números não somente quantificavam, os números tinha qualidades. No horóscopo maia, obtido através do calendário sagrado Tzolkin, se a pessoa é 1 Chicchan (1 Serpente), como eu, pode ser um líder carismático que harmonize razão e coração, mas se ele for 13 Chicchan, será uma fanático religioso, como é o caso de Osama Bin Laden, que é 13 Serpente, como também o presidente Bush dos EUA.</p>
<p><strong>21 – Como você avalia o misticismo gerado ao redor da “Profecia Maia?” No seu modo de ver, a partir de que momento nós deixamos de caminhar nos limites da razão, para nos perdermos no perigoso mundo da especulação e do sensacionalismo?</strong></p>
<p>O problema todo foi a Conta Longa, um ciclo de 5.200 anos, deixado pelos maias, sem que houvesse uma indicação do que se tratava. Este ciclo é a Profecia Maia e vai de 3113 ªC. a 2012 d.C. Não creio que os maias tivessem deixado o ciclo sem um códice a respeito, mas provavelmente foi queimado no século XVI, pelos padres católicos. Uma profecia sem estar escrita, gera muita especulação. Os espertos dela se aproveitam, principalmente escrevem livros, criam comunidades e todo tipo de produto comercializável para ganhar dinheiro. É o que vem acontecendo com a Profecia Maia, desde os anos 1980 do século passado, quando vários autores, seguindo as pegadas do José Argüelles, começaram a especular.</p>
<p><strong>22 &#8211; Como sabemos, José Argüelles propôs a substituição do calendário gregoriano (atual) pelo calendário da paz, afirmando ser essa a solução para o desvio comportamental da humanidade, o que Alberto Frederico pensa a este respeito? O que simboliza a figura de Argüelles em relação às novas tendências ideológicas atuais?</strong></p>
<p>Creio que um calendário pode fazer com que uma pessoa pensar com mais tirocínio, mas o Argüelles propôs o Calendário da Paz como se fosse maia, foi aí que ele errou. Disse uma meia verdade, o Calendário das Treze Luas ou Calendário da Paz foi usado pelos maias em breves quatro anos. Era o Calendário Tun-Uc de 13 luas de 28 dias, como o Calendário do Argüelles. O Tun-Uc tem 364 dias (13&#215;28), daí o esperto Argüelles criou o dia Fora do Tempo, que é sempre dia 25 de julho, para completar os 365 dias do ano. Os calendários maias autênticos são cíclicos, não têm fim, rodam sempre. Ao acoplar o Calendário da Paz ao Gregoriano, ele errou e fez o mundo crer que era um calendário maia, mas não é. Aliás, os maias tinham dois calendários –o solar, chamado de Haab, e o Tzolkin, o sagrado, e os dois calendários funcionavam acoplados, como duas rodas dentadas de um mecanismo de relógio. A cada 52 anos eles se encontram na origem, mas continuavam rodando, sem parar. Além de que não há anos bissextos nos calendários maias.</p>
<p><strong>23 – Uma pergunta objetiva, mas talvez não tão simples. O que Alberto Frederico Beuttenmuller espera para o dia 21 de dezembro de 2012?</strong></p>
<p>Não espero nada, porque em um ciclo profético as coisas acontecem no decorrer do ciclo e não apenas no fim. As mudanças estão acontecendo. É um erro esperar que tudo vá suceder no dia 21 de dezembro. Os fatos estão nas manchetes dos jornais, furacões, tsunamis, vulcões em erupção, mudança dos pólos, aquecimento global, degelo dos pólos, os mares subindo, tempestades solares. No dia 21 de dezembro pode ser apenas o fim da Conta Longa, mas as desgraças já podem ter ocorrido antes deste dia&#8230;</p>
<p>&#8211;</p>
<p><strong>Gostou da entrevista? Tem alguma pergunta para o professor? Deixe um comentário!</strong></p>
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		<title>Entrevista com Alberto Frederico Beuttenmüller &#8211; Parte 2</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Sep 2007 18:45:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>The Earth 7lk</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Continua aqui a segunda parte da entrevista com o professor Alberto Frederico Beuttenmüller. Ainda não leu a primeira parte? Clique: 
Entrevista com Alberto Frederico Beuttenmüller &#8211; Parte 1. Boa leitura.


10 – É visível que os estudos e pesquisas proporcionaram o acúmulo de um grande conhecimento, que foi utilizado na produção de suas obras literárias. Fale [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Continua aqui a segunda parte da entrevista com o professor Alberto Frederico Beuttenmüller. Ainda não leu a primeira parte? Clique: 
<a  href="http://www.doismiledoze.com/entrevista-com-alberto-frederico-beuttenmuller-parte-1/">Entrevista com Alberto Frederico Beuttenmüller &#8211; Parte 1</a>. Boa leitura.</p>
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<p><strong>10 – É visível que os estudos e pesquisas proporcionaram o acúmulo de um grande conhecimento, que foi utilizado na produção de suas obras literárias. Fale um pouco sobre elas.</strong></p>
<p>Eu comecei a escrever poemas. Nunca pensei em escrever romances, até que me dei conta da profecia maia para 2012 – a chamada Conta Longa. Quis escrever um romance porque não sou antropólogo nem arqueólogo, não podia defender tese. Eu queria mesmo era fazer a civilização maia mais conhecida do público, e o romance era uma forma mais atrativa de levar ao leitor todo o conhecimento maia. Tenho quatro livros de poemas: Ciranda, ed. Acquila,SP,1963(esgotado);Hora Total,1965,Editora LP&amp;M, SP,1965. Espadamormarmorte, Brasil ed, SP, 1969/70. Katatruz, editora Massao Ohno-Roswita Kempf, SP, 1982. E pronto para sair: A Pele da Palavra , ainda sem editora, uma seleção dos poemas passados mais os inéditos.<br />
Para os jovens, escrevi alguns contos policiais: O Mistério do Azul-Turquesa, Atual editora, 1990, O Amor que o Sol Proibiu, sobre uma lenda inca, editora FTD, na praça, No ano passado escrevi Os Maias, pela Saraiva. Escrevi dois livros sobre os maias: 2012 A Profecia Maia, que sai em novembro de 2007, em 2a edição; e A Serpente Emplumada, ambos pela Editora Ground, traduzidos em Espanha e Portugal (risos).</p>
<p><strong>11 – Você já viveu algo inusitado ao aprofundar os seus estudos? O quê?</strong></p>
<p>Não me lembro de nada fora do comum, a não ser a energia que senti visitando cidades maias, astecas e Teotihuacan, Cidade esta que ninguém sabe que raça a construiu, é um dos mistérios mesoamericanos. Quem vai à Cidade do México, deve ir a Teotihuacan, que fica a uns 50 km de distância da capital. Eu fui à noite, porque tem um show de luz e som que é inusitado. Depois visitei a cidade durante o dia para ver as pirâmides do Sol e da Lua. Os estudos estão avançando. Ainda há pouco descobriram um túmulo de um rei asteca, debaixo do Zócalo, a praça central da Cidade do México.</p>
<p><strong>12 – Fale um pouco mais sobre o seu livro: “2012 &#8211; A profecia Maia”. Como surgiu a idéia de se fazer um livro com tal tema? O que você espera que as pessoas possam absorver desse livro?</strong></p>
<p>O que me deu vontade de escrever foi justamente a Conta Longa, a Profecia Maia para 2012. Achei que o título traria leitores, assim poderia passar informações sobre os maias, seus costumes, sua mitologia, suas cidades. Como não sou um especialista em antropologia ou arqueologia, resolvi escrever em forma de romance, assim o texto ficaria mais agradável de ler. Como o livro saiu há dez anos atrás, já tenho uma idéia de que o livro deu certo, muita gente aprendeu sobre os maias, fato inconcebível há dez anos. Os mexicanos gostam de difundir mais os astecas do que os maias. Isso porque os astecas fundaram a Cidade do México (Tenochtitlán, em nahuatl, a língua dos astecas). A civilização maia, embora tenha ocupado também o território do México, nasceu na selva do Petén, na Guatemala, onde até hoje eles ainda vivem, usando os calendários maias.</p>
<p><strong>13 – Sabemos que seu novo livro será lançado no final deste ano. Qual a sua expectativa para o lançamento do mesmo?</strong></p>
<p>A minha expectativa foi de fazer correções.Quando lancei 2012 A Profecia Maia há dez anos, acreditei que o José Argüelles, que estudava os maias havia mais tempo, estivesse dando informações autênticas sobre essa civilização, mas depois vi os erros matemáticos e de informação que, infelizmente, usei na 1a edição do livro. Feitas as correções, em novembro deverá sair o livro, com adendos, baseados no Orkut e nas dúvidas, que percebi nos participantes da comunidade que leva o mesmo nome do meu livro.</p>
<p><strong>14 – Muitos mistérios ainda precisam ser descobertos e revelados, com isso notamos a necessidade de novas pesquisas e estudos. Com o intuito de saciar tais anseios, você pretende investir em novos projetos, produzindo novas obras literárias? Se sim, o que abordaria tais obras?</strong></p>
<p>No momento escrevo um livro sobre Pacal, o grande, de Palenque. Ele foi o mais notável maia. Tornou-se rei aos 12 anos de idade, o que já era uma raridade, pois nesta idade jamais houve caso semelhante entre os maias clássicos (entre 250-900 d.C.). Precisamos de novas descobertas e estudos em Palenque, onde há pouco descobriu-se o túmulo da Rainha Vermelha, e ninguém sabe dizer quem é esta rainha, enterrada com suas jóias, em local distinto daquele que seria o lugar digno de uma rainha. Talvez, seja a avó de Pacal, talvez seja a esposa de Pacal. Ninguém sabe.</p>
<p><strong>15 – Para estudarmos algo, sempre que possível é de bom grado construir um esqueleto que nos mostre por onde começar e por onde caminhar nessas nossas pesquisas. Para um iniciante e curioso estudante, qual a sua dica no que se refere à metodologia de estudo das civilizações antigas?</strong></p>
<p>Isso dependerá da civilização. Há civilizações que possuem muitos dados, mas o caminho principal é a religião, mitologia e rituais. Isso, porque estamos acostumados em separar religião de política e de arte, mas nas civilizações antigas tudo era unido, não se separava religião de política, principalmente. Os reis eram deuses ou tinham vínculo direto com os deuses. A arte estava subjugada aos sacerdotes, que davam a receita de como deveria ser realizada uma obra de arte. Entre os maias, o rei era ainda o sacerdote-mór, embora houvesse sacerdotes específicos para cada ritual. Em geral, as religiões das civilizações antigas eram politeístas, havia muitos deuses, bem como na igreja católica há muitos santos. Tudo passava pela religião, por isso, se o estudioso pesquisar em profundidade a religião de uma civilização, perceberá como aquela raça pensava e vivia. Depois da religião unida à política e à arte, eu creio que as guerras dizem muito a respeito de um povo.</p>
<p><strong>16 – Agora, deixando de lado a metodologia de estudo e passando para a concepção ideológica, qual conselho você daria aos leitores interessados nos polêmicos assuntos que circundam as histórias relacionadas às antigas civilizações? Tudo o que vemos e ouvimos pode ser considerado como fatos verídicos? Quais os cuidados que devemos tomar com relação ao assunto?</strong></p>
<p>O problema principal é o de datas. Esta deve ser a maior desconfiança do estudioso. Com o passar do tempo, as datas mudam e se tornam cada vez mais anteriores ao que se tinha como data verdadeira. Em Palenque, por exemplo, o rei Pacal escreveu nas paredes do Templo das Inscrições toda a dinastia da cidade. Devemos confiar? E a rainha vermelha? Não consta da lista de Pacal, então, deve ter morrido depois dele. Por isso, penso que seja a esposa. O estudioso deve desconfiar sempre de dados, a não ser que todos os especialistas estejam de acordo, o que é muito difícil. Precisamos analisar as provas, cuidadosamente. A cada descoberta arqueológica, tudo muda, por isso é importante sempre informar com rigor. Falam tanto dos maias, mas os maias não foram apenas uma civilização, mas, pelo menos, duas: a clássica e a do Yucatan. Além disso, há muitas línguas maias, os nativos da atual Guatemala são bem diferentes dos maias do México. Cada cidade maia tinha deuses distintos entre si, apesar de empregarem os mesmos calendários, a mesma matemática e o mesmo objetivo de calibrar todo o sistema solar. Isso quanto à elite, o povo ficava de fora de todos os planos. Quanto à questão de datação, lembro-me que um arqueólogo amador William Niven achou indícios de uma casa de ourives pré-histórico no México, com datação de 16 mil anos, mas os arqueólogos profissionais não aceitaram tal datação.</p>
<p>&#8211;</p>
<p><strong>Gostou da entrevista? Tem alguma pergunta para o professor? Deixe um comentário!</strong></p>
<p><strong>Acompanhe a terceira e última parte da entrevista aqui mesmo, no 2012 &#8211; Dois Mil e Doze.</strong></p>
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		<title>Entrevista com Alberto Frederico Beuttenmüller &#8211; Parte 1</title>
		<link>http://www.doismiledoze.com/entrevista-com-alberto-frederico-beuttenmuller-parte-1/</link>
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		<pubDate>Thu, 13 Sep 2007 05:22:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>The Earth 7lk</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alberto Frederico Beuttenmüller]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>

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		<description><![CDATA[Começa aqui a entrevista com nosso querido professor Alberto Frederico Beuttenmüller, que tem nos apoiado e muito em nosso projeto. Nós, do 2012 &#8211; Dois Mil e Doze agradecemos de antemão por essa oportunidade. É uma honra. Espero que gostem. Dividiremos a entrevista em três partes, sendo que a primeira (sem mais delongas) começa agora.


01 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Começa aqui a entrevista com nosso querido professor Alberto Frederico Beuttenmüller, que tem nos apoiado e muito em nosso projeto. Nós, do <strong>2012 &#8211; Dois Mil e Doze</strong> agradecemos de antemão por essa oportunidade. É uma honra. Espero que gostem. Dividiremos a entrevista em três partes, sendo que a primeira (sem mais delongas) começa agora.</p>
<p align="center">
<a  href="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/09/albertofrederico.jpg" title="Alberto Frederico" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/downloads/wp-content/uploads/2007/09/albertofrederico.jpg');" ><img src="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/09/albertofrederico.jpg" alt="Alberto Frederico" /></a></p>
<p><strong>01 – Muitas pessoas sabem da história do grande mestre Beuttenmüller, de seus esforços e de suas conquistas. Fale-nos um pouco mais sobre a pessoa de Alberto Frederico.</strong></p>
<p>Nasci em São Paulo, mas passei a minha infância no Rio de Janeiro, na Vila Isabel, por isso sei de cor todos os sambas de Noel Rosa. Estudei no Colégio São José, dos irmãos maristas, até meu pai ser transferido para Juiz de Fora, Minas, onde estudei no Grambery. No ano seguinte, estava em Belo Horizonte, estudando no Colégio Loyola (sou fundador). Depois de tantas viagens, meu pai veio para São Paulo, e passei a estudar no Colégio São Luís, dos padres jesuítas. Sempre gostei de matemática, por isso fui estudar engenharia e física Aí me enrosquei com a filosófica, e fui estudar na USP, como ouvinte. Naquele tempo podia, sem vestibular. Gosto de estudar e ler. Tenho duas bibliotecas, uma na minha casa, onde mora minha ex-mulher, com filhos; outra, onde moro em Interlagos, perto da represa, no meio de árvores e pássaros, que fazem muito bem à minha velhice. Quando percebi que não dava para engenheiro, fui estudar jornalismo. Sempre gostei de literatura, principalmente poesia (sou poeta da geração 60, com diversos livros traduzidos) e de escrever. Acabei jornalista. Um dia o JB (Jornal do Brasil), onde eu trabalhava precisou de um crítico de arte e me perguntou se eu não podia fazer crítica. Eu tinha estudado estética, na filosofia, e por dever profissional tornei-me crítico de arte (sou da AICA: associação internacional de críticos de arte). Tenho a impressão que a vida vai te levando por caminhos nem sempre programados. Foi o que sucedeu comigo. Poderia ter-me tornado um jogador de futebol, joguei no São Paulo, como amador, eles queriam que eu me tornasse profissional, eu não quis. Quando estudei em São Carlos, cantava nas boates, e fazia um dinheirinho. Gostavam da minha voz, mas tinha outros planos que, na verdade, eu não sabia bem qual era (risos). Lembro-me do meu professor de filosofia definir filo/sofos = amante da sabedoria. Era o que sempre quis ser na vida. Tenho três filhos – Gustavo, Leopoldo e Eric, que já estão trabalhando.</p>
<p><strong>02 – A maioria das pessoas sentem uma força atrativa prévia por alguma profissão, antes de escolhê-la definitivamente. Qual foi a sua grande atração pelo ramo do jornalismo, da arte e da literatura?</strong></p>
<p>O jornalismo levou-me à crítica de arte, como já disse; a literatura levou-me a ser poeta e prosador. Para simplificar, gosto tanto de ciência quanto de humanidades. Sempre gostei de Arte, mas a entendi melhor após estudar estética. Arte é a maior manifestação da humanidade, como não amá-la? Hoje, faço tudo isso ao mesmo tempo: leio, estudo, escrevo e faço crítica de arte, além de dar aulas de História da Arte em museus e galerias. Eu queria ser engenheiro, mas quando li o poema homônimo de Cabral de Melo Neto, entendi que eu gostava mesmo era do rigor, da disciplina da poesia, que é uma forma de matemática com muitas incógnitas e nenhuma solução (risos).</p>
<p><strong>03 – Do primeiro emprego a gente nunca esquece. Qual foi a sua primeira experiência como um profissional?</strong></p>
<p>Foi em A Gazeta. Estudava jornalismo na Casper Líbero e fui convidado a trabalhar como revisor, depois passei a redator da página cultural e terminei como redator das primeiras e últimas páginas. Mais tarde fiz o mesmo em O estado de São Paulo até ir para o JB ser repórter especial, no qual fiz esporte, automobilismo e acabei na área cultural.</p>
<p><strong>04 – Todos temos “hobbies”, temos algo que gostamos de fazer em momentos de folga. O que a pessoa de Alberto Frederico faz nas horas vagas?</strong></p>
<p>Eu leio.demais, de romances a poemas de bons escritores até filosofia e história. Mas vejo televisão para não ficar de fora das discussões caseiras. Não sei se tenho horas vagas. Na minha idade o tempo é exíguo, tenho de aproveita-lo ao máximo. Não posso desperdiçar.<br />
Gosto de esportes também e procuro acompanhar futebol, tênis, vôlei, golfe e atletismo.</p>
<p><strong>05 – Vamos conhecer mais sobre os gostos pessoais de Alberto Frederico. Diante de tantas civilizações, histórias, mitos, lendas, acontecimentos, vivências e pesquisas, gostaríamos de saber se você tem alguma preferência ao estudar determinado assunto. Se a resposta for sim, queremos uma justificativa. Se a resposta for não, explique o motivo dessa homogeneidade.</strong></p>
<p>Acho que os assuntos me escolhem antes de mim. Eu vou vivendo, e os assuntos caem à minha frente, sem que me dê conta. Tudo que estudo é para saber sobre o grande mistério da vida. Às vezes, é a história que me ensina, às vezes é a ciência, outras vezes é a natureza, com sua sabedoria. Gosto de matemática. Isso me ajudou a entender muitas civilizações antigas, que tinham na matemática seu ponto principal: sumérios, caldeus, maias, astecas, incas, e por aí vai. Quando encaro um assunto, eu me aprofundo, não fico satisfeito com o superficial. Quero sempre saber mais. Comecei a estudar os maias em 1970, os maias me levaram aos toltecas, olmecas etc.</p>
<p><strong>06 – Quando nos deparamos com os vestígios de uma civilização, passamos muitas vezes a ver o mundo com outros olhos, com uma nova perspectiva. Em meio a tantos atrativos e descobertas, qual foi à civilização que mais lhe chamou a atenção? Por quê?</strong></p>
<p>A primeira civilização que me chamou a atenção foi a grega. Estudei grego clássico para traduzir poemas de Homero. No meu colégio São Luís, Grego era opcional, mas latim era obrigatório. Aprendi muito, ao estudar grego e latim. Depois estudei a civilização romana. Ambas – a grega e a romana – são as duas civilizações básicas da cultura ocidental. Depois, que a gente tem a base, o resto vem por curiosidade. Os egípcios, por exemplo, com sua cultura milenar, seus rituais, seus métodos matemáticos e científicos para erigir pirâmides enormes, o processo de mumificação etc. Os rivais dos egípcios – os hititas – que venceram os egípcios em guerras, nas quais usaram lâminas nas rodas de suas bigas. E chegamos à Mesoamérica, região que foi conquistada pelos espanhóis, graças às lendas. A civilização que mais me chamou a atenção foi a maia, exatamente porque viviam na floresta e sabiam de tudo sobre os astros, aplicando uma matemática de fácil compreensão.</p>
<p><strong>07 – Ao seu modo de pensar, existe alguma chance do ser humano conciliar a sua vida com a vida do planeta Terra? Existe alguma forma de se viver nesse planeta sem agredí-lo? O que podemos fazer quanto a isso?</strong></p>
<p>Conscientizar o mundo todo não é fácil. Há muita miséria neste planeta, nem todos têm escola, saúde, educação. Só a política poderá resolver este problema, já há gente interessada em fazer o planeta mais habitável, mas é preciso que as grandes potências, como os EUA, conscientizarem-se primeiro e dar o exemplo para outros países. Infelizmente, o que vemos é justamente o contrário. Os EUA não querem assinar o Tratado de Kyoto. Devíamos pegar o exemplo dos indígenas que vivem em comunhão com a natureza. Creio que devíamos ensinar ecologia nas escolas. Se, desde a infância, a criança aprender a respeitar a natureza, quando ela crescer não poluirá. E dará o exemplo aos próprios pais, caso eles não respeitem o meio-ambiente. Só a educação resolverá este problema. Se o presidente Bush tivesse recebido na escola ensinamentos de como respeitar a natureza, ele teria assinado qualquer protocolo em defesa da Natureza. Entretanto, os EUA não estudam nem sequer a história dos outros países, por isso desconhecem a história, a geografia, só conhecem o seu próprio país, daí o egocentrismo deles.</p>
<p><strong>08 – Vemos por todos os lados inúmeras catástrofes acontecendo em um curto espaço de tempo. Na visão pessoal de Alberto Frederico, ele acredita ser algo natural, que já estava escrito, ou ser algo que estamos realmente acelerando e fazendo acontecer?</strong></p>
<p>As civilizações antigas nos deixaram sabedorias em forma de profecias ou vaticínios. Estas profecias são resultado de estudos de ciclos de vidas passadas e são naturais, pois nenhuma dessas civilizações antigas poderia supor que a humanidade fosse tentar destruir a própria casa, que é a Terra. Creio que todos os ciclos deixados pelos maias, astecas, olmecas são aconteceres naturais. O mundo já passou pelo que estamos passando, por isso os maias fizeram a Conta Longa, um ciclo de mudanças que já está sucedendo – mudança dos pólos, tempestades solares etc. As pessoas estão olhando para 2012, quando finda a Conta Longa, mas elas esquecem que são acontecimentos que sucedem durante o ciclo todo até o final. Os maias não iam deixar um ciclo, se não fosse algo de grande importância para a posteridade. Por outro lado, o ser humano com sua tecnologia poluidora está ajudando a destruir o meio-ambiente e aumentar ainda mais o impacto dessas mudanças atuais e futuras.</p>
<p><strong>09 – O que mais te chamou atenção e te despertou para o estudo das civilizações ao se encontrar no México, fazendo a cobertura da Copa do Mundo de 1970?</strong></p>
<p>Quando estive no México, sabia mais dos astecas, justamente pela invasão dos espanhóis, comandados por Cortez. Como freqüento livrarias, descobri os maias numa delas. Li que os astecas usavam os calendários que os maias aperfeiçoaram provavelmente dos olmecas, mas nenhum mexicano diz isso. Eles fazem propaganda só do calendário asteca. Comecei a ler sobre os maias e vi que era uma civilização tão grande quanto a egípcia ou suméria. Os sumérios descobriram o zero tal e qual os maias (no século III d.C.), enquanto a Europa só soube do zero no século XII, através dos árabes, quando estes conquistaram a península ibérica. Quando obtinha uma folga, visitava uma cidade próxima. Estes fatos também me deram vontade de escrever sobre os maias, pois os mexicanos deles quase nada falam, a não ser que a gente toque no assunto. Os maias são os gregos da América, pena que seu códices foram queimados, a mando de Frei Diego de Landa, bispo do Yucatan. Este bispo depois se arrependeu e escreveu um livro (eu tenho) “Relaciones de las Cosas de Yucatan”, tenho uma síntese, porque esse verdadeiro relatório é chato. A minha síntese leva o nome de Los Mayas de Yucatan, que eu recomendo, pela editora Fondo de Cultura Econômica, cuja livraria existe em São Paulo.</p>
<p>&#8211;</p>
<p><strong>Gostou da entrevista? Tem alguma pergunta para o professor? Deixe um comentário!</strong></p>
<p><strong>Acompanhe a segunda parte da entrevista aqui mesmo no 2012 &#8211; Dois Mil e Doze.</strong></p>
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		<title>Entrevista Exclusiva com Alberto Frederico Beuttenmüller</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Sep 2007 04:40:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>The Earth 7lk</dc:creator>
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<p> A equipe 2012 &#8211; Dois Mil e Doze [ <strong>doismiledoze.com</strong> ] tem o orgulho de apresentar em primeira mão, a entrevista com nosso ilustre professor <strong>Alberto Frederico Beuttenmüller</strong>, autor do livro &#8220;<strong>2012 &#8211; A Profecia Maia</strong>&#8220;, e tantos outros. Estaremos apresentando a entrevista em três partes, onde em cada uma delas ficaremos sabendo mais sobre a vida pessoal e profissional dessa grande pessoa, além de conhecermos alguns dos pensamentos de um dos maiores especialistas no assunto. Se você se interessa pela Conta Longa, pelos cálculos maias, ou é apenas um admirador da cultura maia, essa é sua grande chance de ficar por dentro do que pensa Alberto Frederico.</p>
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<p>Você não pode perder.</p>
<p>A partir do dia <strong>12 de Setembro de 2007</strong>, aqui no website.</p>
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