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	<title>2012 - Dois Mil e Doze &#187; Economia</title>
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	<description>Verdade ou mentira?</description>
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		<title>Incas: Economia</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Sep 2007 14:40:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Totzil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Incas]]></category>

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		<description><![CDATA[Histórico
De acordo com o historiador peruano Cesar Ugarte, para o qual os fundamentos da economia inca eram o ayllu, conjunto de famílias unidas por parentesco que usufruíam da propriedade coletiva da terra; e a marca, federação de ayllus que detinha a propriedade coletiva das águas, das pastagens e dos bosques. Tem-se uma diferenciação entre o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><font color="#008000">Histórico</font></strong></p>
<p>De acordo com o historiador peruano <strong>Cesar Ugarte</strong>, para o qual os fundamentos da economia inca eram o <strong>ayllu</strong>, conjunto de famílias unidas por parentesco que usufruíam da propriedade coletiva da terra; e a <strong>marca</strong>, <strong>federação de ayllus</strong> que detinha a propriedade coletiva das águas, das pastagens e dos bosques. Tem-se uma diferenciação entre o ayllu, criado pelas massas anônimas no curso de milênios, e o sistema econômico unitário criado pelos imperadores incas. Insistindo sobre a eficácia econômica da agricultura coletivista inca e sobre o bem-estar material de sua população, pode-se concluir: <em>&#8220;O comunismo incaico &#8211; que não pode ser negado ou reduzido por ter se desenvolvido sob o regime autocrático dos incas &#8211; pode então ser designado comunismo agrário&#8221;</em>. Rejeitando a concepção linear e eurocêntrica da história imposta pelos vencedores, ele sustenta que a conquista colonial destruiu e desorganizou a economia agrária inca, sem substituí-la por outra forma superior.</p>
<p>A unidade de produção agrícola e social era o <em><strong>&#8220;ayllu&#8221;</strong></em>, formado por famílias ligadas por laços de parentescos, apresentando tendência à endogamia com descendência paralela, ou seja, linha masculina para os homens e feminina para as mulheres.</p>
<p>A posse da terra no <em><strong>&#8220;ayllu&#8221;</strong></em> era comunal e se dividia em terras cultiváveis e de pastos de uso coletivo. O propósito do <strong>governo inca</strong> era fazer com que todos se ajudassem mutuamente. Até as <strong>crianças</strong> trabalhavam, criando <strong>lhamas e alpacas</strong>. Cada família recebia lotes de acordo com o número de membros e sua distribuição era rotativa e anual, impedindo assim que determinadas famílias obtivessem privilégios com o usufruto por longo tempo das melhores parcelas de terras.</p>
<p>
<a  href="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/09/baseada-na-criacao-de-lhamas.jpg" title="Lhamas e Alpacas" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/downloads/wp-content/uploads/2007/09/baseada-na-criacao-de-lhamas.jpg');" ></a></p>
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<a  href="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/09/baseada-na-criacao-de-lhamas.jpg" title="Lhamas e Alpacas" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/downloads/wp-content/uploads/2007/09/baseada-na-criacao-de-lhamas.jpg');" ><img src="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/09/baseada-na-criacao-de-lhamas.jpg" alt="Lhamas e Alpacas" height="159" width="252" /></a></p>
<p>Dividiam as <strong>terras</strong> em <strong>três partes</strong>: a do <strong>Sol</strong>, a da <strong>Lua</strong> e a do <strong>povo</strong>. O governo recolhia dois terços da produção e estocava para os períodos de escassez. O <strong>ayllu</strong> sustentou o desenvolvimento do império. Responsabilizava-se pelo trabalho nas três terras, obras públicas, serviço militar e previdência social, através de grandes armazéns onde guardavam roupas e gêneros para qualquer eventualidade. Baseavam suas atividades no trabalho coletivo. Toda pessoa válida trabalhava. O governo assegurava terra para todos.</p>
<p>No trabalho, eram agrupadas famílias que se esforçavam de forma coletiva. A terra era propriedade do Inca (imperador) e repartida entre seus súditos. As terras reservadas ao <strong>Inca</strong> e aos sacerdotes eram cultivadas pelos camponeses que recebiam também terras suficientes para subsistir. A agricultura era a base da economia inca, e os habitantes plebeus que trabalhavam nesta área.</p>
<p>A chefia do ayllu era exercida pelo <strong>Kuraka</strong>, que assumia esta função por ser, a nível ideológico, o descendente direto dos fundadores do <strong>ayllu</strong> e do <strong>Huaca</strong>, entidade divina local, protetora e tutelar do ayllu.</p>
<p>Periodicamente, um certo número de homens trabalhavam em suas terras e nas do Huaca, cuja produção era acumulada pelo chefe que a redistribuía em épocas de má colheita ou catástrofes climáticas, além de garantir o sustento dos inativos. Esta prestação de serviços ao <strong>Kuraka</strong>, a <strong>mita</strong>, levou este chefe a acumular bens, concentrando riquezas e reforçando sua autoridade no ayllu.<br />
A economia inca não se baseava na circulação de numerário. Não havia desemprego, nem dinheiro, nem comércio. Messes e colheitas eram divididas em três partes: a primeira, reservada ao palácio; a segunda ao deus Sol, e a terceira aos camponeses.</p>
<p>Havia leis que controlavam o tempo de semear, colher e até os dias de ir ao mercado ou divertir-se.</p>
<p><strong><font color="#008000">Atividade Agrícola</font></strong></p>
<p>Todo pedaço de terra era cultivado, para não faltar alimento. Lavouras estendiam-se até pelas encostas, com o sistema de terraços andinos: degraus com parede de pedra com patamares de terra vegetal. A montanha parecia uma grande escada de patamares verdes quando as plantas cresciam. Na parte alta cultivavam <strong>batata</strong>, <strong>coca</strong> e outros produtos resistentes ao frio; nas zonas intermediárias, <strong>feijão</strong> e <strong>milho</strong>; na parte baixa, <strong>pimenta</strong> e <strong>frutas</strong>, como o <strong>abacate</strong>. Selecionavam os melhores produtos e também faziam o cultivo de cereais. Cultivavam cerca de vinte espécies de milho e quarenta variedades de <strong>batata</strong>. Adaptavam a agricultura às estações, que determinavam observando os astros.</p>
<p>
<a  href="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/09/economia-inca-andenes.jpg" title="Economia Inca - Utilizaçao de Morros e Encostas para Plantações" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/downloads/wp-content/uploads/2007/09/economia-inca-andenes.jpg');" ></a></p>
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<a  href="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/09/economia-inca-andenes.jpg" title="Economia Inca - Utilizaçao de Morros e Encostas para Plantações" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/downloads/wp-content/uploads/2007/09/economia-inca-andenes.jpg');" ><img src="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/09/economia-inca-andenes.jpg" alt="Economia Inca - Utilizaçao de Morros e Encostas para Plantações" height="168" width="263" /></a></p>
<p>Devido ao fato de suas <strong>técnicas agrícolas</strong> serem <strong>rudimentares</strong>, pois não conheciam o arado, para <strong>semear</strong> utilizavam um <strong>bastão pontiagudo</strong>. E para <strong>melhorar a produtividade da terra</strong>, usavam ainda <strong>dois recursos</strong>: a <strong>irrigação</strong>, com tanques e canais; e a <strong>adubação</strong>, com esterco de lhama e de pássaros.</p>
<p><strong><font color="#008000">Atividade Pecuária</font></strong></p>
<p>Na pecuária, também importante, destacavam-se os rebanhos de <strong>lhamas</strong>, <strong>alpacas</strong> e <strong>vicunhas</strong>, que forneciam <strong>carne</strong>, <strong>leite</strong> e <strong>lã</strong>, além de serem usadas no transporte. O comércio não era importante e não existia moeda. Os incas desconheciam a roda, mas construíram uma excelente rede de estradas que ligava <strong>Cuzco</strong> a todo o resto do império.</p>
<p>
<a  href="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/09/lhamas.jpg" title="Lhama" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/downloads/wp-content/uploads/2007/09/lhamas.jpg');" ></a></p>
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<a  href="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/09/lhamas.jpg" title="Lhama" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/downloads/wp-content/uploads/2007/09/lhamas.jpg');" ><img src="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/09/lhamas.jpg" alt="Lhama" /></a></p>
<p><strong><font color="#008000">Artesanato, Medicia e Arquitetura</font></strong></p>
<p>Os incas também construíram um sistema de <strong>estradas</strong>, <strong>pontes</strong>, <strong>balsas</strong>, <strong>jangadas</strong> e <strong>barcos de junco</strong>. Também inventaram: um sistema em que a história era passada para cada sacerdote ou poeta; um <strong>sistema de numeração decimal <em>(quipu)</em></strong>, um sistema em que grandes artesãos souberam trabalhar o <strong>barro, a pedra, a madeira, o cobre, a prata</strong> e o <strong>ouro</strong>; na <strong>matemática</strong> utilizavam o sistema numérico decimal e na <strong>medicina</strong> adaptaram-se em fazer ervas medicinais, técnicas de sangria e cirurgias com perfuração no crânio. Mas foi a <strong>arquitetura</strong> que se destacou na cultura inca. Construíram grandes palácios, templos e fortalezas, como por exemplo, a fortaleza de <strong>Sacsahuamán</strong> e os paredões de <strong>Ollantaytambo</strong>.</p>
<p style="text-align: center">
<a  href="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/09/fortaleza-de-sacsahuaman.jpg" title="fortaleza-de-sacsahuaman.jpg" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/downloads/wp-content/uploads/2007/09/fortaleza-de-sacsahuaman.jpg');" ><img src="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/09/fortaleza-de-sacsahuaman.jpg" alt="fortaleza-de-sacsahuaman.jpg" height="229" width="338" /></a></p>
<p style="text-align: center">
<a  href="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/09/paredoes-de-ollantaytambo.jpg" title="Paredões de Ollantaytambo" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/downloads/wp-content/uploads/2007/09/paredoes-de-ollantaytambo.jpg');" ><img src="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/09/paredoes-de-ollantaytambo.jpg" alt="Paredões de Ollantaytambo" height="210" width="340" /></a></p>
<p><strong><font color="#008000">Mais</font></strong></p>
<p>As <em><strong>“trocas comerciais”</strong></em> entre diferentes regiões se realizavam principalmente como retribuição em favor da prestação da <strong>MITA</strong>, visto que muitos ayllus detinham áreas nos diversos estratos ecológicos (litoral, altiplano e floresta tropical).  O cultivo de milho, batata, o pastoreio de lhamas, a confecção de cerâmica , a tecelagem e a metalurgia, embora fossem produto de uma herança cultural  direta ou assimilação das culturas dominadas eram as principais atividades da economia incaica.  Talvez um dos aspectos mais interessantes da economia do império é que a autonomia dos ayllus não favorecia o comércio entre regiões, sendo assim, não se formavam rotas comerciais bem definidas e a circulação de produtos entre regiões acabava sendo dentro do mesmo ayllu evitando assim divisões internas que pudessem causar conflitos de ordem econômica.</p>
<p>A característica da <em><strong>economia inca</strong></em> era principalmente o fato de as forças produtivas não serem mais organizadas em nível local ou regional mas, sim, em escala de todo o Estado, (pois) na economia estatal a aldeia e a unidade étnica formam parte de uma hierarquia de unidades que são racionalizadas em uma organização hierárquica (&#8230;) que facilita tanto a organização do trabalho quanto a <em>&#8220;distribuição de bens&#8221;</em></p>
<p><em><strong><font color="#800000">Por Totzil</font></strong></em></p>
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		<title>Incas: Sociedade</title>
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		<pubDate>Fri, 31 Aug 2007 17:39:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Totzil</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sociedade
A sociedade inca caracterizava-se por três grandes grupos sociais. No ápice da pirâmide temos o grande Inca o qual realizava o culto ao Sol. Os sacerdotes eram responsáveis por sacrifícios, adivinhações e também pela educação de jovens nobres.
Em seguida vinham os nobres que geralmente eram membros da família do Inca, ou descendentes dos chefes de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><font color="#008000">Sociedade</font></strong></p>
<p>A sociedade inca caracterizava-se por três grandes grupos sociais. No ápice da pirâmide temos o grande Inca o qual realizava o culto ao Sol. Os sacerdotes eram responsáveis por sacrifícios, adivinhações e também pela educação de jovens nobres.</p>
<p>Em seguida vinham os nobres que geralmente eram membros da família do Inca, ou descendentes dos chefes de clãs que passaram a integrar o império. Foram chamados de orejones pelos espanhóis porque usavam olhereiras.<br />
Os <strong>yanaconas</strong> eram uma espécie de escravos selecionados entre prisioneiros de guerra ou populares que eram encarregados de proteger seus senhores, administrarem terras do Templo do Sol e os armazéns de abastecimento.</p>
<p>Somente altos funcionários e chefes militares podiam ter a seu serviço os yanaconas os quais, é importante lembrar, podiam possuir bens, o que não nos permite confundi-los com escravos. Apenas um dos filhos do <strong>yana </strong>era escolhido para continuar a atividade do pai. Alguns viviam em meio ao fausto de Cuzco enquanto outros serviam curacas pobres em regiões distantes.</p>
<p>Algumas mulheres também eram escolhidas para serem educadas nos monastérios do Sol por mulheres mais velhas e descendentes da etnia dos incas. Algumas se tornavam esposas secundárias do imperador, outras eram dadas em casamento a quem o imperador desejasse e outras permaneciam virgens para poder participar do culto solar. Ao lado da atividade ritual estas mulheres também se dedicavam a fiar e a tecer. O número delas por vezes era tão grande (perto de 2000 mil), que permitia uma produção que escapava a política de reciprocidades tradicionais. O mesmo ocorria com a produção dos yana favorecendo a desagregação das antigas formas de solidariedade social. Portanto as relações sociais estavam em transformação indicando uma tendência de transformação do Estado.</p>
<p>
<a  href="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/08/traje-inca-tipico.JPG" title="Traje Inca Típico" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/downloads/wp-content/uploads/2007/08/traje-inca-tipico.JPG');" ></a></p>
<p style="text-align: center">
<a  href="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/08/traje-inca-tipico.JPG" title="Traje Inca Típico" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/downloads/wp-content/uploads/2007/08/traje-inca-tipico.JPG');" ><img src="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/08/traje-inca-tipico.JPG" alt="Traje Inca Típico" height="324" width="244" /></a></p>
<p>O povo tinha um papel extremamente importante na sociedade na medida em que era responsável pela sobrevivência alimentar através do cultivo da terra e, também, pelas guerras que faziam parte das formas de controle da produção em uma área bastante extensa.</p>
<p>As terras eram divididas em três partes. Os produtos obtidos do cultivo da primeira parte eram oferecidos ao culto do Sol, os da segunda parte para o Inca e os da terceira parte para a comunidade.</p>
<p>A forma de vida era muito equilibrada. Cada cidadão Inca tinha direito a um pedaço de terra para o cultivo de seu alimento, sendo que quanto mais integrantes havia em uma família mais desses pedaços de terra ele poderia ter. A ordem do cultivo do alimento vinha assim: as primeiras, terras a ser cultivadas eram dos necessitados, dos que não tinham como cultivar suas terras sozinhos, depois vinha a das mulheres e a dos aldeões, logo após vinha a dos sacerdotes, e a do Sapa (imperador), e, pôr último era semeada e cultivada a terra do Sol. Se por algum motivo um aldeão cultivasse a terra de um sacerdote pôr motivo de beneficiá-lo, o aldeão e o sacerdote eram punidos, pois eles sabiam que era obrigatório seguir a ordem, não pôr motivo de dever, mas para beneficiar primeiro quem precisa.</p>
<p style="text-align: center">
<a  href="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/08/construcao-inca3.jpg" title="Construção Inca" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/downloads/wp-content/uploads/2007/08/construcao-inca3.jpg');" ><img src="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/08/construcao-inca3.jpg" alt="Construção Inca" height="194" width="301" /></a></p>
<p>Os edifícios Incas, templos e palácios especialmente, caracterizavam-se por uma aparência pesada. As aberturas em forma trapezoidal garantiam a majestade mas não amenizavam o volume. Os Incas, ao contrário dos construtores da cultura Chavin e de Tiahuanaco, não se destacaram pelas suas esculturas.<br />
Quanto às construções militares, destacam-se as fortalezas de Cuzco e do vale de Urubamba. São edificações admiráveis por não disporem seus construtores de recursos técnicos, como a roda por exemplo. Apesar disso utilizavam-se de grandes blocos de pedra. Os ajustes entre as pedras eram perfeitos. Uma das provas da habilidade dos construtores reside no fato que essas paredes monumentais resistem até hoje aos terremotos.</p>
<p>Os incas também <strong>construíram um sistema</strong> de estradas, pontes, balsas, jangadas e barcos de junco. Também inventaram: um sistema em que a história era passada para cada sacerdote ou poeta; um sistema de <strong>numeração decimal (quipu)</strong>, um sistema em que grandes artesãos souberam trabalhar o barro, a pedra, a madeira, o cobre, a prata e o ouro; na matemática utilizavam o sistema numérico decimal e na medicina adaptaram-se em fazer ervas medicinais, técnicas de sangria e cirurgias com perfuração no crânio. Mas foi a arquitetura que se destacou na cultura inca. Construíram grandes palácios, templos e fortalezas, como por exemplo, a <strong>fortaleza</strong> de <strong>Sacsahuamán</strong> e os <strong>paredões</strong> de <strong>Ollantaytambo</strong>.</p>
<p style="text-align: center">
<a  href="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/08/construcao-inca4.jpg" title="Construção Inca" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/downloads/wp-content/uploads/2007/08/construcao-inca4.jpg');" ><img src="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/08/construcao-inca4.jpg" alt="Construção Inca" height="225" width="289" /></a></p>
<p><strong><font color="#008000">Casamento</font></strong></p>
<p>A idade para o casamento era aos 20 anos para o menino e 16 para a menina. Quando chegavam a essa idade, eram dispostos em duas colunas e um funcionário os casava. A escolha entre eles já havia sido feita anteriormente cabendo ao funcionário apenas resolver conflitos em caso de uma mesma mulher ser escolhida por dois homens. Realizada a cerimônia, o casal recebia terras da comunidade a qual estavam ligados.</p>
<p>Se o procedimento desses casamentos não nos causa surpresa o mesmo não podemos dizer do processo pelo qual algumas mulheres eram escolhidas em uma comunidade para serem enviadas a Cuzco.</p>
<p>De tempos em tempos reuniam-se em um distrito todas as meninas de 10 anos sendo escolhidas as mais inteligentes e bonitas. Em seguida eram mandadas para Cuzco onde iam aprender cozinhar, tecer e outras prendas mais que consideravam necessárias. Depois de alguns anos, outra escolha definiria aquelas que seriam distribuídas como esposas secundárias (do Inca ou de nobres), e aquelas que deveriam permanecer em celibato.</p>
<p>O que é importante observar nesta política de casamentos é a criação de laços inter-étnicos, aproximando mulheres originárias de grupos étnicos diferentes do universo cuzquenho.</p>
<p><strong><font color="#008000">Alimentação</font></strong></p>
<p>Apesar da dieta dos incas ser muito variada, havia muitas diferenças entre os alimentos consumidos pelos diversos setores da sociedade.</p>
<p>A gente do povo só comia duas refeições por dia. O prato comum dos Andes era o <strong>chuño</strong>, ou farinha de batata desidratada. Adicionava-se água, pimentão ou pimenta, e sal para então servir. Eles também preparavam o <strong>locro</strong> com carne seca ou cozida, com muito pimentão, pimenta, batatas e feijão. Eles comiam ainda grandes quantidades de frutas, como a pêra picada ou o <strong>tarwi</strong>. O milho era bastante consumido e era preparado fervido ou torrado.</p>
<p>Desde a gravidez, a mulher tinha que cumprir com uma série de requisitos como não comer determinados alimentos e, freqüentemente se abster da vida sexual. Um adivinho era consultado para prever se o nascimento viria com boa ou má sorte.</p>
<p>As mulheres do povo pariam sem parteira e com dor. Depois de dar a luz, cortavam o cordão umbilical com um pedaço de cerâmica e o guardavam para dar ao bebê para comer caso ficasse doente. Depois, tomavam banho com a criança em uma corrente de água próxima, envolviam o bebê em uma coberta, colocando-o em uma cuia, para voltar ao trabalho que haviam interrompido antes do parto.</p>
<p>Uma prática muito comum era matar ou abandonar as crianças consideradas deformadas. Os bebês cujas mães morriam no parto ou durante a amamentação também eram abandonados, a não ser que alguém se encarregasse deles.</p>
<p>Depois do nascimento de seu filho, o pai se encostava a uma rede queixando-se das dificuldades que havia sofrido no parto, enquanto que a mãe continuava trabalhando. Na realidade, esta era a forma de proclamar publicamente que ele era o pai do recém-nascido.</p>
<p><strong><font color="#008000">Urbanismo</font></strong></p>
<p>O <strong>urbanismo dos Incas</strong> tem uma longa história. Seu grande desenvolvimento ocorreu na época Chavin e teve como expoente <strong>Tiahuanaco</strong>. A pedra é o elemento básico das construções nas regiões mais altas, enquanto que no litoral utiliza-se um tijolo de terra. No norte e no centro das cordilheiras o estilo <em><strong>&#8220;cuzquenho&#8221;</strong>, </em> prevalece, enquanto no litoral do Peru e da Bolívia torna-se bem mais raro. Estas diferenças no urbanismo sugerem que a &#8220;atuação política no território do <strong>Estado Chimu</strong> e das grandes chefias <strong>aymaras</strong> fosse mais fraca conforme observou o antropólogo francês <strong>Henri Favre</strong>.</p>
<p>As casas eram circulares, cobertas de palha ou com uma espécie de abóboda de pedra. A porta de entrada era única, sendo apenas coberta por uma pele ou palha. Contudo, o que é mais importante observar, ao estudar o urbanismo da área andina, é que a arquitetura civil dos Incas não se difundiu pelo império, ao contrário da arquitetura responsável por construções com fins militares ou religiosos.</p>
<p>A cidade de Machu Picchu no Peru é uma obra admirável. Localiza-se a uma altura de 600 metros do rio Urubamba e ocupa uma área de 40 hectares. A floresta preservou a cidade permitindo estudos sobre as formas de construção civil. A maneira como foi construída demonstra a enorme habilidade dos seus construtores. São enormes blocos de pedra com os quais se construíram palácios, praças, fontes, aquedutos, escadarias. A construção de alguns terraços serviam para a agricultura e diversos muros à beira das encostas deveriam proteger a cidade. Nenhum documento da época da conquista espanhola se refere a Machu Picchu. Somente em 1911 uma arqueólogo norte-americano descobriu as ruínas, permitindo conhecer um pouco mais de uma grande cidade.</p>
<p><strong><font color="#008000">Danças</font></strong></p>
<p><strong>Qamili</strong><br />
Uma dança praticada em grande escala, com vestimenta especial e originária das cidades de Maca e Cabanaconde.</p>
<p><strong>Wit&#8217;iti</strong><br />
Dança para um grupo com vestes especiais, originária de Colca e Caylloma.</p>
<p><strong>Saratarpuy</strong><br />
Sara=milho, Tarpuy=colheita.É uma variação da Qamili e é praticado quando é tempo de colheita do milho, eles dançam nesse evento especial o saratarpuy, desejando que a colheita seja boa.</p>
<p><strong>Qhashwatinky</strong><br />
Competição de dança entre grandes grupos, com pessoas jovens que tocam grandes flautas chamadas pinkullos.</p>
<p><strong>Sarawayllu</strong><br />
Praticado em quase todas as cidades Kechwas cada vez que se termina de construir uma nova casa. Não é uma dança, é somente cantado pelos convidados.</p>
<p><strong>Kiyu-Kiyu</strong><br />
É uma dança sobre a chuva. As pessoas, dirigindo-se para a cidade santa(varayuq) saem pelas ruas da cidade(ayllu) cantando e dançando na chuva.</p>
<p><strong>Llamera</strong><br />
Llamera é uma jovem que cuida de lhamas e vive nos Andes.<br />
Essas danças são muito bonitas e foram compostas pelas lhameras, que dançam e cantam enquanto suas lhamas pastam, ou enquanto viajam com as lhamas pelos solitários lugares dos Andes. Atualmente não são somente elas que cantam e dançam &#8220;As llameras&#8221;, também grupos de meninas de cada cidade dos Andes em qualquer evento ou celebração.</p>
<p><strong>Tinkaches</strong><br />
Uma dança e canto praticados enquanto suas terras e animais são dedicados à Deus. Ao som do tambor e da flauta eles dançam e cantam felizes, desejando que Deus cuide das suas terras e animais.</p>
<p><strong>Hailis</strong><br />
Canções cantadas depois de terminar o trabalho no campo, ali não tem instrumento musical. Um começa a cantar e o outro responde: Haili!</p>
<p><strong>Yarqha Haspiy</strong><br />
Canções cantadas por mulheres que trabalhavam nos canais de água, trabalho muito importante, pois de lá depende o abastecimento de água para a cidade; este trabalho pode ser de duas vezes ao ano de acordo com a vazão.</p>
<p><em>Nota: Quando os Quíchuas cantam essas canções, contam histórias e lendas. Se ninguém mudar as letras das músicas, elas serão folclóricas autênticas.</em></p>
<p><em><strong><font color="#800000">Por Totzil</font></strong></em></p>
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