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	<title>2012 - Dois Mil e Doze &#187; Religião</title>
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	<description>Verdade ou mentira?</description>
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		<title>Mitologia Inca: Rituais e Festas</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Sep 2007 17:48:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Totzil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Incas]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>

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		<description><![CDATA[


Dois lugares circundantes a Cusco que destacam pela sua arquitetura ritual são os centros de culto de Qenqo e Tambomachay.
Qenqo é um imenso promontório rochoso talhado de escalões, covas e canais, seguramente feito para depositar a chicha (bebida de milho) que se bebía nos rituais incas. Este sítio conta com um pátio semicircular definido por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><script type="text/javascript"><!--
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</script></p><p>Dois lugares circundantes a Cusco que destacam pela sua arquitetura ritual são os centros de culto de <strong>Qenqo</strong> e <strong>Tambomachay</strong>.</p>
<p>Qenqo é um imenso promontório rochoso talhado de escalões, covas e canais, seguramente feito para depositar a chicha (bebida de milho) que se bebía nos rituais incas. Este sítio conta com um pátio semicircular definido por um parâmetro isométrico con vários nichos grandes que rodeiam uma pedra ou wanka de pouca espessura encerrada num recinto.</p>
<p>
<a  href="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/09/quenqo2.jpg" title="Qenqo" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/downloads/wp-content/uploads/2007/09/quenqo2.jpg');" ></a></p>
<p style="text-align: center">
<a  href="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/09/quenqo2.jpg" title="Qenqo" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/downloads/wp-content/uploads/2007/09/quenqo2.jpg');" ><img src="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/09/quenqo2.jpg" alt="Qenqo" height="292" width="244" /></a></p>
<p>Tambomachay é um sítio impressionante de arquitetura fina composta de plataformas, nichos e piletas que continúam funcionando e pelos seus desaguadouros corre água procedente de um manancial que existe na parte alta. Nos tempos incas era um lugar sagrado destinado ao culto da água, um dos adoratórios que conformavam o sistema de “ceques” de Cusco, conjunto de linhas imaginárias nos lugares sagrados e indicavam o tempo e o lugar das cerimônias.</p>
<p style="text-align: center">
<a  href="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/09/tambomachay-cusco.jpg" title="Tambomachay" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/downloads/wp-content/uploads/2007/09/tambomachay-cusco.jpg');" ><img src="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/09/tambomachay-cusco.jpg" alt="Tambomachay" height="194" width="285" /></a></p>
<p><strong><font color="#008000">Rituais e Festas</font></strong></p>
<p><strong>RITUAL CHA&#8217;LLA</strong></p>
<p>É costume que toda a terça-feira de carnaval se faça a <strong>ch’alla</strong> da casa, dos instrumentos de trabalho, do carro, outros lugares e objetos considerados importantes para os  bolivianos. Em outros momentos da vida familiar e outros em âmbito público, como é o caso da festas religiosas, também são realizados o <strong>ritual da cha’lla</strong>. Porém, nesse último espaço tal ritual se dá de forma velada com o simples gesto de verter um gole de bebida ao chão <strong>(Pachamama)</strong>, ou ainda orvalhando a imagem do santo(a), com algumas gotas de bebida.</p>
<p><strong>CORPACHADA</strong></p>
<p>Este é um dos ritos consagrados à <strong>Pachamama</strong>. Esta deusa de origem Inca, junto a <strong>Inti (Rei Sol)</strong> e a <strong>Mama Quilla (Lua)</strong> formam a trindade astrológica veneranda pelos calchaquies.</p>
<p>A Pachamama é a energia germinadora da natureza. Como os mortais, entretanto, ela sente fome e sede. O seu culto consiste na <em><strong>&#8220;corpacharla&#8221;</strong></em>, isto é, dar-lhe de comer. Para tanto, cava-se profundas covas, onde se enterram todo o tipo de comida e bebida. Este ritual é acompanhado de rezas e invocações à deusa. A Pachamama é muito generosa para com as pessoas que lhe fazem este tipo de agrado.</p>
<p><strong>CAPAC RAYMI</strong></p>
<p>A Capac Raymi, a Festa Grandiosa, era celebrada em dezembro(no Solstício de Verão). O Sapa Inca, vestido a rigor, conduzia seu povo na adoração do Sol.<br />
<strong>Capac Raymi</strong> e <strong>Inti Raymi</strong>, são datas onde os raios solares mostram o esplendor de várias construções como traçados de ruas, aberturas nas casas, esculturas e templos que fazem jogos de luz e sombra e revelam características místicas e astronômicas dos seus monumentos.<br />
A 14 de novembro, eram buscadas em procissão as imagens de <strong>Viracocha</strong>, do deus Sol e das outras divindades e as múmias dos Incas, que eram transportadas para o recinto sagrado. Ali, conduzindo o misterioso <strong>moroy-urco</strong>, os príncipes dos <strong>ayllus</strong> davam volta à praça. Ao centro, um braseiro consumia os cadáveres das vítimas imoladas e as oferendas. Começava assim a festa de <strong>Capac Raimi</strong>.</p>
<p style="text-align: center">
<a  href="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/09/altar-de-sacrificios-inca.jpg" title="Altar de Sacrifícios Inca" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/downloads/wp-content/uploads/2007/09/altar-de-sacrificios-inca.jpg');" ><img src="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/09/altar-de-sacrificios-inca.jpg" alt="Altar de Sacrifícios Inca" height="237" width="311" /></a></p>
<p><strong>INTI RAYMI</strong></p>
<p>O Inti Raymi é o evento mais tradicional da cultura inca. É a festa do Sol que é celebrada todo ano em Cusco no mês de junho e coincide com o solstício de inverno. <strong>Inti</strong> é uma palavra no idioma <strong>Quéchua</strong> que quer dizer sol, e <strong>Raymi</strong> é festa.<br />
Nesse dia as celebrações acontecem no centro de Cusco e depois continuam na fortaleza de Saksayuaman.</p>
<p><strong>PACHA-PUCHUY</strong></p>
<p>Na Pacha-puchuy (Maturação), o Inca sacrificava um lhama preto para resgatar os pecados de seu povo.</p>
<p><strong>A FESTA DE INICIAÇÃO</strong></p>
<p>Quando se tornavam púberes, os príncipes e filhos das famílias nobres incas submetiam-se a uma série de provas, sendo que a última era a perfuração dos lobos das orelhas, precediam elas sua admissão na casta dos <strong>Hatun-Rincriyoc</strong>. Este conjunto de ritos tinha o nome de festa de iniciação e desenrolava-se durante a <em><strong>&#8220;Festa do Inca&#8221;</strong></em>, a <strong>Capac Raymi</strong>. Primeiro deveriam haver cumprido certo número de provas, de modo a demonstrarem que eram capazes de desempenhar-se das funções administrativas que lhes seriam confiadas.<br />
As jovens nobres, também se preparavam para esta festa e lhes era dado o título de <em><strong>&#8220;sapay coya nusta&#8221;</strong></em>, que significa <em><strong>&#8220;princesa virgem&#8221;</strong></em>. A presença delas servia como encorajamento para os rapazes. Ao fim das provas, elas também eram encarregadas de dar de beber aos participantes e para tanto, muniam-se de cântaros de prata contendo chica.</p>
<p style="text-align: center">
<a  href="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/09/altar-de-sacrificios-inca2.jpg" title="Altar de Sacrifícios Inca" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/downloads/wp-content/uploads/2007/09/altar-de-sacrificios-inca2.jpg');" ><img src="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/09/altar-de-sacrificios-inca2.jpg" alt="Altar de Sacrifícios Inca" height="238" width="315" /></a></p>
<p><strong>COYA RAYNI</strong></p>
<p>Em setembro, os incas celebravam a <em><strong>&#8220;Coya Rayni&#8221;</strong></em>, a Festa da Lua e da Rainha.</p>
<p><strong><font color="#008000">Calendário de Festas e Rituais dos Incas</font></strong></p>
<p style="text-align: center">
<a  href="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/09/calendario-de-festas.jpg" title="Calendário" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/downloads/wp-content/uploads/2007/09/calendario-de-festas.jpg');" ><img src="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/09/calendario-de-festas.jpg" alt="Calendário" height="188" width="325" /></a></p>
<p><em><strong><font color="#800000">Por Totzil</font></strong></em></p>
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		<title>Mitologia Inca: Lendas ou Verdades?</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Sep 2007 15:51:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Totzil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Incas]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>

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		<description><![CDATA[O Quinto Sol 
Os Incas crêem estar vivendo o quinto mundo onde, cada um dos mundos anteriores haviam tido a duração de mil anos e cada mil anos aparecia um Sol novo e reinicia a recuperação dos anos. Ao passar o instante que transcorre entre duas idades há o Pachacúti que quer dizer inversão do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><font color="#008000">O Quinto Sol </font></strong></p>
<p>Os Incas crêem estar vivendo o quinto mundo onde, cada um dos mundos anteriores haviam tido a duração de mil anos e cada mil anos aparecia um Sol novo e reinicia a recuperação dos anos. Ao passar o instante que transcorre entre duas idades há o <strong>Pachacúti</strong> que quer dizer inversão do mundo, tempo de grandes transformações, tempo de destruições, de desolação e restauração por esta razão a destruição a conquista espanhola foi vista pelos incas como um Pachacúti.</p>
<p>Este aspecto do tempo também existe nos conceitos do cristianismo, o Juiz o final bíblico, só que o bíblico é percebido como um futuro já o pachacuti esta a ocorrer neste momento e se faz por acabado com o retorno do novo Sol que dizem estar para acontecer nos próximos anos. Foram achadas várias provas que os pré-colombianos acreditavam em um deus, desta forma seus respectivos nomes, <strong>Viracocha, Ayar, Tunupa ou Tonopa, Illapa-Libiac, Pariaca-Cuniraya- Tutayquiri- Huallallo Carhuincho-Pachacamac, Inkarri, Pishtaco ou Naqaq</strong>, mas foi provado que mesmo tendo tantos nomes Viracocha (Criador) foi realmente um único deus, seguido por seus Filhos Sol (Manco Capac) e Lua (Mama Oclo), e de seus filhos vieram os herdeiros do império do Sol.</p>
<p><strong><font color="#008000">O Disco Dourado</font></strong></p>
<p>Uma lenda diz que, quando os conquistadores espanhóis chegaram ao Peru e começaram a roubar o ouro e pedras preciosas das tribos incas, um sacerdote local chamado <strong>Aramu Maru</strong> fugiu de seu templo com a ajuda de um <em><strong>&#8220;disco dourado&#8221;</strong></em> e alcançou as montanhas de <strong>Hayu Marca</strong>. Na companhia de um outro xamã, <strong>Hayu Marca</strong> realizou um ritual que fez com que <em><strong>&#8220;a porta se abrisse e dela saísse uma intensa luz azul&#8221;</strong></em>. Então, conta a lenda, <strong>Aramu Maru</strong> entregou o disco dourado ao outro xamã e passou pela porta <em><strong>&#8220;para jamais voltar a ser visto&#8221;</strong></em>.</p>
<p>Arqueólogos, pesquisadores e curiosos que vêm visitando o local, aparentemente influenciados pelas lendas, deram relatos à imprensa peruana dizendo terem visões de luzes, túneis e estrelas no interior das estruturas, assim como terem ouvido <em><strong>&#8220;uma estranha música&#8221;</strong></em>.</p>
<p>Esses depoimentos não podem ser tomados muito a sério, porém a descoberta não deixa de ser, por enquanto, um interessante achado para estudo do imaginário dos incas e da população local. Há registros, por exemplo, em reportagens de jornais da região, de mais de 20 anos de depoimentos de avistamentos de objetos voadores por ali. Isso aconteceu bem antes da descoberta das ruínas da porta, fazendo com que se deixe de lado, portanto, qualquer influência das lendas.</p>
<p><strong><font color="#008000">Surgimento do Imperio Inca</font></strong></p>
<p>A milhões de anos atrás, <strong>Viracocha (Criador do Universo)</strong>, deu vida a seus dois filhos, <strong>Mama Oclo (filha da Lua)</strong> e <strong>Manco Capac (filho do Sol)</strong>, que foram colocados por ele em suas respectivas ilhas, a da Lua e a do Sol, que ficam situadas no lago Titicaca. Os dois juntos tinham por dever localizar um local para a construção do seu império. Chegando a região do altiplano andino onde hoje se situa a cidade de <strong>Cuzco</strong>, Manco enterrou seu bastão na terra, a qual abriu uma fenda e o encobriu, e assim ele passou a chamar aquele local de <strong>Cuzco (Umbigo do mundo)</strong>, no qual em anos foi denominada a capital do império Inca, e onde se situavam as fortalezas históricas do império Inca, a cidade de Cuzco foi construída no formato de um Puma na qual sua cabeça situa-se a fortaleza de Sacsahuaman, essa região é recoberta de mistérios, no qual há a existência de um túnel ligando as duas cidades, desde de Cuzco até o <strong>Kkoricancha (templo do Sol)</strong>, qual hoje é a Igreja de Sto. Domingo .</p>
<p><strong><font color="#008000">Surgimento do Imperio Inca &#8211; Outra Versão</font></strong></p>
<p>Uma lenda diz que depois de um grande dilúvio, apenas um homem e uma mulher se salvaram, esses Mama Oclo, e <strong>Manco Capac</strong>, foram arrastados em uma balsa de Tora até as margens do lago Titicaca, esses saíram em busca de um novo lugar para viver, chegando a região do altiplano Andino, dizem que Manco Capac enterrou seu bastão e denominou aquele local de Cuzco (umbigo do mundo),dai pra frente eles iniciaram o esplendido Império Inca.</p>
<p>Isso sempre nos levou a crer que esta história não passava de uma lenda, mas um grupo de pesquisadores que inclui 10 brasileiros descobriram no fundo do lago Titicaca, vestígios do que já haveria de ter sido uma cidade, foi encontrado construções que nos levam a crer que eram templos, e peças de cerâmica e outros materiais. Isso pode ser a resposta para a origem do império Inca, pois como vocês vêem a ciência e os estudos vem trazendo a tona o que já era dito por milhares de anos pelos Incas.</p>
<p><strong><font color="#008000">Porta de Hayu Marca ou Porta de Aramu Muru &#8211; portão para a terra dos deuses</font></strong></p>
<p>Antigas lendas dos incas dizem que nas montanhas existia uma porta, por onde era possível viajar e voltar do mundos dos deuses, e através da qual os deuses vinham ao nosso mundo, para manter contato com os mortais. As ruínas conservadas do que parece ser essa porta foi descoberta recentemente por um guia turístico peruano, nas montanhas <strong>Hayu Marca</strong>, a <strong>35 quilômetros</strong> de distância da cidade de <strong>Puno</strong>, <strong>sul</strong> do <strong>Peru</strong>.</p>
<p>Embora seja chamada de <em><strong>&#8220;Cidade dos Deuses&#8221;</strong></em> nas lendas incas, Hayu Marca não apresenta vestígios de construções, embora as formações naturais sejam semelhantes a edifícios e formem um conjunto parecido com o de uma cidade. A área jamais foi bem explorada, por ser de difícil acesso e ficar numa parte muito escarpada das cordilheiras locais.</p>
<p>
<a  href="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/09/porta-de-hayu-marca1.jpg" title="Porta de Hayu Marca" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/downloads/wp-content/uploads/2007/09/porta-de-hayu-marca1.jpg');" ></a></p>
<p style="text-align: center">
<a  href="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/09/porta-de-hayu-marca1.jpg" title="Porta de Hayu Marca" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/downloads/wp-content/uploads/2007/09/porta-de-hayu-marca1.jpg');" ><img src="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/09/porta-de-hayu-marca1.jpg" alt="Porta de Hayu Marca" height="175" width="270" /></a></p>
<p>A <em><strong>&#8220;Porta de Hayu Marca&#8221; ou &#8220;Porta de Aramu Muru&#8221;</strong></em> mede exatamente 7 metros de altura por 7 de largura e tem em seu interior uma caverna menor, de 2 metros de diâmetro. Foi encontrada por acaso pelo guia turístico José Luís Delgado Mamani. Depois de encontrar a caverna, Delgado entrou em contato com arqueólogos do Governo em Puno, La Paz e Lima e logo a região ficou cheia de arqueólogos e historiadores da civilização inca. Eles já tinham ouvido falar das lendas indígenas que diziam que naquela região havia um <em><strong>&#8220;portão para a terra dos deuses&#8221;</strong></em>. Segundo essas lendas, há muito tempo grandes heróis passaram através da porta para juntarem-se aos deuses numa nova vida de imortais. Em algumas raras ocasiões, dizem as lendas, alguns desses homens voltaram após um pequeno período com os deuses, para inspecionar todas as terras no reino.</p>
<p>
<a  href="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/09/porta-de-hayu-marca3.jpg" title="Porta de Hayu Marca" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/downloads/wp-content/uploads/2007/09/porta-de-hayu-marca3.jpg');" ></a></p>
<p style="text-align: center">
<a  href="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/09/porta-de-hayu-marca3.jpg" title="Porta de Hayu Marca" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/downloads/wp-content/uploads/2007/09/porta-de-hayu-marca3.jpg');" ><img src="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/09/porta-de-hayu-marca3.jpg" alt="Porta de Hayu Marca" height="303" width="221" /></a></p>
<p><strong><font color="#008000">Atahualpa</font></strong></p>
<p>Mas além desse também a uma história que diz que a cabeça de <strong>Atahualpa</strong> o último imperador Inca foi enterrada na cidade de Cuzco no qual o propósito era de que com o tempo a terra reconstituísse seu corpo, ele retornasse para libertar o império da mão dos que não souberam respeitar a cultura de um povo que se desenvolvia mais rapidamente que os europeus.</p>
<p>
<a  href="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/09/atahualpa.jpg" title="Atahualpa" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/downloads/wp-content/uploads/2007/09/atahualpa.jpg');" ></a></p>
<p style="text-align: center">
<a  href="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/09/atahualpa.jpg" title="Atahualpa" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/downloads/wp-content/uploads/2007/09/atahualpa.jpg');" ><img src="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/09/atahualpa.jpg" alt="Atahualpa" height="328" width="231" /></a></p>
<p><em><strong><font color="#800000">Por Totzil</font></strong></em></p>
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		<title>Incas: Religião</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Sep 2007 14:28:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Totzil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Incas]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>

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		<description><![CDATA[Histórico
Quando os Incas conquistaram os Andes, impuseram o culto ao deus Sol. Todas as tribos construíram um templo em homenagem ao Sol, mas o principal templo ficava em Cuzco, capital do império Inca. Outros deuses também eram adorados, como: a Lua, os deuses do arco-íris, do trovão, porém reinava Viracocha (o criador), que era o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><font color="#008000">Histórico</font></strong></p>
<p>Quando os Incas conquistaram os Andes, impuseram o culto ao <strong>deus Sol</strong>. Todas as tribos construíram um templo em homenagem ao Sol, mas o principal templo ficava em Cuzco, capital do império Inca. Outros deuses também eram adorados, como: a Lua, os deuses do arco-íris, do trovão, porém reinava <strong>Viracocha (o criador)</strong>, que era o pai da Lua e do Sol, e dirigia o destino dos homens. A religião Inca era de caráter politeísta.</p>
<p>A Religião consistia-se numa mistura de culto à natureza e crenças mágicas. O principal deus cultuado, era o <strong>Sol (Inti)</strong>, e todas as tribos tinham que construir um templo em sua homenagem, porém, o principal templo ficava na capital do Império Inca. O imperador era considerado descendente do deus Sol e, por esse motivo era visto como um deus também. O culto ao deus criador, o Sol, supunha um conceito intelectual e abstrato, limitado somente à nobreza. Os Incas sacrificavam tanto animais como humanos para agradar seus deuses.</p>
<p>Como já foi dito, os grandes deuses Incas,  eram as forças da natureza, principalmente o <strong>sol (Inti)</strong> e, a <strong>lua (Quilla)</strong>. Os deuses do trovão e do arco-íris eram igualmente importantes, bem como os deuses das plantas brilhantes. Os Incas acreditavam que o criador era quem dirigia o destino e os planos e também acreditavam que os deuses habitavam uma zona escura do céu denominada <em><strong>&#8220;soco de carvão&#8221;</strong></em>, situada na via láctea.</p>
<p>Nas ruínas da cidade de Machu Picchu, é possível ver um relógio solar que descreve o percurso do Sol, personificado por Inti.</p>
<p style="text-align: center">
<a  href="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/09/relogio-solar-inca2.jpg" title="Relógio Solar Inca" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/downloads/wp-content/uploads/2007/09/relogio-solar-inca2.jpg');" ><img src="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/09/relogio-solar-inca2.jpg" alt="Relógio Solar Inca" /></a></p>
<p>Inti e a sua esposa, <strong>Pachamama (deusa da Terra)</strong>, eram vistos como divindades 
<a  href="http://pt.wiktionary.org/wiki/benevol%C3%AAncia" target="_blank" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/external/pt.wiktionary.org/wiki/benevol%C3%AAncia');" >benevolentes</a>.</p>
<p>Segundo um antigo mito Inca, Inti ensinou <strong>Manco Capac</strong> e <strong>Mama Ocollo</strong>, seus filho e filha respectivamente, as artes da civilização e mandou-os para a Terra para instruir a Humanidade, com o que eles haviam aprendido.</p>
<p>Inti ordenou aos seus filhos que construíssem a capital Inca onde a tupayauri havia caído ao chão. A <strong>tupayauri</strong> era uma espécie de alavanca dourada divina. Manco pegou a tupayauri e foi sondando o chão com ela, num dado ponto, ele atirou-a para o chão e então, a tupayauri enterrou-se no chão, tendo terminado aí a busca pelo local. Os Incas acreditavam que isto aconteceu na cidade de Cuzco, que foi fundada pelo <strong>Ayar</strong>.</p>
<p>Ainda hoje, Inti é celebrado no Perú, durante o festival de Inti Raimi em Cuzco, onde um drama Inca relacionado com o deus Sol é re-encenado.</p>
<p><strong><font color="#008000">Deuses e Significados</font></strong></p>
<p><strong>VIRACOCHA</strong> &#8211; Esplendor originário, Senhor, mestre do mundo &#8211; foi a primeira divindade dos antigos Tiahuanacos, proveniente do Lago Titicaca. Como o seu homônimo <strong>Quetzalcoatl</strong>, surgiu da água, criou o céu e a Terra e a primeira geração de gigantes que viviam na obscuridade.. Semelhante ao <strong>Deus Nórdico Odín</strong>, <strong>Viracocha</strong> foi um deus nômade, e como aquele, tinha um companheiro alado, o condor Inti, grande profeta.</p>
<p style="text-align: center">
<a  href="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/09/imagem-de-viracocha-no-portal-do-sol-inca.jpg" title="Imagem de Viracocha no Portal do Sol Inca" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/downloads/wp-content/uploads/2007/09/imagem-de-viracocha-no-portal-do-sol-inca.jpg');" ><img src="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/09/imagem-de-viracocha-no-portal-do-sol-inca.jpg" alt="Imagem de Viracocha no Portal do Sol Inca" /></a></p>
<p><strong>INTI</strong> &#8211; o Sol, chamado <em><strong>&#8220;Servo de Viracocha&#8221;</strong></em> &#8211; exercia a soberania no plano superior ou divino, do mesmo modo que um intermediário, o <strong>Imperador</strong>, chamado <em><strong>&#8220;Filho de Inti&#8221;</strong></em>, reinava sobre os homens. Inti era a divindade popular mais importante: era adorado em muitos santuários pelo povo inca, que lhe rendiam oferendas de ouro, prata e as chamadas virgens do Sol. Inti, o deus Sol, era a divindade protetora da casa real. Seu calor beneficiava a terra andina e fazia as plantas florescerem. Era representado com um rosto humano sobre um disco radiante. A grande <strong>Festa do Sol</strong>, o <strong>Inti Rami</strong>, era celebrada no solstício de inverno. Para dar as boas vindas ao Sol, ofereciam-lhe uma fogueira, onde queimavam uma vítima em sacrifício, junto com folhas de coca e milho. Ao final da celebração, exclamavam: <em><strong>&#8220;Oh Criador, Sol e Trovão, sede jovens sempre! Multiplicai os povos! Deixai que vivam em paz!&#8221;</strong></em></p>
<p><strong>MAMA QUILLA</strong> ou <strong>Mama-Kilya</strong> &#8211; Mãe Lua, Esposa do Sol e mãe do firmamento &#8211; dela se tinha uma estátua no templo do Sol. Essa imagem era adorada por uma ordem de sacerdotisas, que se espalhava por toda a costa peruana. Era a encarregada de regular os ciclos menstruais das mulheres.</p>
<p><strong>PACHA MAMA</strong> &#8211; <em><strong>&#8220;A Mãe Terra&#8221;</strong></em>, tinha um culto muito idolatrado por todo o império, pois era a encarregada de propiciar a fertilidade nos campos. Na Terra dos Incas a Pachamama se identifica também como a <em><strong>&#8220;Deusa do Dragão&#8221;</strong></em>, que habita as profundezas da montanha e que ocasionalmente provoca terremotos.<em><strong>&#8220;Pacha&#8221;</strong></em> significa &#8220;tempo&#8221; na língua Kolla, mas seu significado engloba o universo, o mundo, o tempo, o lugar, enquanto que <em><strong>&#8220;Mama&#8221;</strong></em> é mãe. A Pachamama agrega um deus feminino, que produz e agrega. Ela é adorada em suas várias formas: os campos arados, as montanhas como seios e os rios caudalosos como seu leite.  Refere-se também, ao tempo que cura as dores, que distribui as estações e que fecunda a Terra. Esta Mãe Terra teve seu culto idolatrado por todo o Império, pois era a encarregada de propiciar a fertilidade nos campos. Para garantir uma boa colheita, espalha-se farinha de trigo na plantação e celebram-se rituais em sua homenagem.</p>
<p><strong>MAMA COCHA</strong> &#8211; <em><strong>&#8220;A Mãe Mar&#8221;</strong></em>.</p>
<p><strong>PACHACÁMAC</strong> &#8211; o espírito que alenta o crescimento de todas as coisas, espírito pai dos cereais, animais, pássaros e seres humanos.</p>
<p><strong>MAMA SARA</strong> &#8211; <em><strong>&#8220;A Mãe Milho&#8221;</strong></em>.</p>
<p><strong>APU ILLAPU</strong> &#8211; O deus da chuva &#8211; era uma divindade agrícola. Na época da seca faziam peregrinações aos templos consagrados a <strong>Illapu</strong>, construídos em regiões altas. Caso a seca fosse muito persistente, ofereciam-lhe sacrifícios humanos. Os incas acreditavam que a sombra de Illapu encontrava-se na Via Láctea, de onde jorrava a água que cairia na terra em forma de chuva.</p>
<p><em><strong><font color="#800000">Por Totzil</font></strong></em></p>
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		<title>Incas: Sociedade</title>
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		<pubDate>Fri, 31 Aug 2007 17:39:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Totzil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<description><![CDATA[Sociedade
A sociedade inca caracterizava-se por três grandes grupos sociais. No ápice da pirâmide temos o grande Inca o qual realizava o culto ao Sol. Os sacerdotes eram responsáveis por sacrifícios, adivinhações e também pela educação de jovens nobres.
Em seguida vinham os nobres que geralmente eram membros da família do Inca, ou descendentes dos chefes de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><font color="#008000">Sociedade</font></strong></p>
<p>A sociedade inca caracterizava-se por três grandes grupos sociais. No ápice da pirâmide temos o grande Inca o qual realizava o culto ao Sol. Os sacerdotes eram responsáveis por sacrifícios, adivinhações e também pela educação de jovens nobres.</p>
<p>Em seguida vinham os nobres que geralmente eram membros da família do Inca, ou descendentes dos chefes de clãs que passaram a integrar o império. Foram chamados de orejones pelos espanhóis porque usavam olhereiras.<br />
Os <strong>yanaconas</strong> eram uma espécie de escravos selecionados entre prisioneiros de guerra ou populares que eram encarregados de proteger seus senhores, administrarem terras do Templo do Sol e os armazéns de abastecimento.</p>
<p>Somente altos funcionários e chefes militares podiam ter a seu serviço os yanaconas os quais, é importante lembrar, podiam possuir bens, o que não nos permite confundi-los com escravos. Apenas um dos filhos do <strong>yana </strong>era escolhido para continuar a atividade do pai. Alguns viviam em meio ao fausto de Cuzco enquanto outros serviam curacas pobres em regiões distantes.</p>
<p>Algumas mulheres também eram escolhidas para serem educadas nos monastérios do Sol por mulheres mais velhas e descendentes da etnia dos incas. Algumas se tornavam esposas secundárias do imperador, outras eram dadas em casamento a quem o imperador desejasse e outras permaneciam virgens para poder participar do culto solar. Ao lado da atividade ritual estas mulheres também se dedicavam a fiar e a tecer. O número delas por vezes era tão grande (perto de 2000 mil), que permitia uma produção que escapava a política de reciprocidades tradicionais. O mesmo ocorria com a produção dos yana favorecendo a desagregação das antigas formas de solidariedade social. Portanto as relações sociais estavam em transformação indicando uma tendência de transformação do Estado.</p>
<p>
<a  href="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/08/traje-inca-tipico.JPG" title="Traje Inca Típico" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/downloads/wp-content/uploads/2007/08/traje-inca-tipico.JPG');" ></a></p>
<p style="text-align: center">
<a  href="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/08/traje-inca-tipico.JPG" title="Traje Inca Típico" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/downloads/wp-content/uploads/2007/08/traje-inca-tipico.JPG');" ><img src="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/08/traje-inca-tipico.JPG" alt="Traje Inca Típico" height="324" width="244" /></a></p>
<p>O povo tinha um papel extremamente importante na sociedade na medida em que era responsável pela sobrevivência alimentar através do cultivo da terra e, também, pelas guerras que faziam parte das formas de controle da produção em uma área bastante extensa.</p>
<p>As terras eram divididas em três partes. Os produtos obtidos do cultivo da primeira parte eram oferecidos ao culto do Sol, os da segunda parte para o Inca e os da terceira parte para a comunidade.</p>
<p>A forma de vida era muito equilibrada. Cada cidadão Inca tinha direito a um pedaço de terra para o cultivo de seu alimento, sendo que quanto mais integrantes havia em uma família mais desses pedaços de terra ele poderia ter. A ordem do cultivo do alimento vinha assim: as primeiras, terras a ser cultivadas eram dos necessitados, dos que não tinham como cultivar suas terras sozinhos, depois vinha a das mulheres e a dos aldeões, logo após vinha a dos sacerdotes, e a do Sapa (imperador), e, pôr último era semeada e cultivada a terra do Sol. Se por algum motivo um aldeão cultivasse a terra de um sacerdote pôr motivo de beneficiá-lo, o aldeão e o sacerdote eram punidos, pois eles sabiam que era obrigatório seguir a ordem, não pôr motivo de dever, mas para beneficiar primeiro quem precisa.</p>
<p style="text-align: center">
<a  href="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/08/construcao-inca3.jpg" title="Construção Inca" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/downloads/wp-content/uploads/2007/08/construcao-inca3.jpg');" ><img src="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/08/construcao-inca3.jpg" alt="Construção Inca" height="194" width="301" /></a></p>
<p>Os edifícios Incas, templos e palácios especialmente, caracterizavam-se por uma aparência pesada. As aberturas em forma trapezoidal garantiam a majestade mas não amenizavam o volume. Os Incas, ao contrário dos construtores da cultura Chavin e de Tiahuanaco, não se destacaram pelas suas esculturas.<br />
Quanto às construções militares, destacam-se as fortalezas de Cuzco e do vale de Urubamba. São edificações admiráveis por não disporem seus construtores de recursos técnicos, como a roda por exemplo. Apesar disso utilizavam-se de grandes blocos de pedra. Os ajustes entre as pedras eram perfeitos. Uma das provas da habilidade dos construtores reside no fato que essas paredes monumentais resistem até hoje aos terremotos.</p>
<p>Os incas também <strong>construíram um sistema</strong> de estradas, pontes, balsas, jangadas e barcos de junco. Também inventaram: um sistema em que a história era passada para cada sacerdote ou poeta; um sistema de <strong>numeração decimal (quipu)</strong>, um sistema em que grandes artesãos souberam trabalhar o barro, a pedra, a madeira, o cobre, a prata e o ouro; na matemática utilizavam o sistema numérico decimal e na medicina adaptaram-se em fazer ervas medicinais, técnicas de sangria e cirurgias com perfuração no crânio. Mas foi a arquitetura que se destacou na cultura inca. Construíram grandes palácios, templos e fortalezas, como por exemplo, a <strong>fortaleza</strong> de <strong>Sacsahuamán</strong> e os <strong>paredões</strong> de <strong>Ollantaytambo</strong>.</p>
<p style="text-align: center">
<a  href="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/08/construcao-inca4.jpg" title="Construção Inca" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/downloads/wp-content/uploads/2007/08/construcao-inca4.jpg');" ><img src="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/08/construcao-inca4.jpg" alt="Construção Inca" height="225" width="289" /></a></p>
<p><strong><font color="#008000">Casamento</font></strong></p>
<p>A idade para o casamento era aos 20 anos para o menino e 16 para a menina. Quando chegavam a essa idade, eram dispostos em duas colunas e um funcionário os casava. A escolha entre eles já havia sido feita anteriormente cabendo ao funcionário apenas resolver conflitos em caso de uma mesma mulher ser escolhida por dois homens. Realizada a cerimônia, o casal recebia terras da comunidade a qual estavam ligados.</p>
<p>Se o procedimento desses casamentos não nos causa surpresa o mesmo não podemos dizer do processo pelo qual algumas mulheres eram escolhidas em uma comunidade para serem enviadas a Cuzco.</p>
<p>De tempos em tempos reuniam-se em um distrito todas as meninas de 10 anos sendo escolhidas as mais inteligentes e bonitas. Em seguida eram mandadas para Cuzco onde iam aprender cozinhar, tecer e outras prendas mais que consideravam necessárias. Depois de alguns anos, outra escolha definiria aquelas que seriam distribuídas como esposas secundárias (do Inca ou de nobres), e aquelas que deveriam permanecer em celibato.</p>
<p>O que é importante observar nesta política de casamentos é a criação de laços inter-étnicos, aproximando mulheres originárias de grupos étnicos diferentes do universo cuzquenho.</p>
<p><strong><font color="#008000">Alimentação</font></strong></p>
<p>Apesar da dieta dos incas ser muito variada, havia muitas diferenças entre os alimentos consumidos pelos diversos setores da sociedade.</p>
<p>A gente do povo só comia duas refeições por dia. O prato comum dos Andes era o <strong>chuño</strong>, ou farinha de batata desidratada. Adicionava-se água, pimentão ou pimenta, e sal para então servir. Eles também preparavam o <strong>locro</strong> com carne seca ou cozida, com muito pimentão, pimenta, batatas e feijão. Eles comiam ainda grandes quantidades de frutas, como a pêra picada ou o <strong>tarwi</strong>. O milho era bastante consumido e era preparado fervido ou torrado.</p>
<p>Desde a gravidez, a mulher tinha que cumprir com uma série de requisitos como não comer determinados alimentos e, freqüentemente se abster da vida sexual. Um adivinho era consultado para prever se o nascimento viria com boa ou má sorte.</p>
<p>As mulheres do povo pariam sem parteira e com dor. Depois de dar a luz, cortavam o cordão umbilical com um pedaço de cerâmica e o guardavam para dar ao bebê para comer caso ficasse doente. Depois, tomavam banho com a criança em uma corrente de água próxima, envolviam o bebê em uma coberta, colocando-o em uma cuia, para voltar ao trabalho que haviam interrompido antes do parto.</p>
<p>Uma prática muito comum era matar ou abandonar as crianças consideradas deformadas. Os bebês cujas mães morriam no parto ou durante a amamentação também eram abandonados, a não ser que alguém se encarregasse deles.</p>
<p>Depois do nascimento de seu filho, o pai se encostava a uma rede queixando-se das dificuldades que havia sofrido no parto, enquanto que a mãe continuava trabalhando. Na realidade, esta era a forma de proclamar publicamente que ele era o pai do recém-nascido.</p>
<p><strong><font color="#008000">Urbanismo</font></strong></p>
<p>O <strong>urbanismo dos Incas</strong> tem uma longa história. Seu grande desenvolvimento ocorreu na época Chavin e teve como expoente <strong>Tiahuanaco</strong>. A pedra é o elemento básico das construções nas regiões mais altas, enquanto que no litoral utiliza-se um tijolo de terra. No norte e no centro das cordilheiras o estilo <em><strong>&#8220;cuzquenho&#8221;</strong>, </em> prevalece, enquanto no litoral do Peru e da Bolívia torna-se bem mais raro. Estas diferenças no urbanismo sugerem que a &#8220;atuação política no território do <strong>Estado Chimu</strong> e das grandes chefias <strong>aymaras</strong> fosse mais fraca conforme observou o antropólogo francês <strong>Henri Favre</strong>.</p>
<p>As casas eram circulares, cobertas de palha ou com uma espécie de abóboda de pedra. A porta de entrada era única, sendo apenas coberta por uma pele ou palha. Contudo, o que é mais importante observar, ao estudar o urbanismo da área andina, é que a arquitetura civil dos Incas não se difundiu pelo império, ao contrário da arquitetura responsável por construções com fins militares ou religiosos.</p>
<p>A cidade de Machu Picchu no Peru é uma obra admirável. Localiza-se a uma altura de 600 metros do rio Urubamba e ocupa uma área de 40 hectares. A floresta preservou a cidade permitindo estudos sobre as formas de construção civil. A maneira como foi construída demonstra a enorme habilidade dos seus construtores. São enormes blocos de pedra com os quais se construíram palácios, praças, fontes, aquedutos, escadarias. A construção de alguns terraços serviam para a agricultura e diversos muros à beira das encostas deveriam proteger a cidade. Nenhum documento da época da conquista espanhola se refere a Machu Picchu. Somente em 1911 uma arqueólogo norte-americano descobriu as ruínas, permitindo conhecer um pouco mais de uma grande cidade.</p>
<p><strong><font color="#008000">Danças</font></strong></p>
<p><strong>Qamili</strong><br />
Uma dança praticada em grande escala, com vestimenta especial e originária das cidades de Maca e Cabanaconde.</p>
<p><strong>Wit&#8217;iti</strong><br />
Dança para um grupo com vestes especiais, originária de Colca e Caylloma.</p>
<p><strong>Saratarpuy</strong><br />
Sara=milho, Tarpuy=colheita.É uma variação da Qamili e é praticado quando é tempo de colheita do milho, eles dançam nesse evento especial o saratarpuy, desejando que a colheita seja boa.</p>
<p><strong>Qhashwatinky</strong><br />
Competição de dança entre grandes grupos, com pessoas jovens que tocam grandes flautas chamadas pinkullos.</p>
<p><strong>Sarawayllu</strong><br />
Praticado em quase todas as cidades Kechwas cada vez que se termina de construir uma nova casa. Não é uma dança, é somente cantado pelos convidados.</p>
<p><strong>Kiyu-Kiyu</strong><br />
É uma dança sobre a chuva. As pessoas, dirigindo-se para a cidade santa(varayuq) saem pelas ruas da cidade(ayllu) cantando e dançando na chuva.</p>
<p><strong>Llamera</strong><br />
Llamera é uma jovem que cuida de lhamas e vive nos Andes.<br />
Essas danças são muito bonitas e foram compostas pelas lhameras, que dançam e cantam enquanto suas lhamas pastam, ou enquanto viajam com as lhamas pelos solitários lugares dos Andes. Atualmente não são somente elas que cantam e dançam &#8220;As llameras&#8221;, também grupos de meninas de cada cidade dos Andes em qualquer evento ou celebração.</p>
<p><strong>Tinkaches</strong><br />
Uma dança e canto praticados enquanto suas terras e animais são dedicados à Deus. Ao som do tambor e da flauta eles dançam e cantam felizes, desejando que Deus cuide das suas terras e animais.</p>
<p><strong>Hailis</strong><br />
Canções cantadas depois de terminar o trabalho no campo, ali não tem instrumento musical. Um começa a cantar e o outro responde: Haili!</p>
<p><strong>Yarqha Haspiy</strong><br />
Canções cantadas por mulheres que trabalhavam nos canais de água, trabalho muito importante, pois de lá depende o abastecimento de água para a cidade; este trabalho pode ser de duas vezes ao ano de acordo com a vazão.</p>
<p><em>Nota: Quando os Quíchuas cantam essas canções, contam histórias e lendas. Se ninguém mudar as letras das músicas, elas serão folclóricas autênticas.</em></p>
<p><em><strong><font color="#800000">Por Totzil</font></strong></em></p>
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		<title>Incas: Cultura</title>
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		<pubDate>Fri, 31 Aug 2007 14:53:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Totzil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Incas]]></category>
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		<description><![CDATA[Histórico
A cultura dos Incas era muito ligada à religião. As festas e rituais que constituíam a cultura Inca tinham sempre fins religiosos. Uma dessas festas e a principal delas é a festa do Sol. Esta festividade durava uma semana e marcava a cada ano o início dos trabalhos nos campos, que também era chamada de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><font color="#008000">Histórico</font></strong></p>
<p>A <strong>cultura dos Incas</strong> era muito ligada à <strong>religião</strong>. As <strong>festas e rituais</strong> que constituíam a cultura Inca tinham sempre fins religiosos. Uma dessas festas e a principal delas é a <strong>festa do Sol</strong>. Esta festividade durava uma semana e marcava a cada ano o início dos trabalhos nos campos, que também era chamada de <strong>Festa de Terra</strong>. Nessa festa o <strong>Sapa Inca</strong> abençoa uma lhama branca antes de conduzi-la às montanhas para sacrifica-la. Após feito o ritual, solene, o povo cantava e dançava ao som de flautas, flautas de Pã e tambores.</p>
<p>De acordo com a tradição, todo <strong>Inca</strong> deveria casar-se com uma mulher de sangue real nascida em <strong>Cuzco</strong>. <strong>Huayna Capac</strong> o fez e desse casamento, sem alegria, nasceu Huáscar <strong>(“o odiado”)</strong>, herdeiro legítimo do trono.</p>
<p>No entanto, Huayna estava apaixonado pela Princesa de Quito; e desse amor, presenciado com horror pelo Império, nasceu seu querido filho <strong>Atahualpa (“filho da fortuna na terra”)</strong>. Huáscar era odiado pelo pai e amado pelo povo, enquanto Atahualpa tinha o amor do pai e o ódio do povo, isso os fez crescer em constante rivalidade.  No livro  <em>Los Incas</em>,  Arturo Capdevila retrata a situação do Império:</p>
<p><em><strong>“Sombrio ocaso foi a vida de Huayna Capac. Seus filhos rivais torturavam-lhe a consciência com quem sabe quais duras previsões. Sinais nefastos manchavam o céu pátrio. De espanto em espanto, em misteriosa onda de lenda, corria no entardecer de seu reinado a fama dos espanhóis recém-chegados, homens brancos desembarcados um dia com temível desígnio pelo confim setentrional do país. O céu e a terra assinalavam presságios. Meteoros cárdeos rasgavam o firmamento na noite. Uma auréola de fogo dividida em três círculos rodeava o disco da lua.”</strong></em></p>
<p><strong>Os llaycas agouravam o Inca: <em>“o primeiro círculo anuncia guerra; o segundo, a queda do sol; o terceiro, o fim de tua raça”</em>. </strong></p>
<p>Antes de morrer, Huayna resolvera quebrar a tradição Inca e repartir o reino entre seus dois filhos: Atahualpa, que seria o monarca do Norte, e Huáscar, que o seria do Sul. Decidira também, em fidelidade à esposa amada, ser enterrado na cidade de Quito, junto às múmias de seus antepassados. A divisão do reino preparava obscuramente o império para o triunfo dos homens brancos. <strong>Em 1531</strong>, os exércitos de Atahualpa e Huáscar se confrontaram numa sangrenta batalha fratricida em Ambato e Quipaypán, da qual Atahualpa se saiu vencedor. Mas isso iria durar pouco tempo, como bem o sabiam os amautas e haravecs, povos de ciência e saber ocultos; para eles, <strong>Atahualpa</strong> não era na verdade um Inca, um legítimo filho do Sol; era um intruso. <strong>Em 1532</strong>, <strong>Pizarro</strong>, conquistador espanhol, foi recebido por Atahualpa em <strong>Cajamarca</strong>, onde aprisionou o imperador, iniciando a destruição do império.</p>
<p><em><strong>“Mas certo era que a lua havia se mostrado envolta na tríplice sinistra auréola. O invasor já começava a apoderar-se do solo americano e se cumpria, a seu tempo, a palavra profética de Nezahualcoyotl: virão tempos em que serão desfeitos e destroçados os vassalos, e tudo cairá nas trevas do esquecimento…”</strong></em><strong> (Arturo Capdevila, Los Incas).</strong></p>
<p style="text-align: center">
<a  href="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/08/figura-antropozoomorfica-que-representa-uma-divindade-inca.jpg" title="Figura antropozoomórfica que representa uma Divindade Inca" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/downloads/wp-content/uploads/2007/08/figura-antropozoomorfica-que-representa-uma-divindade-inca.jpg');" ><img src="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/08/figura-antropozoomorfica-que-representa-uma-divindade-inca.jpg" alt="Figura antropozoomórfica que representa uma Divindade Inca" height="304" width="210" /></a></p>
<p><strong><font color="#008000">Escrituras Maias</font></strong></p>
<p>Muitos historiadores dizem que não se tem conhecimento de escrituras Incas, e que todo o conhecimento científico deste povo foi perdido, pois Francisco Pizarro e sua soldados mataram todos os líderes e sacerdotes, deixando vivos apenas serviçais. Junto com seus líderes, seu conhecimento de remédios, astronomia, matemática, xamã, se perdeu, e hoje podemos ter apenas uma vaga idéia do que foi esta grande civilização.</p>
<p>Porem Gary Urton, antropólogo de Harvard, descobriu um sistema de codificação, a partir das conclusões do seu colega Leland Locke em 1923. (&#8230;) Se tratava de  um interessante e eficiente sistema de contagem : o quipo. Este era um instrumento feito de <strong>cordões</strong> coloridos, onde cada cor representava a contagem de algo. Com o quipo, registravam e somavam as colheitas, habitantes e impostos. Mesmo com todo desenvolvimento, este povo não desenvolveu, especificamente, um sistema de escrita.</p>
<p><strong><font color="#008000">Cordões coloridos &#8211; Quipo Inca</font></strong></p>
<p><em>Nota: Quipo é considerado a única forma de escrita tridimensional do mundo, utilizada pelos incas nos séculos XV e XVI. Constitui-se de uma série de fios, todos com diferentes nós (quipo significa nó na língua inca), combinando variáveis como cores, grossuras dos nós e texturas de materiais para compor mensagens complexas, que eram decifradas por especialistas (quipucamayocs).</em></p>
<p>Esses <strong>cordões incas</strong> funcionavam como arquivos contábeis, diz estudo:</p>
<p><strong>WASHINGTON (Reuters)</strong> &#8211; Os curiosos <strong>cordões incas cheios de nós</strong>, chamados quipos, eram provavelmente usados por chefes e contadores para fiscalizar impostos, e transmitiam tanto informações numéricas quanto textuais, disseram dois especialistas na quinta-feira.<br />
Os cordões coloridos vêm confundindo os pesquisadores desde sua primeira descrição, pelos conquistadores espanhóis, <strong>há 500 anos</strong>. A maioria dos especialistas concorda que eles são algum tipo de livro contábil, mas ninguém conseguiu decifrá-los.</p>
<p style="text-align: center">
<a  href="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/08/quipo2.jpg" title="Quipo Inca" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/downloads/wp-content/uploads/2007/08/quipo2.jpg');" ><img src="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/08/quipo2.jpg" alt="Quipo Inca" height="167" width="236" /></a></p>
<p><strong>&#8220;Os espanhóis ficaram desnorteados com eles,&#8221;</strong> disse <strong>Gary Urton</strong>, da Universidade Harvard, em Massachusetts, que trabalhou no estudo. <strong>&#8220;Quatrocentos anos depois, não estamos muito melhor que eles.&#8221;</strong></p>
<p>Há todo tipo de teoria:<br />
<em>&#8220;Que eles fossem um tipo de código binário&#8221;;<br />
&#8220;Que fossem apenas coleções de números&#8221;;<br />
&#8220;Que eles tenham sido uma das formas mais primitivas de escrita humana&#8221;.<br />
(&#8230;)</em></p>
<p><strong>Urton e Carrie Brezine</strong> recorreram à ajuda dos computadores:</p>
<p><em><strong>&#8220;Recentemente fizemos uma análise por computador de 21 quipos do centro administrativo inca de Puruchuco, na costa central do Peru,&#8221;</strong></em>  descreveram no relato da pesquisa, publicado na revista Science.</p>
<p><em><strong>&#8220;Os resultados indicam que esse arquivo quipo exemplifica o modo como os dados do censo e dos impostos eram sintetizados, manipulados e transferidos entre vários níves contábeis no sistema administrativo inca.&#8221;</strong></em></p>
<p>E eles encontraram o que parece ser uma palavra(o nome de um palácio específico):</p>
<p><em><strong>&#8220;Nossa hipótese é de que a disposição de três nós em oito no início desses quipos represente um identificador de local, ou topônimo, Puruchuco. Nossa sugestão é que qualquer quipo que circulasse dentro do sistema administrativo estatal com a disposição inicial de três nós em oito seria imediatamente reconhecido pelos administradores incas como uma conta pertencente ao palácio de Puruchuco.&#8221;</strong></em></p>
<p><strong>Mais Descobertas</strong></p>
<p>No mês passado, arqueólogos afirmaram ter encontrado um quipo no local onde ficava a cidade mais antiga das Américas, <strong>Caral</strong>. Eles disseram que a descoberta sustenta a idéia de que os cordões cheios de nós eram trabalhos escritos complexos que estiveram em uso por 4.500 anos.</p>
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<a  href="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/08/cidade-sagrada-de-caral.jpg" title="Cidade Sagrada de Caral" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/downloads/wp-content/uploads/2007/08/cidade-sagrada-de-caral.jpg');" ><img src="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/08/cidade-sagrada-de-caral.jpg" alt="Cidade Sagrada de Caral" height="270" width="296" /></a></p>
<p>Agora <strong>Urton e Brezine</strong> dizem que suas descobertas se encaixam no que se sabe sobre a sociedade hierárquica inca e seu vasto império, que se estendia ao longo do que hoje são Peru, Equador, Chile e partes da Argentina e da Bolívia.</p>
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<a  href="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/08/fotos-de-satelite-da-cidade-de-caral.jpg" title="Fotos de satelite da cidade de Caral" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/downloads/wp-content/uploads/2007/08/fotos-de-satelite-da-cidade-de-caral.jpg');" ><img src="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/08/fotos-de-satelite-da-cidade-de-caral.jpg" alt="Fotos de satelite da cidade de Caral" height="198" width="305" /></a></p>
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<a  href="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/08/reconstituicao-da-cidade-de-caral-5-piramides.jpeg" title="Reconstituiçao da Cidade de Caral - 5 piramides" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/downloads/wp-content/uploads/2007/08/reconstituicao-da-cidade-de-caral-5-piramides.jpeg');" ></a></p>
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<a  href="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/08/reconstituicao-da-cidade-de-caral-5-piramides.jpeg" title="Reconstituiçao da Cidade de Caral - 5 piramides" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/downloads/wp-content/uploads/2007/08/reconstituicao-da-cidade-de-caral-5-piramides.jpeg');" ><img src="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/08/reconstituicao-da-cidade-de-caral-5-piramides.jpeg" alt="Reconstituiçao da Cidade de Caral - 5 piramides" height="227" width="306" /></a></p>
<p><strong>&#8220;Esse trabalho nos dá uma idéia de como essas informações complexas eram compiladas, manipuladas, compartilhadas e arquivadas na hierarquia inca,&#8221;</strong> disse Urton num comunicado.</p>
<p><em><strong>&#8220;Instruções das autoridades de maior escalão para as de mais baixo escalão circulariam, por meio dos quipos, hierarquia abaixo.&#8221;</strong></em></p>
<p><em><strong>&#8220;Na direção contrária, contadores locais enviavam informações sobre tarefas cumpridas para os escalões mais altos.&#8221;</strong></em></p>
<p>Urton já havia afirmado que os quipos poderiam ter sido usados como calendários. Alguns quipos encontrados em túmulos têm 730 cordões agrupados em 24 conjuntos (o equivalente ao número de dias e meses em dois anos).</p>
<p><em><strong>Mais:</strong></em><br />
Pesquisadores da Universidade Harvard, nos EUA, acreditam ter chegado próximos à resolução de um mistério de centenas de anos: decifrar o cordão com nós usados pelos incas antigos.</p>
<p>Em estudo publicado pela revista Science(como foi mencionado anteriormente), os pesquisadores Gary Urton e Carrie Brezine dizem que um grupo de nós parece identificar um palácio, marcando a primeira palavra identificável da extinta civilização sul-americana.</p>
<p>Apesar de os incas terem desenvolvido uma complexa civilização na região andina, eles não deixaram documentos escritos.<br />
O que os conquistadores espanhóis encontraram eram apenas longos cordões coloridos com nós, conhecidos como <strong>khipus</strong>.</p>
<p><em><strong>Registro de informações</strong></em></p>
<p>Acredita-se que os <strong>khipus</strong> eram usados para registrar informações, mas nunca antes eles haviam sido decifrados.</p>
<p><strong>Urton e Brezine</strong> disseram ter isolado um grupo padrão de três nós que seria a representação para o <strong>palácio de Puruchuco</strong>, numa cidade inca próxima à atual capital do Peru, Lima.<br />
A impressão dos pesquisadores até hoje era de que os cordões eram usados apenas para registrar informações numéricas, porque alguns dos nós parecem representar números.<br />
O império inca era hierárquico, e as mensagens às autoridades sobre pagamentos de tributos ou sobre os suprimentos do Estado eram importantes.<br />
Os pesquisadores, que analisaram <strong>21 khipus</strong> por computador, acreditam que a descoberta pode permitir que outros khipus sejam decifrados.<br />
Ainda não está claro, porém, se os <strong>700 khipus</strong> que sobreviveram ao tempo contêm muitas informações ou relatos históricos.</p>
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<a  href="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/08/quipo.jpg" title="Quipo Inca" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/downloads/wp-content/uploads/2007/08/quipo.jpg');" ><img src="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/08/quipo.jpg" alt="Quipo Inca" height="211" width="273" /></a></p>
<p><strong><font color="#008000">Ayahuasca &#8211; Bebida Sacramental</font></strong></p>
<p><strong>Bebida Sacramental Ayahuasca</strong>, é, principalmente, fruto da decocção do <strong>cipó Banisteriopsis Caapi</strong> e a folha <strong>Psycotria Viridis</strong>. Também é conhecida por Yagé, Caapi, Nixi Honi Xuma,Oasca,Vegetal, Santo Daime, Kahi, Natema, Pindé, Dápa, Mihi, etc. variando-se regionalmente.<br />
O nome mais conhecido, <strong>AYAHUASCA</strong> é de origem <strong>quechua</strong>, que significa <em><strong>&#8220;Liana ´(Cipó) dos Espíritos &#8220;</strong></em>.<br />
Também é traduzida como:  <em><strong>&#8220;O Vinho da Alma &#8220;</strong></em> ou <strong><em>&#8220;Pequena Morte&#8221;</em></strong>.</p>
<p>Utilizada por povos pré-colombianos, incas, e muito utilizada, por pelo menos, 72 tribos indígenas diferentes da Amazônia. É empregada extensamente no Peru, Equador, Colômbia, Bolívia, Brasil. Foi usada provavelmente na Amazônia  por milênios, e está expandindo-se rapidamente na América sul e em outras partes do mundo com o crescimento de movimentos religiosos organizados tais como Santo Daime, União do Vegetal (UDV), Barquinha que a consagram como <strong>sacramento de seus rituais</strong>.</p>
<p>Ingerindo essa bebida mágica, pode-se absorver o “Espírito da Planta”. Os  sentidos são expandidos, os processos mentais e as emoções tornam-se mais profundos. A jornada  pode mover-se em muitas dimensões. O  vôo da alma, a partida do espírito do corpo físico, uma sensação  de flutuar.</p>
<p>Para a maioria das culturas pré-colombianas o uso de plantas e ervas com substâncias de efeito psíquico era sagrado. Através delas estes povos entravam em contato com o Divino.</p>
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<a  href="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/08/ayahuasca.gif" title="Bebida Sacramental Ayahuasca - Planta Ayahuasca(”O Vinho da Alma ” ou “Pequena Morte”)" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/downloads/wp-content/uploads/2007/08/ayahuasca.gif');" ><img src="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/08/ayahuasca.gif" alt="Bebida Sacramental Ayahuasca - Planta Ayahuasca(”O Vinho da Alma ” ou “Pequena Morte”)" height="201" width="300" /></a></p>
<p>Seu uso após a era pré-colombiana teria se difundido entre várias tribos indígenas, das quais se tem razoável conhecimento antropológico. Ingerindo o chá, os índios absorviam o espírito da planta e, em transe, tinham experiências psíquicas e vivenciavam <strong>fenômenos paranormais</strong>, tais como a telepatia, a regressão a vidas passadas, contatos com os espíritos dos seus antepassados mortos, presciência e visão à distância. Vários relatos apontam ainda que alguns <strong>feiticeiros e xamãs</strong> usavam a bebida para descobrir qual era a doença de seus pacientes e saber como tratá-la.</p>
<p><em><strong><font color="#800000">Por Totzil</font></strong></em></p>
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