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	<title>2012 - Dois Mil e Doze &#187; Sociedade</title>
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	<description>Verdade ou mentira?</description>
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		<title>Incas: Sociedade</title>
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		<pubDate>Fri, 31 Aug 2007 17:39:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Totzil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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		<description><![CDATA[


Sociedade
A sociedade inca caracterizava-se por três grandes grupos sociais. No ápice da pirâmide temos o grande Inca o qual realizava o culto ao Sol. Os sacerdotes eram responsáveis por sacrifícios, adivinhações e também pela educação de jovens nobres.
Em seguida vinham os nobres que geralmente eram membros da família do Inca, ou descendentes dos chefes de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><script type="text/javascript"><!--
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</script></p><p><strong><font color="#008000">Sociedade</font></strong></p>
<p>A sociedade inca caracterizava-se por três grandes grupos sociais. No ápice da pirâmide temos o grande Inca o qual realizava o culto ao Sol. Os sacerdotes eram responsáveis por sacrifícios, adivinhações e também pela educação de jovens nobres.</p>
<p>Em seguida vinham os nobres que geralmente eram membros da família do Inca, ou descendentes dos chefes de clãs que passaram a integrar o império. Foram chamados de orejones pelos espanhóis porque usavam olhereiras.<br />
Os <strong>yanaconas</strong> eram uma espécie de escravos selecionados entre prisioneiros de guerra ou populares que eram encarregados de proteger seus senhores, administrarem terras do Templo do Sol e os armazéns de abastecimento.</p>
<p>Somente altos funcionários e chefes militares podiam ter a seu serviço os yanaconas os quais, é importante lembrar, podiam possuir bens, o que não nos permite confundi-los com escravos. Apenas um dos filhos do <strong>yana </strong>era escolhido para continuar a atividade do pai. Alguns viviam em meio ao fausto de Cuzco enquanto outros serviam curacas pobres em regiões distantes.</p>
<p>Algumas mulheres também eram escolhidas para serem educadas nos monastérios do Sol por mulheres mais velhas e descendentes da etnia dos incas. Algumas se tornavam esposas secundárias do imperador, outras eram dadas em casamento a quem o imperador desejasse e outras permaneciam virgens para poder participar do culto solar. Ao lado da atividade ritual estas mulheres também se dedicavam a fiar e a tecer. O número delas por vezes era tão grande (perto de 2000 mil), que permitia uma produção que escapava a política de reciprocidades tradicionais. O mesmo ocorria com a produção dos yana favorecendo a desagregação das antigas formas de solidariedade social. Portanto as relações sociais estavam em transformação indicando uma tendência de transformação do Estado.</p>
<p>
<a  href="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/08/traje-inca-tipico.JPG" title="Traje Inca Típico" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/downloads/wp-content/uploads/2007/08/traje-inca-tipico.JPG');" ></a></p>
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<a  href="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/08/traje-inca-tipico.JPG" title="Traje Inca Típico" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/downloads/wp-content/uploads/2007/08/traje-inca-tipico.JPG');" ><img src="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/08/traje-inca-tipico.JPG" alt="Traje Inca Típico" height="324" width="244" /></a></p>
<p>O povo tinha um papel extremamente importante na sociedade na medida em que era responsável pela sobrevivência alimentar através do cultivo da terra e, também, pelas guerras que faziam parte das formas de controle da produção em uma área bastante extensa.</p>
<p>As terras eram divididas em três partes. Os produtos obtidos do cultivo da primeira parte eram oferecidos ao culto do Sol, os da segunda parte para o Inca e os da terceira parte para a comunidade.</p>
<p>A forma de vida era muito equilibrada. Cada cidadão Inca tinha direito a um pedaço de terra para o cultivo de seu alimento, sendo que quanto mais integrantes havia em uma família mais desses pedaços de terra ele poderia ter. A ordem do cultivo do alimento vinha assim: as primeiras, terras a ser cultivadas eram dos necessitados, dos que não tinham como cultivar suas terras sozinhos, depois vinha a das mulheres e a dos aldeões, logo após vinha a dos sacerdotes, e a do Sapa (imperador), e, pôr último era semeada e cultivada a terra do Sol. Se por algum motivo um aldeão cultivasse a terra de um sacerdote pôr motivo de beneficiá-lo, o aldeão e o sacerdote eram punidos, pois eles sabiam que era obrigatório seguir a ordem, não pôr motivo de dever, mas para beneficiar primeiro quem precisa.</p>
<p style="text-align: center">
<a  href="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/08/construcao-inca3.jpg" title="Construção Inca" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/downloads/wp-content/uploads/2007/08/construcao-inca3.jpg');" ><img src="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/08/construcao-inca3.jpg" alt="Construção Inca" height="194" width="301" /></a></p>
<p>Os edifícios Incas, templos e palácios especialmente, caracterizavam-se por uma aparência pesada. As aberturas em forma trapezoidal garantiam a majestade mas não amenizavam o volume. Os Incas, ao contrário dos construtores da cultura Chavin e de Tiahuanaco, não se destacaram pelas suas esculturas.<br />
Quanto às construções militares, destacam-se as fortalezas de Cuzco e do vale de Urubamba. São edificações admiráveis por não disporem seus construtores de recursos técnicos, como a roda por exemplo. Apesar disso utilizavam-se de grandes blocos de pedra. Os ajustes entre as pedras eram perfeitos. Uma das provas da habilidade dos construtores reside no fato que essas paredes monumentais resistem até hoje aos terremotos.</p>
<p>Os incas também <strong>construíram um sistema</strong> de estradas, pontes, balsas, jangadas e barcos de junco. Também inventaram: um sistema em que a história era passada para cada sacerdote ou poeta; um sistema de <strong>numeração decimal (quipu)</strong>, um sistema em que grandes artesãos souberam trabalhar o barro, a pedra, a madeira, o cobre, a prata e o ouro; na matemática utilizavam o sistema numérico decimal e na medicina adaptaram-se em fazer ervas medicinais, técnicas de sangria e cirurgias com perfuração no crânio. Mas foi a arquitetura que se destacou na cultura inca. Construíram grandes palácios, templos e fortalezas, como por exemplo, a <strong>fortaleza</strong> de <strong>Sacsahuamán</strong> e os <strong>paredões</strong> de <strong>Ollantaytambo</strong>.</p>
<p style="text-align: center">
<a  href="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/08/construcao-inca4.jpg" title="Construção Inca" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/downloads/wp-content/uploads/2007/08/construcao-inca4.jpg');" ><img src="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/08/construcao-inca4.jpg" alt="Construção Inca" height="225" width="289" /></a></p>
<p><strong><font color="#008000">Casamento</font></strong></p>
<p>A idade para o casamento era aos 20 anos para o menino e 16 para a menina. Quando chegavam a essa idade, eram dispostos em duas colunas e um funcionário os casava. A escolha entre eles já havia sido feita anteriormente cabendo ao funcionário apenas resolver conflitos em caso de uma mesma mulher ser escolhida por dois homens. Realizada a cerimônia, o casal recebia terras da comunidade a qual estavam ligados.</p>
<p>Se o procedimento desses casamentos não nos causa surpresa o mesmo não podemos dizer do processo pelo qual algumas mulheres eram escolhidas em uma comunidade para serem enviadas a Cuzco.</p>
<p>De tempos em tempos reuniam-se em um distrito todas as meninas de 10 anos sendo escolhidas as mais inteligentes e bonitas. Em seguida eram mandadas para Cuzco onde iam aprender cozinhar, tecer e outras prendas mais que consideravam necessárias. Depois de alguns anos, outra escolha definiria aquelas que seriam distribuídas como esposas secundárias (do Inca ou de nobres), e aquelas que deveriam permanecer em celibato.</p>
<p>O que é importante observar nesta política de casamentos é a criação de laços inter-étnicos, aproximando mulheres originárias de grupos étnicos diferentes do universo cuzquenho.</p>
<p><strong><font color="#008000">Alimentação</font></strong></p>
<p>Apesar da dieta dos incas ser muito variada, havia muitas diferenças entre os alimentos consumidos pelos diversos setores da sociedade.</p>
<p>A gente do povo só comia duas refeições por dia. O prato comum dos Andes era o <strong>chuño</strong>, ou farinha de batata desidratada. Adicionava-se água, pimentão ou pimenta, e sal para então servir. Eles também preparavam o <strong>locro</strong> com carne seca ou cozida, com muito pimentão, pimenta, batatas e feijão. Eles comiam ainda grandes quantidades de frutas, como a pêra picada ou o <strong>tarwi</strong>. O milho era bastante consumido e era preparado fervido ou torrado.</p>
<p>Desde a gravidez, a mulher tinha que cumprir com uma série de requisitos como não comer determinados alimentos e, freqüentemente se abster da vida sexual. Um adivinho era consultado para prever se o nascimento viria com boa ou má sorte.</p>
<p>As mulheres do povo pariam sem parteira e com dor. Depois de dar a luz, cortavam o cordão umbilical com um pedaço de cerâmica e o guardavam para dar ao bebê para comer caso ficasse doente. Depois, tomavam banho com a criança em uma corrente de água próxima, envolviam o bebê em uma coberta, colocando-o em uma cuia, para voltar ao trabalho que haviam interrompido antes do parto.</p>
<p>Uma prática muito comum era matar ou abandonar as crianças consideradas deformadas. Os bebês cujas mães morriam no parto ou durante a amamentação também eram abandonados, a não ser que alguém se encarregasse deles.</p>
<p>Depois do nascimento de seu filho, o pai se encostava a uma rede queixando-se das dificuldades que havia sofrido no parto, enquanto que a mãe continuava trabalhando. Na realidade, esta era a forma de proclamar publicamente que ele era o pai do recém-nascido.</p>
<p><strong><font color="#008000">Urbanismo</font></strong></p>
<p>O <strong>urbanismo dos Incas</strong> tem uma longa história. Seu grande desenvolvimento ocorreu na época Chavin e teve como expoente <strong>Tiahuanaco</strong>. A pedra é o elemento básico das construções nas regiões mais altas, enquanto que no litoral utiliza-se um tijolo de terra. No norte e no centro das cordilheiras o estilo <em><strong>&#8220;cuzquenho&#8221;</strong>, </em> prevalece, enquanto no litoral do Peru e da Bolívia torna-se bem mais raro. Estas diferenças no urbanismo sugerem que a &#8220;atuação política no território do <strong>Estado Chimu</strong> e das grandes chefias <strong>aymaras</strong> fosse mais fraca conforme observou o antropólogo francês <strong>Henri Favre</strong>.</p>
<p>As casas eram circulares, cobertas de palha ou com uma espécie de abóboda de pedra. A porta de entrada era única, sendo apenas coberta por uma pele ou palha. Contudo, o que é mais importante observar, ao estudar o urbanismo da área andina, é que a arquitetura civil dos Incas não se difundiu pelo império, ao contrário da arquitetura responsável por construções com fins militares ou religiosos.</p>
<p>A cidade de Machu Picchu no Peru é uma obra admirável. Localiza-se a uma altura de 600 metros do rio Urubamba e ocupa uma área de 40 hectares. A floresta preservou a cidade permitindo estudos sobre as formas de construção civil. A maneira como foi construída demonstra a enorme habilidade dos seus construtores. São enormes blocos de pedra com os quais se construíram palácios, praças, fontes, aquedutos, escadarias. A construção de alguns terraços serviam para a agricultura e diversos muros à beira das encostas deveriam proteger a cidade. Nenhum documento da época da conquista espanhola se refere a Machu Picchu. Somente em 1911 uma arqueólogo norte-americano descobriu as ruínas, permitindo conhecer um pouco mais de uma grande cidade.</p>
<p><strong><font color="#008000">Danças</font></strong></p>
<p><strong>Qamili</strong><br />
Uma dança praticada em grande escala, com vestimenta especial e originária das cidades de Maca e Cabanaconde.</p>
<p><strong>Wit&#8217;iti</strong><br />
Dança para um grupo com vestes especiais, originária de Colca e Caylloma.</p>
<p><strong>Saratarpuy</strong><br />
Sara=milho, Tarpuy=colheita.É uma variação da Qamili e é praticado quando é tempo de colheita do milho, eles dançam nesse evento especial o saratarpuy, desejando que a colheita seja boa.</p>
<p><strong>Qhashwatinky</strong><br />
Competição de dança entre grandes grupos, com pessoas jovens que tocam grandes flautas chamadas pinkullos.</p>
<p><strong>Sarawayllu</strong><br />
Praticado em quase todas as cidades Kechwas cada vez que se termina de construir uma nova casa. Não é uma dança, é somente cantado pelos convidados.</p>
<p><strong>Kiyu-Kiyu</strong><br />
É uma dança sobre a chuva. As pessoas, dirigindo-se para a cidade santa(varayuq) saem pelas ruas da cidade(ayllu) cantando e dançando na chuva.</p>
<p><strong>Llamera</strong><br />
Llamera é uma jovem que cuida de lhamas e vive nos Andes.<br />
Essas danças são muito bonitas e foram compostas pelas lhameras, que dançam e cantam enquanto suas lhamas pastam, ou enquanto viajam com as lhamas pelos solitários lugares dos Andes. Atualmente não são somente elas que cantam e dançam &#8220;As llameras&#8221;, também grupos de meninas de cada cidade dos Andes em qualquer evento ou celebração.</p>
<p><strong>Tinkaches</strong><br />
Uma dança e canto praticados enquanto suas terras e animais são dedicados à Deus. Ao som do tambor e da flauta eles dançam e cantam felizes, desejando que Deus cuide das suas terras e animais.</p>
<p><strong>Hailis</strong><br />
Canções cantadas depois de terminar o trabalho no campo, ali não tem instrumento musical. Um começa a cantar e o outro responde: Haili!</p>
<p><strong>Yarqha Haspiy</strong><br />
Canções cantadas por mulheres que trabalhavam nos canais de água, trabalho muito importante, pois de lá depende o abastecimento de água para a cidade; este trabalho pode ser de duas vezes ao ano de acordo com a vazão.</p>
<p><em>Nota: Quando os Quíchuas cantam essas canções, contam histórias e lendas. Se ninguém mudar as letras das músicas, elas serão folclóricas autênticas.</em></p>
<p><em><strong><font color="#800000">Por Totzil</font></strong></em></p>
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		<title>Incas: Organização política e social</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Aug 2007 19:22:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Totzil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Incas]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<description><![CDATA[ Poder
É incontestável que o estado inca teve uma organização social e política peculiar. Seu chefe de Estado era o  Inka  ou  Sapan Inka, também conhecido como  Sapan Intiq Churin  (&#8220;O Único Filho do Sol&#8221;), que tinha uma esposa com o nome de  Qoya. De um modo mais compreensível, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><font color="#008000"> Poder</font></strong></p>
<p>É incontestável que o estado inca teve uma organização social e política peculiar. Seu chefe de Estado era o <strong> Inka</strong>  ou <strong> Sapan Inka</strong>, também conhecido como <strong> Sapan Intiq Churin</strong>  (&#8220;O Único Filho do Sol&#8221;), que tinha uma esposa com o nome de <strong> Qoya</strong>. De um modo mais compreensível, pode-se dizer que o nome &#8220;Inka&#8221; equivale a &#8220;Rei&#8221;; e &#8220;Qoya&#8221; significa &#8220;Rainha&#8221;. De acordo com a tradição andina, tanto Inka quanto Qoya eram descendentes diretos do Deus Sol. Para perpetuar sua linhagem divina, o Inka era obrigado a casar com sua irmã. O &#8220;Sapan Inka&#8221; também tinha um número limitado de concubinas e filhos. A tradição conta que <strong> Wayna Qhapaq</strong>  tinha mais de 400 crianças. Este privilégio era dado somente para o Inka.</p>
<p>
<a  href="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/08/representacao-de-uma-qoya.JPG" title="Representação de uma Qoya" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/downloads/wp-content/uploads/2007/08/representacao-de-uma-qoya.JPG');" ></a></p>
<p style="text-align: center">
<a  href="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/08/representacao-de-uma-qoya.JPG" title="Representação de uma Qoya" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/downloads/wp-content/uploads/2007/08/representacao-de-uma-qoya.JPG');" ><img src="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/08/representacao-de-uma-qoya.JPG" alt="Representação de uma Qoya" height="244" width="350" /></a></p>
<p>O Inka era o chefe religioso e político de todo o <strong> Tawantinsuyo</strong>. Ele praticava a soberania suprema. Pesava o fato de que o Inka era venerado como um deus vivo, pois era considerado o Filho do Sol. Seus súditos seguiam suas ordens com total submissão. Aqueles que conviviam com ele se humilhavam em sua presença, em ato de extrema reverência. Apenas o mais nobre homem da linhagem Inka podia dirigir a palavra ao Inka e repassar as informações aos outros súditos. Algumas das mulheres do Império Inca coletavam cabelo e saliva do Rei, como forma de se protegerem de maldições. Ele era carregado em uma maca dourada e suas roupas eram feitas de pele de vicunha da mais alta qualidade. Somente ele usava o simbólico <strong> Maskaypacha</strong>  ou uma insígnia real, espécie de cordão multicolorido. Grandes adornos dourados pendiam de suas orelhas, o que acabava por deformá-las. O imperador inca usava ainda uma túnica que ia até os joelhos, um manto banhado a esmeralda e turquesa, braceletes e joelheiras douradas e uma medalha peitoral que trazia impresso o símbolo do Império Inca.</p>
<p>
<a  href="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/08/representacao-de-um-inka.JPG" title="Representação de um Inka" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/downloads/wp-content/uploads/2007/08/representacao-de-um-inka.JPG');" ></a></p>
<p style="text-align: center">
<a  href="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/08/representacao-de-um-inka.JPG" title="Representação de um Inka" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/downloads/wp-content/uploads/2007/08/representacao-de-um-inka.JPG');" ><img src="http://www.doismiledoze.com/wp-content/uploads/2007/08/representacao-de-um-inka.JPG" alt="Representação de um Inka" height="217" width="353" /></a></p>
<p><strong><font color="#008000">Histórico</font></strong></p>
<p><strong> Pachakuteq</strong>  governou de <strong> 1438 a 1471</strong>  e foi sucedido por <strong> Tupaq Inka Yupanqu</strong> i, que ficou no poder de <strong> 1471 a 1493</strong>. Depois, seguiram no reinado <strong> Wayna Qhapaq (1493-1527) </strong>, <strong> Waskar (1525-1532) </strong>  e finalmente<strong>  Atawallpa (1527-1533) </strong>. A dinastia inca não acabou com a chegada dos espanhóis invasores, mas abriu caminho para o surgimento da nação Quéchua. Movido por interesses diplomáticos, <strong> Pizarro</strong>  nomeou <strong> Toparpa ou Tupaq Wallpa</strong>  como o novo Inka, envenenado quando viajava até <strong> Cuzco</strong>. Mais tarde, o direito ao trono foi oferecido a <strong> Manko Inka ou Manko II</strong>,outro filho de <strong> Wayna Qhapaq</strong>  que, em <strong> 1536</strong>, começou uma longa guerra para retomar o comando de Tawantinsuyo. Ele acabou sendo assassinado por dois seguidores do conquistador espanhol <strong> Almagro</strong>  e foi substituído pelo filho, Sayri Tupaq, que morrem em <strong> Yucay</strong>, após traição dos conquistadores. <strong> Titu Kusi Yupanqui</strong>, irmão de <strong> Sayri Tupaq</strong>, foi denominado novo Inka. Sua primeira ação no poder foi se dirigir até <strong> Vilcabamba</strong>, com o objetivo de continuar a guerra. Vitimado por uma doença, <strong> Titu Kusi</strong>  morreu e foi sucedido pelo irmão <strong> Tupaq Amaru</strong>. Mas <strong> Amaru</strong>  foi seqüestrado pelo capitão espanhol <strong> Martin Garcia Oñas</strong>, que acabou se casando com a sobrinha de Amaru. Tupaq Amaru foi levado até Cuzco e executado em praça pública. Era o ano de <strong> 24 de setembro de 1572</strong>  e o conquistador <strong> Viceroy Francisco</strong>  de Toledo se regozijava diante da execução sumária. Após <strong> 36 anos de guerra</strong>, os conquistadores do Velho Mundo adquiriam todos os direitos sobre a terra sagrada dos incas.</p>
<p><em><strong><font color="#800000">Por Totzil</font></strong></em></p>
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