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escrito por The Earth 7lk

Continuando a entrevista com o professor Alberto Frederico Beuttenmüller, essa é a terceira e última parte. Conheça mais sobre os pensamentos desse grande mestre relacionados ao ano de 2012 e veja uma grande crítica a respeito do “Calendário da Paz”, criado por José Argüelles.

Não viu as partes anteriores?

Entrevista com Alberto Frederico Beuttenmüller – Parte 1
Entrevista com Alberto Frederico Beuttenmüller – Parte 2

Alberto Frederico

17 – Como você define a evolução dos povos mesoamericanos em relação as suas conquistas durante o auge de suas histórias?

O que é importante saber (e que os europeus escondem) é que as raças da Mesoamérica eram mais civilizadas que os povos europeus da época (século XVI). Desde costumes: os astecas tomavam dois banhos por dia; os espanhóis, nenhum. Os astecas tomavam banho de sauna, tinham escolas específicas para as crianças, viviam em harmonia com a natureza, usavam um calendário melhor do que o europeu seja este Juliano ou gregoriano. Sabiam de astronomia muito mais do que a Europa da época. A matemática da Mesoamérica era bem mais fácil do que a romana ou qualquer outra, pois havia apenas três sinais: o ponto, o traço e o zero. Os números de 1 a 4 eram pontos, 1=um ponto, 2 dois pontos etc, o cinco era uma traço horizontal; o seis era um traço com um ponto em cima, assim por diante, até o dez que eram dois traços horizontais paralelos. O zero era a imagem de uma concha, tal e qual o nosso zero. Portanto, a invasão espanhola foi a desgraça da Mesoamérica, por amputou uma civilização muito mais adiantada, em nome de Deus (?).

18 – Para Alberto Frederico, o que mais chamou atenção dos europeus ao se depararem com as civilizações americanas? Podemos dizer que os americanos possuíam uma linhagem de evolução diferente da linhagem seguida pelos europeus?

O problema é de soberbia da Europa Os europeus se sentem até hoje superiores às raças que dominam pela força. Sylvanus G. Morley que foi o primeiro a estudar a civilização maia chamou-os de aborígines geniais (?). Chamar os maias de aborígines diz tudo sobre como pensavam os brancos europeus, em relação às demais culturas. Para Morley, os maias eram geniais, mas aborígines. Os espanhóis perceberam que os astecas eram uma grande civilização, mas vieram à América para levar ouro para o rei de Espanha, não vieram discutir quem era mais civilizado. Traziam a bênção da igreja católica, por isso achavam que podia tudo, uma vez que a igreja era o maior poder da época. Quando se estuda uma civilização, temos de pensar com os seus dados, jamais querer comparar a nossa civilização com a civilização estudada. São dois fatores diferentes, não podem ser comparados. A questão da descoberta do zero para mim é fundamental. O zero é uma abstração, mas sem o zero não se consegue fazer uma conta de somar, diminuir ou qualquer outra. O restante da Europa, à exceção da Espanha, só adotou o zero no século XV de nossa era.

19 – Qual poderia ter sido a razão para que os Maias deixassem as cidades de templos suntuosos para viverem em tribos e aldeias de menor expressão? A decadência Maia poderia estar relacionada com esse fato?

Há muitos motivos pelos quais uma civilização comete um êxodo. É algo muito complexo. Os maias clássicos abandonaram suas cidades a partir do século VIII, e os motivos podem ser vários, dependendo de cada cidade, As populações eram imensas para a época. Muitas cidades, como Tikal e Palenque tinham excesso de população. Cerca de 200 mil habitantes.
A nobreza não fazia nada, a não ser estudar os astros e erigir templos. As plantações eram feitas de modo primitivo pelos agricultores, por queimadas, o que arruinava o solo, e cada vez mais precisavam ir mais longe para semear e plantar, distanciando-se da cidade sede. Este motivo não anula os demais, pelo contrário soma-se às tempestades solares, à seca, etc.
Não creio que tenha havido apenas um motivo, mas a soma de todos esses, além de que os sacerdotes maias achavam que o ciclo de abundância estava no fim e que as tempestades solares estavam fazendo com que as crianças maias nascessem com deformações. Segundo alguns especialistas, só a elite maia deslocou-se para o Yucatan, unindo-se aos toltecas, para criar uma outra civilização já no século X, ou seja, as cidades maias não foram abandonadas ao mesmo tempo, mas aos poucos. Dessas teses todas, eu acredito que as tempestades solares e a mudança dos pólos sejam as mais prováveis, e que nós iremos passar por isso em breve.

20 – É inegável que os Maias nos deixaram um gigantesco legado. Como se poderia explicar a exatidão dos cálculos Maia com relação aos seus estudos astrológicos?

Os maias tinham o que hoje dissemos que não temos: tempo. Além disso, quem garante que eles não usaram lentes para ver o céu. Se foi achado um crânio de cristal numa cidade maia do Belize. Vou contar. O arqueólogo F.A. Mitchell-Hedges estava escavando a cidade de Lubaantun (A Cidade das Pedras Caídas), nas Honduras Britânicas, em 1929, hoje, Belize, quando teve de buscar dinheiro para continuar as escavações. Durante o período que esteve fora, deixou sua filha adotiva, Anna, apelidada Sammy, com os maias quichés, que o ajudavam. Eis que menina viu um objeto translúcido, em meio às pedras caídas de um templo, que sofrera um terremoto. Assim, descobriram o primeiro crânio de cristal. Outros foram descobertos ao longo do tempo. A pergunta é: se numa cidade maia foi descoberto um crânio de cristal de quartzo, será que os maias não usavam tais artefatos para ver o céu, espécie de telescópio primitivo? Os maias eram excelentes matemáticos e astrônomos, porque tinham duas obsessões: medir o tempo e estudar os astros. Isso, claro, que a elite maia. O povo alimentava a elite, enquanto esta estudava e anotava suas pesquisas. Para os maias não havia diferença entre astronomia e astrologia, ao mesmo tempo em que mediam, profetizavam o que fora medido. Além disso, os números não somente quantificavam, os números tinha qualidades. No horóscopo maia, obtido através do calendário sagrado Tzolkin, se a pessoa é 1 Chicchan (1 Serpente), como eu, pode ser um líder carismático que harmonize razão e coração, mas se ele for 13 Chicchan, será uma fanático religioso, como é o caso de Osama Bin Laden, que é 13 Serpente, como também o presidente Bush dos EUA.

21 – Como você avalia o misticismo gerado ao redor da “Profecia Maia?” No seu modo de ver, a partir de que momento nós deixamos de caminhar nos limites da razão, para nos perdermos no perigoso mundo da especulação e do sensacionalismo?

O problema todo foi a Conta Longa, um ciclo de 5.200 anos, deixado pelos maias, sem que houvesse uma indicação do que se tratava. Este ciclo é a Profecia Maia e vai de 3113 ªC. a 2012 d.C. Não creio que os maias tivessem deixado o ciclo sem um códice a respeito, mas provavelmente foi queimado no século XVI, pelos padres católicos. Uma profecia sem estar escrita, gera muita especulação. Os espertos dela se aproveitam, principalmente escrevem livros, criam comunidades e todo tipo de produto comercializável para ganhar dinheiro. É o que vem acontecendo com a Profecia Maia, desde os anos 1980 do século passado, quando vários autores, seguindo as pegadas do José Argüelles, começaram a especular.

22 – Como sabemos, José Argüelles propôs a substituição do calendário gregoriano (atual) pelo calendário da paz, afirmando ser essa a solução para o desvio comportamental da humanidade, o que Alberto Frederico pensa a este respeito? O que simboliza a figura de Argüelles em relação às novas tendências ideológicas atuais?

Creio que um calendário pode fazer com que uma pessoa pensar com mais tirocínio, mas o Argüelles propôs o Calendário da Paz como se fosse maia, foi aí que ele errou. Disse uma meia verdade, o Calendário das Treze Luas ou Calendário da Paz foi usado pelos maias em breves quatro anos. Era o Calendário Tun-Uc de 13 luas de 28 dias, como o Calendário do Argüelles. O Tun-Uc tem 364 dias (13×28), daí o esperto Argüelles criou o dia Fora do Tempo, que é sempre dia 25 de julho, para completar os 365 dias do ano. Os calendários maias autênticos são cíclicos, não têm fim, rodam sempre. Ao acoplar o Calendário da Paz ao Gregoriano, ele errou e fez o mundo crer que era um calendário maia, mas não é. Aliás, os maias tinham dois calendários –o solar, chamado de Haab, e o Tzolkin, o sagrado, e os dois calendários funcionavam acoplados, como duas rodas dentadas de um mecanismo de relógio. A cada 52 anos eles se encontram na origem, mas continuavam rodando, sem parar. Além de que não há anos bissextos nos calendários maias.

23 – Uma pergunta objetiva, mas talvez não tão simples. O que Alberto Frederico Beuttenmuller espera para o dia 21 de dezembro de 2012?

Não espero nada, porque em um ciclo profético as coisas acontecem no decorrer do ciclo e não apenas no fim. As mudanças estão acontecendo. É um erro esperar que tudo vá suceder no dia 21 de dezembro. Os fatos estão nas manchetes dos jornais, furacões, tsunamis, vulcões em erupção, mudança dos pólos, aquecimento global, degelo dos pólos, os mares subindo, tempestades solares. No dia 21 de dezembro pode ser apenas o fim da Conta Longa, mas as desgraças já podem ter ocorrido antes deste dia…

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27 Comentários para 'Entrevista com Alberto Frederico Beuttenmüller – Parte 3':
  1. adriano de moraes disse:

    Parabéns Alberto, o mundo necessita saber as verdades que foram escondidas, isso não apenas dos Maias, mas digo sobre tudo que não deixaram a humanidade saber dela mesma, a nossa verdadeira história.
    Isso sem falarmos das atrocidades que a Igreja Católica cometeu em nome “Deus” (?) ou será em nome dos reis da época e em prol de $$$$ e prestígio.
    O amigo é um homem corajoso, deveria existir mais pessoas assim, com corajem de falar a verdade, seja ela qual for.
    Um grande abraço amigo

  2. Alberto Beuttenmüller disse:

    Agradeço o Adriano que, segundo suas próprias palavras, lá na comunidade 2012 A Profecia Maia, acha que os professores de história contam apenas a história dos vencedores. É verdade Adriano, mas as coisas estão mudando. Já há professores de história out siders que estão escrevendo livros e contando a verdade. Os espanhóis tiveram de me engolir, porque o livro saiu na Espanha pela EDAF e tiveram de fazer a mea culpa.

  3. Rafael disse:

    Chega a ser cômico a parte que o Sr coloca a cultura maia como superior a européia.

    Nunca li tanta asneiras em toda minha existência. Seria uma teoria totalmente contra a história dos feitos europeus em todo o planeta.

    Me diz uma grande invenção MAIA comprovada historicamente? Europeus eram povos voltados a guerra. E na guerra, somente a raça superior vence. Houve apenas 1 perca espanhola, de um soldado que conseguiu atirar no próprio pé.

    Hoje em dia tornou-se fácil resolver um mal entendido. Resolver de forma pacífica seria mais inteligente, tendo em vista que não modificaria nada na Europa e países dominantes da américa do norte.

  4. Alberto Beuttenmuller disse:

    Meu caro Rafael: vc está confundindo as coisas. O que eu afirmei foi que NA ÉPOCA os maias e os astecas eram mai civilizados do que os europeus. Veja: têm ainda hoje um calendário superior ao nosso e já usavam este calendário há 1500 anos atrás. O calendário maia é a invenção maior, mas os maias descobriram o zero no século III d.C., a Europa só foi usar o zero no século 12, assim mesmo levado pelos árabes para a Espanha, o restante da Europa só usou o zero no século XV. O zero é fundamental na posição matemática. Eles tinham todos os astros do sistema solar já calculados, isso nos anos 600 da nossa era, já sabiam que a terra era redonda, quando a igreja católica estava querendo colocar Galileu na fogueira da Inquisição. Bem, não se pode discutir com quem não tem o conhecimento do que eram as civilizações da Mesoamérica.

  5. The Earth 7lk disse:

    Acho que pelo pensamento do Rafael se por acaso eu fizesse um curso: “Matando no Iraque” e fosse uma pessoa mais capaz de matar alguém sem morrer é claro, eu seria mais evoluído.

    Claro que ele colocou um ponto depois no pensamento dele:

    “…hoje em dia tornou-se fácil resolver um mal entendido. Resolver de forma pacífica seria MAIS INTELIGENTE, tendo em vista que não modificaria nada na Europa e países dominantes da américa do norte.”

    E me diz: Por que só hoje em dia?
    Acho que os europeus erraram, e feio. Destruíram grande parte de várias culturas pelo mundo em nome da religião. Queimaram literalmente registros valiosos, em nome da religião. Acho que não há sinal nenhum de evolução nisso.

    Só concluindo, acho que essa questão de evolução depende totalmente de um referencial. Se você acha, por exemplo, que ser evoluído é ter mais armas de destruição em massa, existe um ponto superior. Se você acha que ser evoluído é viver em comunhão com a natureza, também existe um ponto superior. E por aí vai.

    Acho que também temos que conhecer o outro lado da moeda, Rafael. Um abraço.

  6. Alberto Beuttenmüller disse:

    A antropologia mundial tinha como referência de uma grande civilização a descoberta da roda. Os maias conheciam a roda, mas não a usavam, porque não tinham animais de tração, as bestas de carga, e achavam indigno um homem carregar um fardo, a não ser para construção de seus templos, assim mesmo preferiam usar escravos. No museu de Veracruz há um brinquedo proveniente de Popocatepelt, em que representa um cachorro com as quatro rodas, provando que os maias sabiam de sua existência. Além disso, faziam a terrplenagem de suas estradas com um cilindo, que não deixa de ser uma roda. Usar parâmetros de uma civilização recente para jiulgar outra de 1500 anos atrás é um erro muito comum entre os especialistas.

  7. Pedro Salcedo disse:

    Caro Alberto!!!

    Gostei muito de sua entrevista pois contribuiu ao meu entendimento sobre as profecias que hoje estamos presenciando.

    Gostaria apenas qe me expicasse melhor esta conta matémática que o senhor expos na perguta 21, pois se somarmos os anos 3113a.c + 5.200 anos do ciclo da profecia Maia, chagamos a uma data de 2087d.c.

    Se formos considerar o ano de 2012d.c para o fim desta profecia o ciclo desta profecia terminaria com 5125 anos.

    Como são calculados estas previsões para chegarmos a data de 2012.

    Abraços.
    Pedro A. K. Salcedo

  8. Alberto Beuttenmuller disse:

    Caro Pedro: a conta longa dos maias é um ciclo que
    vai de 3113 a.C. a 2012 d.C., são portanto 5125 anos. Ou 5.200 tuns no calendário solar maia. Nada mais que isso. Abraço.

  9. Alberto Beuttenmuller disse:

    Não é para somar 5.200 anos com 2.012. A Conta Longa dos maias é o ciclo de 5125 anos, desde
    3.113 a.C. a 2012 d.C, ou seja 3113+2112=5.125 anos ou 5.200 tuns maias.

  10. Clara disse:

    Professor Alberto

    Muito obrigada por seu interesse em ajudar outras pessoas na compreensão das antigas civilizações das américas. Estou iniciando um trabalho (um livro) que envolve a civilização Inca e um povo do norte da Argentina dos Vales Calchaquies, os Quilmes, preciso pesquisar sobre isso e sobre os quipos utilizados pelos Incas. O senhor pode me ajudar?
    Desde já grata,
    Clara

  11. Alberto Beuttenmüller disse:

    Clara: para te ajudar, eu preciso saber exatamente qualé a tua dúvida. Diz-se quipus, não quipos. Os quipus ainda são um mistério dos incas, pois não se sabe se também não foram uma forma de escrita. O que se tem certeza é que era usado para contabilizar impostos e outrs contas do Inca. É preciso saber que não havia incas, mas apenas o INCA, o imperador.
    Havia muitas raças que formavam o Império, como os quíchuas, aimaras etc. Cada um falando a sua língua.
    O Inca Pachacútec ou Pachacuti foi quem obrigou a todos os nativos a falares só o quíchua, unindo o império debaixo de um só idioma. Além disso, foi o primeiro legislador.

  12. andré disse:

    Realmente não gostei. O Sr. Beuttenmüller pode ser um homem sério, mas cometeu sim algumas gafes na entrevista. A primeira foi cair no comum de falar que os europeus destruíram a civilização maia que era muito mais evoluída. Ora, de início se pode dizer que se os mais possuim uma matemática e uma astronomia superior certamente não podiam atravessar os mares como faziam os europeus. Outra questão é que fazer dos marinheiros exploradores que saíram da Europa paradigmas de toda a civilização européia é o mesmo que fazer de um simples lavrador do povo maia um expoente de toda cultura daquele povo. A civilização européia ja era milenar, com suas origens na grécia antiga, nos celtas e em outros povos, e era composta por milhões de pessoas, ou seja, um verdadeiro mundo. Se na Europa havia gente brutal e ignorante, também havia gênios da ciência e da filosofia, se havia forças do atraso e da ignorância também havia forças do progresso e da ciência, assim como deviam existir no Império Maia. Afinal, os Maias não faziam escravos e sacrifícios humanos? Se temos de entender estes aspectos da cultura maia pelo prisma de sua civilização e de sua época devemos fazer o mesmo com os aspectos da cultura européia de 500 anos atrás, não é mesmo? É realmente lamentável que a civilização maia tenha sido destruída, mas isto tem sido um fato recorrente na história da humanidade, civilizações destruindo outras. Não foram os europeus que inventaram esta modalidade de “intercâmbio cultural”, isto é praticado a milênios por todas as etnias e os maias talvez tenham também dominado outros povos e condenado sua cultura ao desconhecimento da posteridade. Dizer que os Maias eram superiores em civilização aos europeus é utilizar o expediente que queremos combater. Em suma, civilizações não podem ser comparadas em termos de superioridade e inferioridade, pelo menos de modo genérico. Outro ponto de contradição na entrevista foi a afirmação de que os maias viviam “em harmonia com a natureza”, para depois afirmar que uma das possíveis causas da sua desaparição foi o uso desordenado do solo com queimadas ,etc. Isto não me parece ser viver “em harmonia com a natureza”. A terceira questão é que o termo “aborígene”, segundo Beuttenmüller utilizado por Morley, não tem necessariamente caráter pejorativo. Basta olhar qualquer dicionário e verificar que o termo quer dizer “natural da região em que se vive”. Em quarto lugar essa história (ou será estória) dos crânios de cristal é muito nebulosa e cheia de misticismo barato para se acreditar sem reservas. O que o sr. Beuttmüller falou a respeito sem acréscimos é divulgado sempre superficialmente por sites esotéricos sem credibilidade. E finalmente, será que com tantos clichês na entrevista o Sr. Beuttmüller não está se igualando àqueles espertos que ele critica. Fico imaginando se o seu livro não é mais um produto comecializável para ganhar dinheiro.

  13. Rubens Prata disse:

    Gostei da entrevista, acho mesmo que a sequência de acontecimentos que estão ocorrendo em nosso planeta é um sinal de transformação terrrestre muito grande. Portanto, tudo indca que algo muito difícil para humanidade enfrentar acontecerá
    em breves anos.
    Basta ter olhos para ver!

  14. Bruno Rebequi disse:

    Parabéns, doutor Alberto!
    Sou um jovem de 21 anos, 3 Caban, e tenho acompanhado seus estudos, que confortam, com sábias informações, meu coração e minha mente.
    Muito obrigado por toda sua contribuição com a humanidade.

  15. Francisco Duarte disse:

    Caro professor Alberto, gostei muito de sua entrevista e em especial quando aborda as profecias maia, o que alguns discordam sobre as suas colocações a respeito da Civilização Maia é por não terem olhos para ver. O Senhor está de parabéns e espero que em breve nos permita outros títulos.

  16. Alberto Beuttenmuller disse:

    Já estou escrevendo outro livro ainda sem título e em novembro participarei de um programa na Globo sobre o jogo de pelota maia. Obrigado pelas suas palavras, mas discordar faz parte da democracia.

  17. antonio fulco junior disse:

    Caro Alberto. !
    Mais uma vez parabéns pelas lúcidas e esclarecedoras lições
    Nicolas

  18. maria garcia disse:

    Professor Alberto, gostei muito da entrevista,obrigada pelos esclerecimentos tão bem colocados. Tirou de mim muitas dúvidas e jogou luz sobre os meus míseros conhecimentos sobre o assunto. Eu tenho notado um aumento com a violência de alguns anos para cá, crimes absurdos, inimagináveis até alguns anos passados, acontecem hoje. Penso, não sei se certo ou não, deve estar relacionado com as profecias maias. Se puder de alguma forma confirmar, ou não este pensamento, agradeço.

  19. Romeu Agostinho Santomauro disse:

    Caro Prof. Alberto:
    Considero sua entrevista simplesmente sensacional.
    A Civilização Maia é(digo é, porque ela transcende o nosso tempo)é fantástica.
    Pena que pessoas, como o comentador Rafael, ainda estão presas à forma ardilosa de falar da História da Humanidade: escondendo verdades, para satisfazer o ego de alguns.
    Com certeza pessoas como essas acreditam que, por exemplo, os peles-vermelhas eram bárbaros e que, por isso, os cowboys foram verdadeiros heróis que salvaram a América, quando simplesmente dizimaram os índios norte-americanos. Quanta pobreza de espírito!
    Parabéns prof. Alberto!
    Um abraço do Romeu.
    Ah! Rafael, aprenda a escrever corretamente antes de escrever bobagens. Não existe ,em português, o substantivo “PERCA”. O correto é PERDA! P E R D A !. Vai estudar, que é melhor!

  20. nanci disse:

    estou enviado a pedido da pessoa

  21. Sr. Beuttenmuller,

    Somente agora, e casualmente, tomei conhecimento destas ácidas e injustas criticas ao seu trabalho. Vê-se, pela forma como foram redigidas, que não partem de pessoas aptas a discutir a matéria, pois são apenas agressões. Não há demonstração de conhecimento do assunto, suficiente para embasar contestações.

    Pouco estudei as civilizações Maias e Incas. Após visitar o Museu de Antropologia do Mexico e alguns sítios arquelógicos, há uns quinze anos, subitamente senti interesse pelos Aztecas. Daí em diante, fui, aos poucos, adquirindo livros, principalmente nas livrarias de Mexico City, e arquivando todas as informações que me chegaram às mãos.

    É fascinante a saga daquele povo. E nos dá um sentimento de revolta saber como foram, eles e os vizinhos, vitimas de um genocidio comandado pela igreja católica e a cobiça da Espanha.

    Há um paralelo entre as civilizações da meso-america que sucumbiram pelos mosquetes, pelos tecutles, e pela varíola disseminada propositadamente. É bem verdade que havia guerras, capturas, sacrificios a Huitzilopotli ( a Inquisição não vestia sabenitos nas suas vitimas e as queimava em fogueiras ? ). Mas era um universo. Puro à sua maneira. Separado da Europa sanguinolenta e insaciavel. Com a chegada dos Espanhois, no inicio do Seculo XVI, estes universos se fundiram. E chegou o pecado do lado de cá do Equador.

    Recomendaria aos seus criticos que buscassem, antes de tudo, ler os livros acerca do assunto.

    Alberto Freitas.

  22. Maria Lucia Teixeira Freitas disse:

    Cada um é livre para expressar sua opinião. O que é inaceitável é a discriminção. Condenar os europeus e enaltecer os maias demonstra um espírito tendencioso. O Sr. Alberto não falou dos sacrifícios humanos praticados pelos maias e astecas. Omitiu esse banho de sangue por que? A verdade é que as civilizações andinas estavem em decadência quando da chegada dos espanhóis. Por algum motivo esses povos estavem desnorteados e há crescente dúvida sobre se foram mesmo esses povos que construíram as cidades que foram encontradas aqui na época do descobrimento.

  23. Roberto Marques disse:

    Aprendi um pouco mais, estou estudando o calendário maia. As profecias estão se concretizando. Esperemos até 2012.

  24. Carlos Veiga disse:

    Prezado Sr. Alberto.
    Em primeiro lugar gostaria de atestar minha homenagem ao Sr. por ser dos poucos entre nós com o intuito de iluminar nossas mentes com a sabedoria Maya que tanto tem a contribuir.
    Agradecer seria pouco diante de sua sabedoria e bondade.
    Minha pergunta é como saber que número somos no Tzolkin ?
    Meus agradecimentos antecipados e desejos de que a saúde lhe acompanhe em sua longa jornada.
    Carlos Veiga RJ

  25. Valéria Maria Zanelo disse:

    Caro Alberto;
    Fiz parte de um grupo esotérico: mov. gnostico…dentro deste grupo já havia a informação dada por um ser elevado que nos preparassemos para as “grandes catástrofes que se avizinham”….a preparação consistia em técnicas de melhoras de si mesmo afim de poder ajudar a si e a tudo. O tempo passou e pouca coisa mudou em minha vida por falta de colocar em prática tais ensinamentos, descobri recentemente as profecias mais e hoje este site….tudo para mim se encaixa em um grande quebra-cabeça! Pobre de nós que sofreremos as consequências do nossos atos e a morte violenta. A pergunta ao Sr. seria a respeito da sua preparação espiritual para este momento….se é que pode falar a respeito. Obrigada …Valéria

  26. Emilio Vargas disse:

    Pela terceira vez estou relendo o livro autografado em 19/11/1996.
    Acompanho os noticiarios e observo as “coincidências” profetizadas.
    Mas o real motivo de enviar este comentário é pedir sua autorização para transmitir trechos do livro e de outros artigos da sua autoria para um grupo de estudos sobre as profecias Maias, criado na Internet. ( http://claudiovelasco.ning.com/group/conscienciacosmica ).
    Saudações, e Paz Profunda

  27. Alcione MF Nicolussi disse:

    Não nos conhecemos, mas vou lhe tratar por voce. Sou dentista aposentada, muito envolvida em questões espiritualistas. Sinceramente como a maioria dos brasileiros nunca me interessei por fatos históricos da América Latina. Há uns 6 meses tive um desejo de escrever um romance, que envolvesse espiritualismo em todass as suas formas. Comecei com uma personagem brasileira, mas em pouco tempo, não sei porque, achei que ela devia ser de outro lugar. Pensei na América Central e a escolha foi parar na Guatemala. Andei pesquisando e vi como não sabia nada dos antepassados da região. Nãpo sei se seu interesse é somente como professor ou existiu algo mais que o levou aos maias.Comecei com umas pinceladas e não consegui parar de falar deles. Durante o processo de adaptar o que achava, comecei a ter sensações incômodas que modificavam o ambiente de minha casa.Perdi o sono, várias vezes, mesmo tomando medicação para relaxar edormir, pois fui presenteada com um aneurisma gigante que não pode ser operado e preciso dormir.Meu filho me presenteou com seu livro. Li e entendo como o princípio r fim de algumas coisas. Entendo que o causador de nossos males somos nós mesmos. Mesmo procurando um recurso espiritual que encontrei, as vezes é difícil manter a serenidade para meditar epor razões familiares andei perdendo a paciência e vi como o as pessoas não se importam com nada. Poderia falar mais, mas acho q já é um início. Uma pergunta pessoal , voce é irmão da Glorinha? só p me identificar, sou amiga de uma colega dela q hoje mora e trabalha em Brasília, não vou citar o nome por não haver comentado com ela..Vou ficar aguardando sua comunicação. Obrigada pelo seu desempenho em mostrar um lado de nossos vizinhos deixados de lado pela nossa soberba.

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