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escrito por Totzil

Histórico

De acordo com o historiador peruano Cesar Ugarte, para o qual os fundamentos da economia inca eram o ayllu, conjunto de famílias unidas por parentesco que usufruíam da propriedade coletiva da terra; e a marca, federação de ayllus que detinha a propriedade coletiva das águas, das pastagens e dos bosques. Tem-se uma diferenciação entre o ayllu, criado pelas massas anônimas no curso de milênios, e o sistema econômico unitário criado pelos imperadores incas. Insistindo sobre a eficácia econômica da agricultura coletivista inca e sobre o bem-estar material de sua população, pode-se concluir: “O comunismo incaico – que não pode ser negado ou reduzido por ter se desenvolvido sob o regime autocrático dos incas – pode então ser designado comunismo agrário”. Rejeitando a concepção linear e eurocêntrica da história imposta pelos vencedores, ele sustenta que a conquista colonial destruiu e desorganizou a economia agrária inca, sem substituí-la por outra forma superior.

A unidade de produção agrícola e social era o “ayllu”, formado por famílias ligadas por laços de parentescos, apresentando tendência à endogamia com descendência paralela, ou seja, linha masculina para os homens e feminina para as mulheres.

A posse da terra no “ayllu” era comunal e se dividia em terras cultiváveis e de pastos de uso coletivo. O propósito do governo inca era fazer com que todos se ajudassem mutuamente. Até as crianças trabalhavam, criando lhamas e alpacas. Cada família recebia lotes de acordo com o número de membros e sua distribuição era rotativa e anual, impedindo assim que determinadas famílias obtivessem privilégios com o usufruto por longo tempo das melhores parcelas de terras.

Lhamas e Alpacas

Dividiam as terras em três partes: a do Sol, a da Lua e a do povo. O governo recolhia dois terços da produção e estocava para os períodos de escassez. O ayllu sustentou o desenvolvimento do império. Responsabilizava-se pelo trabalho nas três terras, obras públicas, serviço militar e previdência social, através de grandes armazéns onde guardavam roupas e gêneros para qualquer eventualidade. Baseavam suas atividades no trabalho coletivo. Toda pessoa válida trabalhava. O governo assegurava terra para todos.

No trabalho, eram agrupadas famílias que se esforçavam de forma coletiva. A terra era propriedade do Inca (imperador) e repartida entre seus súditos. As terras reservadas ao Inca e aos sacerdotes eram cultivadas pelos camponeses que recebiam também terras suficientes para subsistir. A agricultura era a base da economia inca, e os habitantes plebeus que trabalhavam nesta área.

A chefia do ayllu era exercida pelo Kuraka, que assumia esta função por ser, a nível ideológico, o descendente direto dos fundadores do ayllu e do Huaca, entidade divina local, protetora e tutelar do ayllu.

Periodicamente, um certo número de homens trabalhavam em suas terras e nas do Huaca, cuja produção era acumulada pelo chefe que a redistribuía em épocas de má colheita ou catástrofes climáticas, além de garantir o sustento dos inativos. Esta prestação de serviços ao Kuraka, a mita, levou este chefe a acumular bens, concentrando riquezas e reforçando sua autoridade no ayllu.
A economia inca não se baseava na circulação de numerário. Não havia desemprego, nem dinheiro, nem comércio. Messes e colheitas eram divididas em três partes: a primeira, reservada ao palácio; a segunda ao deus Sol, e a terceira aos camponeses.

Havia leis que controlavam o tempo de semear, colher e até os dias de ir ao mercado ou divertir-se.

Atividade Agrícola

Todo pedaço de terra era cultivado, para não faltar alimento. Lavouras estendiam-se até pelas encostas, com o sistema de terraços andinos: degraus com parede de pedra com patamares de terra vegetal. A montanha parecia uma grande escada de patamares verdes quando as plantas cresciam. Na parte alta cultivavam batata, coca e outros produtos resistentes ao frio; nas zonas intermediárias, feijão e milho; na parte baixa, pimenta e frutas, como o abacate. Selecionavam os melhores produtos e também faziam o cultivo de cereais. Cultivavam cerca de vinte espécies de milho e quarenta variedades de batata. Adaptavam a agricultura às estações, que determinavam observando os astros.

Economia Inca - Utilizaçao de Morros e Encostas para Plantações

Devido ao fato de suas técnicas agrícolas serem rudimentares, pois não conheciam o arado, para semear utilizavam um bastão pontiagudo. E para melhorar a produtividade da terra, usavam ainda dois recursos: a irrigação, com tanques e canais; e a adubação, com esterco de lhama e de pássaros.

Atividade Pecuária

Na pecuária, também importante, destacavam-se os rebanhos de lhamas, alpacas e vicunhas, que forneciam carne, leite e , além de serem usadas no transporte. O comércio não era importante e não existia moeda. Os incas desconheciam a roda, mas construíram uma excelente rede de estradas que ligava Cuzco a todo o resto do império.

Lhama

Artesanato, Medicia e Arquitetura

Os incas também construíram um sistema de estradas, pontes, balsas, jangadas e barcos de junco. Também inventaram: um sistema em que a história era passada para cada sacerdote ou poeta; um sistema de numeração decimal (quipu), um sistema em que grandes artesãos souberam trabalhar o barro, a pedra, a madeira, o cobre, a prata e o ouro; na matemática utilizavam o sistema numérico decimal e na medicina adaptaram-se em fazer ervas medicinais, técnicas de sangria e cirurgias com perfuração no crânio. Mas foi a arquitetura que se destacou na cultura inca. Construíram grandes palácios, templos e fortalezas, como por exemplo, a fortaleza de Sacsahuamán e os paredões de Ollantaytambo.

fortaleza-de-sacsahuaman.jpg

Paredões de Ollantaytambo

Mais

As “trocas comerciais” entre diferentes regiões se realizavam principalmente como retribuição em favor da prestação da MITA, visto que muitos ayllus detinham áreas nos diversos estratos ecológicos (litoral, altiplano e floresta tropical). O cultivo de milho, batata, o pastoreio de lhamas, a confecção de cerâmica , a tecelagem e a metalurgia, embora fossem produto de uma herança cultural direta ou assimilação das culturas dominadas eram as principais atividades da economia incaica. Talvez um dos aspectos mais interessantes da economia do império é que a autonomia dos ayllus não favorecia o comércio entre regiões, sendo assim, não se formavam rotas comerciais bem definidas e a circulação de produtos entre regiões acabava sendo dentro do mesmo ayllu evitando assim divisões internas que pudessem causar conflitos de ordem econômica.

A característica da economia inca era principalmente o fato de as forças produtivas não serem mais organizadas em nível local ou regional mas, sim, em escala de todo o Estado, (pois) na economia estatal a aldeia e a unidade étnica formam parte de uma hierarquia de unidades que são racionalizadas em uma organização hierárquica (…) que facilita tanto a organização do trabalho quanto a “distribuição de bens”

Por Totzil

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16 Comentários para 'Incas: Economia':
  1. maira disse:

    achei legal !

  2. Roberta disse:

    Botem coisas mais especificadas…
    Bjss**

  3. Roberta disse:

    Botem coisas mais específicas*
    Descupem pelo erro de português no 1º comentário…
    Bjss**

  4. NINI disse:

    EU ACHEI MUITO FRAQUINHO O TEXTO DA ECONOMIA

  5. natália disse:

    eu queria se fosse possível fotos da agricutura dos incas

  6. william disse:

    na minha opinião,eu achei que ocorreu de um modo,como ninquém teve como dar a resposta serta dessa econômia que ocorreu nesse periodo.

  7. Miguel disse:

    que lugaar lindoo

  8. CYNTTYA disse:

    “o que eu procurei nao achei”
    —me desupe mais NÃO GOSTEI!

  9. rosa disse:

    eu achei fraco de mais o texto da economia

  10. Mero disse:

    Eu achei o texto da economia muito complexo, pois estou procurando para trabalho escolar.

  11. bianca disse:

    Eu achei muito pouco…tem que fala ,mais da economiaa tá ?

  12. monicky disse:

    eu gostei mtu do site..mais ta faltando apenas uma coisa para o meu trabalho ficar completo..falta o seguinte:o que resta da cultura inca..

    bjuuss..obrigada

  13. Fernanda disse:

    Achei uma merda esse texto

  14. erica e joice disse:

    Comenta muito pouco sobre a economia, deveria ser
    mais completo!!!

  15. valerio disse:

    isso nao me iteresa to nem ai com os incas mais e astecas e muito chato

  16. valerio disse:

    e chato pra caramba seu mala

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