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escrito por Totzil

Dois lugares circundantes a Cusco que destacam pela sua arquitetura ritual são os centros de culto de Qenqo e Tambomachay.

Qenqo é um imenso promontório rochoso talhado de escalões, covas e canais, seguramente feito para depositar a chicha (bebida de milho) que se bebía nos rituais incas. Este sítio conta com um pátio semicircular definido por um parâmetro isométrico con vários nichos grandes que rodeiam uma pedra ou wanka de pouca espessura encerrada num recinto.

Qenqo

Tambomachay é um sítio impressionante de arquitetura fina composta de plataformas, nichos e piletas que continúam funcionando e pelos seus desaguadouros corre água procedente de um manancial que existe na parte alta. Nos tempos incas era um lugar sagrado destinado ao culto da água, um dos adoratórios que conformavam o sistema de “ceques” de Cusco, conjunto de linhas imaginárias nos lugares sagrados e indicavam o tempo e o lugar das cerimônias.

Tambomachay

Rituais e Festas

RITUAL CHA’LLA

É costume que toda a terça-feira de carnaval se faça a ch’alla da casa, dos instrumentos de trabalho, do carro, outros lugares e objetos considerados importantes para os bolivianos. Em outros momentos da vida familiar e outros em âmbito público, como é o caso da festas religiosas, também são realizados o ritual da cha’lla. Porém, nesse último espaço tal ritual se dá de forma velada com o simples gesto de verter um gole de bebida ao chão (Pachamama), ou ainda orvalhando a imagem do santo(a), com algumas gotas de bebida.

CORPACHADA

Este é um dos ritos consagrados à Pachamama. Esta deusa de origem Inca, junto a Inti (Rei Sol) e a Mama Quilla (Lua) formam a trindade astrológica veneranda pelos calchaquies.

A Pachamama é a energia germinadora da natureza. Como os mortais, entretanto, ela sente fome e sede. O seu culto consiste na “corpacharla”, isto é, dar-lhe de comer. Para tanto, cava-se profundas covas, onde se enterram todo o tipo de comida e bebida. Este ritual é acompanhado de rezas e invocações à deusa. A Pachamama é muito generosa para com as pessoas que lhe fazem este tipo de agrado.

CAPAC RAYMI

A Capac Raymi, a Festa Grandiosa, era celebrada em dezembro(no Solstício de Verão). O Sapa Inca, vestido a rigor, conduzia seu povo na adoração do Sol.
Capac Raymi e Inti Raymi, são datas onde os raios solares mostram o esplendor de várias construções como traçados de ruas, aberturas nas casas, esculturas e templos que fazem jogos de luz e sombra e revelam características místicas e astronômicas dos seus monumentos.
A 14 de novembro, eram buscadas em procissão as imagens de Viracocha, do deus Sol e das outras divindades e as múmias dos Incas, que eram transportadas para o recinto sagrado. Ali, conduzindo o misterioso moroy-urco, os príncipes dos ayllus davam volta à praça. Ao centro, um braseiro consumia os cadáveres das vítimas imoladas e as oferendas. Começava assim a festa de Capac Raimi.

Altar de Sacrifícios Inca

INTI RAYMI

O Inti Raymi é o evento mais tradicional da cultura inca. É a festa do Sol que é celebrada todo ano em Cusco no mês de junho e coincide com o solstício de inverno. Inti é uma palavra no idioma Quéchua que quer dizer sol, e Raymi é festa.
Nesse dia as celebrações acontecem no centro de Cusco e depois continuam na fortaleza de Saksayuaman.

PACHA-PUCHUY

Na Pacha-puchuy (Maturação), o Inca sacrificava um lhama preto para resgatar os pecados de seu povo.

A FESTA DE INICIAÇÃO

Quando se tornavam púberes, os príncipes e filhos das famílias nobres incas submetiam-se a uma série de provas, sendo que a última era a perfuração dos lobos das orelhas, precediam elas sua admissão na casta dos Hatun-Rincriyoc. Este conjunto de ritos tinha o nome de festa de iniciação e desenrolava-se durante a “Festa do Inca”, a Capac Raymi. Primeiro deveriam haver cumprido certo número de provas, de modo a demonstrarem que eram capazes de desempenhar-se das funções administrativas que lhes seriam confiadas.
As jovens nobres, também se preparavam para esta festa e lhes era dado o título de “sapay coya nusta”, que significa “princesa virgem”. A presença delas servia como encorajamento para os rapazes. Ao fim das provas, elas também eram encarregadas de dar de beber aos participantes e para tanto, muniam-se de cântaros de prata contendo chica.

Altar de Sacrifícios Inca

COYA RAYNI

Em setembro, os incas celebravam a “Coya Rayni”, a Festa da Lua e da Rainha.

Calendário de Festas e Rituais dos Incas

Calendário

Por Totzil

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2 Comentários para 'Mitologia Inca: Rituais e Festas':
  1. simara disse:

    muito bom adorei saber sobre os rituais ki eu ainda nao conhecia ….

  2. diessica brigoni gonçalves disse:

    e legal mas nao achei o que eu queria.

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