2012 – Dois Mil e Doze
Verdade ou mentira?
Mitologia Inca: Rituais e Festas
Dois lugares circundantes a Cusco que destacam pela sua arquitetura ritual são os centros de culto de Qenqo e Tambomachay.
Qenqo é um imenso promontório rochoso talhado de escalões, covas e canais, seguramente feito para depositar a chicha (bebida de milho) que se bebía nos rituais incas. Este sítio conta com um pátio semicircular definido por um parâmetro isométrico con vários nichos grandes que rodeiam uma pedra ou wanka de pouca espessura encerrada num recinto.
Tambomachay é um sítio impressionante de arquitetura fina composta de plataformas, nichos e piletas que continúam funcionando e pelos seus desaguadouros corre água procedente de um manancial que existe na parte alta. Nos tempos incas era um lugar sagrado destinado ao culto da água, um dos adoratórios que conformavam o sistema de “ceques” de Cusco, conjunto de linhas imaginárias nos lugares sagrados e indicavam o tempo e o lugar das cerimônias.
Rituais e Festas
RITUAL CHA’LLA
É costume que toda a terça-feira de carnaval se faça a ch’alla da casa, dos instrumentos de trabalho, do carro, outros lugares e objetos considerados importantes para os bolivianos. Em outros momentos da vida familiar e outros em âmbito público, como é o caso da festas religiosas, também são realizados o ritual da cha’lla. Porém, nesse último espaço tal ritual se dá de forma velada com o simples gesto de verter um gole de bebida ao chão (Pachamama), ou ainda orvalhando a imagem do santo(a), com algumas gotas de bebida.
CORPACHADA
Este é um dos ritos consagrados à Pachamama. Esta deusa de origem Inca, junto a Inti (Rei Sol) e a Mama Quilla (Lua) formam a trindade astrológica veneranda pelos calchaquies.
A Pachamama é a energia germinadora da natureza. Como os mortais, entretanto, ela sente fome e sede. O seu culto consiste na “corpacharla”, isto é, dar-lhe de comer. Para tanto, cava-se profundas covas, onde se enterram todo o tipo de comida e bebida. Este ritual é acompanhado de rezas e invocações à deusa. A Pachamama é muito generosa para com as pessoas que lhe fazem este tipo de agrado.
CAPAC RAYMI
A Capac Raymi, a Festa Grandiosa, era celebrada em dezembro(no Solstício de Verão). O Sapa Inca, vestido a rigor, conduzia seu povo na adoração do Sol.
Capac Raymi e Inti Raymi, são datas onde os raios solares mostram o esplendor de várias construções como traçados de ruas, aberturas nas casas, esculturas e templos que fazem jogos de luz e sombra e revelam características místicas e astronômicas dos seus monumentos.
A 14 de novembro, eram buscadas em procissão as imagens de Viracocha, do deus Sol e das outras divindades e as múmias dos Incas, que eram transportadas para o recinto sagrado. Ali, conduzindo o misterioso moroy-urco, os príncipes dos ayllus davam volta à praça. Ao centro, um braseiro consumia os cadáveres das vítimas imoladas e as oferendas. Começava assim a festa de Capac Raimi.
INTI RAYMI
O Inti Raymi é o evento mais tradicional da cultura inca. É a festa do Sol que é celebrada todo ano em Cusco no mês de junho e coincide com o solstício de inverno. Inti é uma palavra no idioma Quéchua que quer dizer sol, e Raymi é festa.
Nesse dia as celebrações acontecem no centro de Cusco e depois continuam na fortaleza de Saksayuaman.
PACHA-PUCHUY
Na Pacha-puchuy (Maturação), o Inca sacrificava um lhama preto para resgatar os pecados de seu povo.
A FESTA DE INICIAÇÃO
Quando se tornavam púberes, os príncipes e filhos das famílias nobres incas submetiam-se a uma série de provas, sendo que a última era a perfuração dos lobos das orelhas, precediam elas sua admissão na casta dos Hatun-Rincriyoc. Este conjunto de ritos tinha o nome de festa de iniciação e desenrolava-se durante a “Festa do Inca”, a Capac Raymi. Primeiro deveriam haver cumprido certo número de provas, de modo a demonstrarem que eram capazes de desempenhar-se das funções administrativas que lhes seriam confiadas.
As jovens nobres, também se preparavam para esta festa e lhes era dado o título de “sapay coya nusta”, que significa “princesa virgem”. A presença delas servia como encorajamento para os rapazes. Ao fim das provas, elas também eram encarregadas de dar de beber aos participantes e para tanto, muniam-se de cântaros de prata contendo chica.
COYA RAYNI
Em setembro, os incas celebravam a “Coya Rayni”, a Festa da Lua e da Rainha.
Calendário de Festas e Rituais dos Incas
Por Totzil
Maias: O Códice Madrid
Nome
Madrid, Tro-Cortesianus, Cortesianus, Troano, Tro-Cortés.
História
O Códice Madrid apareceu nos arredores da Espanha por volta do ano de 1860 em poder de duas pessoas, Juan de Tro e Ortolano. Posteriormente o manuscrito passou pelas mãos do francês Brasseur de Bourbourg(1814-1874), grande conhecedor das culturas meso-americanas, que com suas pesquisas decifrou uma parte do Códice Maia.
Após esse estudo, o documento veio a publico, como o nome de Códice Troano, em homenagem as pessoas que encontraram o Códice e o mantiveram em bom estado. Através das pesquisas, o estudioso Brasseur concluiu que o documento se tratava de um manuscrito Maia, devido as suas características inconfundíveis.
Alguns anos após tal descoberta, o espanhol Juan Palacios ofereceu a duas instituições culturais a venda de um suposto códice Maia, dizendo ser o quarto códice a ser encontrado.
Porém, nem o Museu britânico de Londres e nem a Biblioteca Imperial de Paris mostrou interesse no documento. Com o passar do tempo o documento passou por diversas mãos, dentre elas as do estudioso José Ignacio Miró, e em 1875 foi adquirido pelo Museu Arqueológico de Madrid. Este códice recebeu o nome de Cortesiano, sendo relacionado com a pessoa de Hernán Cortés.
Na realidade, Juan Palacios estava certo ao dizer que se tratava de um códice, mas errado ao crer ser um quarto códice descoberto. O manuscrito não era um novo códice, mas sim uma parte do Códice Troano. Tal informação veio a tona em 1880, quando Leon de Rosny teve a oportunidade de examinar o documento e concluir sobre sua origem. Dessa forma, unificaram o conteúdo de ambos os documentos, passando este a ser chamar Códice Tro – Cortesiano.
Em 1888 o filho de Tro e Ortolano venderam partes do documento para o Museu Arqueológico de Madrid; a partir daquele ano ambas as partes permaneceram reunidas, sendo denominadas como Códice Madrid.
Composição
O manuscrito possui 6.70m, sendo assim o mais longo dos manuscritos Maia. É composto por 50 folhas, que possuem as medidas de 12 por
Conteúdo
Sobre tudo tratasse de um texto de adivinhações, com o intuito de predizer a sorte. Ele é dividido em 11 seções: o primeiro inclui rituais dedicados aos deuses kukulcán e itzamná; o segundo recorre às influências más no cultivo, e rituais e oferecimento, que devem ser feitos para que ocorra a regularização das chuvas; a terceira seção é dedicada a descrever 52 rituais, com vários significados, dentre eles o de celebrar os acontecimentos dos anos anteriores. As outras 8 partes restantes falam sobre caça, armadilhas, calendários, morte e sobre a purificação.
Origem
Após estudos concluiu-se que o documento é originário da parte ocidental da península de Yucatan. A data mais aceita é correspondente ao período de transição do século XIII, XIV e XV, por essa razão ele seria contemporâneo ao Códice Paris.
Localização
Madrid, Espanha.
Por Fenrir
Aquecimento Global altera o Atlas
LONDRES (AFP) — Os efeitos do aquecimento global sobre as paisagens da Terra, principalmente sobre as regiões litorâneas, já são visíveis, provocando alterações nos mapas, segundo cartógrafos que elaboram uma referência mundial sobre o Atlas.
Por ocasião da publicação nesta segunda-feira do “Atlas completo do mundo Times” 2007, seus autores informaram ter tido que redesenhar rios e mudar de classificação algumas regiões em relação à última edição de 2003.
“Podemos literalmente ver os desastres ambientais acontecerem diante de nossos olhos. Acreditamos verdadeiramente que, em um futuro próximo, famosas paisagens desaparecerão para sempre”, afirmou Mick Ashworth, redator chefe do Atlas.
“O contorno de certas regiões muda, como em Bangladesh. O nível do mar se eleva em 3 mm por ano, o que tem efeitos curiosos sobre a costa”, indicou.
E o rio Huang He (Rio Amarelo), segundo maior da China, “talvez não chegue a se juntar ao mar, o que acarretará alterações na costa”. Os autores também estão preocupados com o fato de que grandes rios como o Rio Grande e o Colorado nos Estados Unidos ou o Tigre no Iraque possam ficar sem alguns afluentes que correm o risco de secar no verão.
Outras mudanças importantes também são conseqüências da ação do homem – freqüentemente por atividades de irrigação – como o desaparecimento de três quartos do mar de Aral em 40 anos, de 95% do lago Chade desde 1963 ou a diminuição de 25 metros do Mar Morto em 50 anos.
O lado positivo, os especialistas constataram que vastas extensões do Pântano da Mesopotâmia, um dos maiores do mundo situado na confluência do Tigre com o Eufrates, foram realimentadas pela água e estavam mais verdes. A água que chegava ao local havia sido drenada por Saddam Hussein.
A segunda edição do Atlas, publicada pela primeira vez em 1895, passou por mais de 20.000 atualizações.
fonte: AFP – Google
Por The Earth
Mitologia Inca: Lendas ou Verdades?
O Quinto Sol
Os Incas crêem estar vivendo o quinto mundo onde, cada um dos mundos anteriores haviam tido a duração de mil anos e cada mil anos aparecia um Sol novo e reinicia a recuperação dos anos. Ao passar o instante que transcorre entre duas idades há o Pachacúti que quer dizer inversão do mundo, tempo de grandes transformações, tempo de destruições, de desolação e restauração por esta razão a destruição a conquista espanhola foi vista pelos incas como um Pachacúti.
Este aspecto do tempo também existe nos conceitos do cristianismo, o Juiz o final bíblico, só que o bíblico é percebido como um futuro já o pachacuti esta a ocorrer neste momento e se faz por acabado com o retorno do novo Sol que dizem estar para acontecer nos próximos anos. Foram achadas várias provas que os pré-colombianos acreditavam em um deus, desta forma seus respectivos nomes, Viracocha, Ayar, Tunupa ou Tonopa, Illapa-Libiac, Pariaca-Cuniraya- Tutayquiri- Huallallo Carhuincho-Pachacamac, Inkarri, Pishtaco ou Naqaq, mas foi provado que mesmo tendo tantos nomes Viracocha (Criador) foi realmente um único deus, seguido por seus Filhos Sol (Manco Capac) e Lua (Mama Oclo), e de seus filhos vieram os herdeiros do império do Sol.
O Disco Dourado
Uma lenda diz que, quando os conquistadores espanhóis chegaram ao Peru e começaram a roubar o ouro e pedras preciosas das tribos incas, um sacerdote local chamado Aramu Maru fugiu de seu templo com a ajuda de um “disco dourado” e alcançou as montanhas de Hayu Marca. Na companhia de um outro xamã, Hayu Marca realizou um ritual que fez com que “a porta se abrisse e dela saísse uma intensa luz azul”. Então, conta a lenda, Aramu Maru entregou o disco dourado ao outro xamã e passou pela porta “para jamais voltar a ser visto”.
Arqueólogos, pesquisadores e curiosos que vêm visitando o local, aparentemente influenciados pelas lendas, deram relatos à imprensa peruana dizendo terem visões de luzes, túneis e estrelas no interior das estruturas, assim como terem ouvido “uma estranha música”.
Esses depoimentos não podem ser tomados muito a sério, porém a descoberta não deixa de ser, por enquanto, um interessante achado para estudo do imaginário dos incas e da população local. Há registros, por exemplo, em reportagens de jornais da região, de mais de 20 anos de depoimentos de avistamentos de objetos voadores por ali. Isso aconteceu bem antes da descoberta das ruínas da porta, fazendo com que se deixe de lado, portanto, qualquer influência das lendas.
Surgimento do Imperio Inca
A milhões de anos atrás, Viracocha (Criador do Universo), deu vida a seus dois filhos, Mama Oclo (filha da Lua) e Manco Capac (filho do Sol), que foram colocados por ele em suas respectivas ilhas, a da Lua e a do Sol, que ficam situadas no lago Titicaca. Os dois juntos tinham por dever localizar um local para a construção do seu império. Chegando a região do altiplano andino onde hoje se situa a cidade de Cuzco, Manco enterrou seu bastão na terra, a qual abriu uma fenda e o encobriu, e assim ele passou a chamar aquele local de Cuzco (Umbigo do mundo), no qual em anos foi denominada a capital do império Inca, e onde se situavam as fortalezas históricas do império Inca, a cidade de Cuzco foi construída no formato de um Puma na qual sua cabeça situa-se a fortaleza de Sacsahuaman, essa região é recoberta de mistérios, no qual há a existência de um túnel ligando as duas cidades, desde de Cuzco até o Kkoricancha (templo do Sol), qual hoje é a Igreja de Sto. Domingo .
Surgimento do Imperio Inca – Outra Versão
Uma lenda diz que depois de um grande dilúvio, apenas um homem e uma mulher se salvaram, esses Mama Oclo, e Manco Capac, foram arrastados em uma balsa de Tora até as margens do lago Titicaca, esses saíram em busca de um novo lugar para viver, chegando a região do altiplano Andino, dizem que Manco Capac enterrou seu bastão e denominou aquele local de Cuzco (umbigo do mundo),dai pra frente eles iniciaram o esplendido Império Inca.
Isso sempre nos levou a crer que esta história não passava de uma lenda, mas um grupo de pesquisadores que inclui 10 brasileiros descobriram no fundo do lago Titicaca, vestígios do que já haveria de ter sido uma cidade, foi encontrado construções que nos levam a crer que eram templos, e peças de cerâmica e outros materiais. Isso pode ser a resposta para a origem do império Inca, pois como vocês vêem a ciência e os estudos vem trazendo a tona o que já era dito por milhares de anos pelos Incas.
Porta de Hayu Marca ou Porta de Aramu Muru – portão para a terra dos deuses
Antigas lendas dos incas dizem que nas montanhas existia uma porta, por onde era possível viajar e voltar do mundos dos deuses, e através da qual os deuses vinham ao nosso mundo, para manter contato com os mortais. As ruínas conservadas do que parece ser essa porta foi descoberta recentemente por um guia turístico peruano, nas montanhas Hayu Marca, a 35 quilômetros de distância da cidade de Puno, sul do Peru.
Embora seja chamada de “Cidade dos Deuses” nas lendas incas, Hayu Marca não apresenta vestígios de construções, embora as formações naturais sejam semelhantes a edifícios e formem um conjunto parecido com o de uma cidade. A área jamais foi bem explorada, por ser de difícil acesso e ficar numa parte muito escarpada das cordilheiras locais.
A “Porta de Hayu Marca” ou “Porta de Aramu Muru” mede exatamente 7 metros de altura por 7 de largura e tem em seu interior uma caverna menor, de 2 metros de diâmetro. Foi encontrada por acaso pelo guia turístico José Luís Delgado Mamani. Depois de encontrar a caverna, Delgado entrou em contato com arqueólogos do Governo em Puno, La Paz e Lima e logo a região ficou cheia de arqueólogos e historiadores da civilização inca. Eles já tinham ouvido falar das lendas indígenas que diziam que naquela região havia um “portão para a terra dos deuses”. Segundo essas lendas, há muito tempo grandes heróis passaram através da porta para juntarem-se aos deuses numa nova vida de imortais. Em algumas raras ocasiões, dizem as lendas, alguns desses homens voltaram após um pequeno período com os deuses, para inspecionar todas as terras no reino.
Atahualpa
Mas além desse também a uma história que diz que a cabeça de Atahualpa o último imperador Inca foi enterrada na cidade de Cuzco no qual o propósito era de que com o tempo a terra reconstituísse seu corpo, ele retornasse para libertar o império da mão dos que não souberam respeitar a cultura de um povo que se desenvolvia mais rapidamente que os europeus.
Por Totzil
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