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O Códice Maia

escrito por Fenrir

O tema desse misterioso livro poderia estar ligado a religião, a astronomia, aos ciclos agrícolas, a história ou até mesmo a profecias, contudo podemos observar que o Códice possui um valor próprio, que o coloca em um patamar que não deve ser rotulado por nenhuma definição, apenas a de estar totalmente relacionado com o “mundo superior”, um mundo que talvez ainda não tenha sido imaginado por ninguém.

Na tradição Maia, para escrever nas páginas de um Códice era necessário ter um contato direto com os deuses, onde o produto daquela escrita era considerado um objeto sagrado, sendo conservados em quartos específicos dentro dos maiores templos e edifícios da civilização. Isso mostra a importância dada pelos Maias com relação aos livros sagrados.

Durante as festas e cerimônias especiais, os códices eram escritos em público, depois de sujeitar os participantes a rituais de purificação e renovação. Essa revelação chamou bastante à atenção dos estudiosos, que conseguiram assimilar a grandiosidade desses eventos, onde os Maias tiveram a preocupação de relatá-los em seus livros sagrados. Tais escrituras passaram pelas mãos de vários doutores da lei meso-americana e indígena, devido à complexidade que é decifrar e interpretar os códigos Maias.

Códice Maia

Composição

Os Códices Maias possuem algumas semelhanças com os nossos livros atuais, uma delas é o fato dele ser elaborado em papel, de modo diferente do nosso, mas com a mesma finalidade. Esse papel era chamado de Kopó, que era feito com folhas da árvore de figo, embora ainda tivessem em sua composição o algodão e alguns outros materiais.

Códice Madrid(Tro- Cortesano)

Processo de produção

O processo de produção utilizado pelos maias era muito semelhante aos processos utilizados por outras civilizações indígenas. O material, depois de misturado, era trabalhado da seguinte forma: a massa resultante da mistura era prensada, e alongada horizontalmente e verticalmente, até se obter uma macia e fina fibra. Depois desse processo era feito a secagem do material, que era exposto ao sol. Com isso surgia uma folha de dimensão 15 por 25 cm, que formavam as páginas dos Códices. As páginas eram cobertas com uma “goma”, e finalmente preparada com a utilização de carbonato de cálcio, que dava consistência ao material.

Em cada página eram pintadas grossas linhas vermelhas, vertical e horizontalmente, formando quadros, que eram interligados entre si, formando o tema proposto para aquela ocasião. Os tópicos tratados poderiam ocupar uma ou várias páginas.

Códice Maia

Características

Talvez o tema mais interessante dos Códices seja o das profecias, que eram adivinhações baseadas no Tzolkín (calendário maia de 260 dias). Cada um dos dias era representado por uma carga de energia, que eram interpretadas de um modo diferente, de acordo com o indivíduo ou comunidade que tivesse consultado o Códice. Essa cargas também mudavam de acordo com o momento.

Nos Códices Maias eram encontrados calendários com datas significativas para os homens, revelando o período e o momento de cada uma delas. Talvez seja por isso que os Códices possuíam uma importância divina para a sua civilização. Tais datas representavam situações cotidianas, fatos astronômicos e premonitórios.

Página Códice

Destruição e Salvação

Os conquistadores espanhóis chegaram à península de Yucatan, no México, no começo do século XVI, quando a maioria dos centros cerimoniais Maias já haviam sido abandonados, e o esplendor da civilização chegado ao fim. Mesmo com a decadência da civilização, ainda eram encontradas comunidades indígenas, conservando a organização social, idiomas, tradições e religião, além de continuarem elaborando os Códices.

Códice Paris

Os ideogramas encontrados nesses documentos provocaram tanto curiosidade quanto medo nos missionários europeus, que rapidamente implantaram o catolicismo nos remanescentes daquela civilização. A curiosidade foi tanta, que os espanhóis deram ordem para achar e agrupar todos os Códices encontrados, com o intuito de decifra através da ajuda de interpretes. A aversão a tais características encontradas nos Códices foi tanta, que muitos deles foram queimados, eliminando riquíssimas informações sobre aquele misterioso povo.

Um dos autores deste trabalho destrutivo foi o bispo de Yucatan, irmão Diego de Terreno Pantanoso(1524 – 1579). É incalculável a quantidade de Códices que foram enviados as chamas, porque eram vistos como produtos diabólicos: “Um número grande desses livros não tiveram outra coisa a não ser superstição e falsidades do demônio, que se maravilha ao ver a dor, assim queimamos tudo”. Esta é uma frase utilizada pelo bispo ao descrever aquela situação.

Ao ver a grande devastação a quem estavam sujeitos, os maias enterraram muitos Códices, e alguns foram escondidos em cavernas, afim de evitar a destruição pelos espanhóis. Deste modo, muitos manuscritos foram salvos da destruição, pelo menos momentaneamente. Depois de alguns anos, os maias já dominavam a língua espanhola, dessa forma eles transcreveram para a nova língua aqueles Códices que haviam sido escondidos.

Com o tempo, muitos dos manuscritos que estavam enterrados já haviam se deteriorado, devido à umidade do subterrâneo, onde a maioria deles é formada por pedaços completamente apagados, ou ilegíveis.

Porém, três Códices sobreviveram quase por completo ao fogo e a água, quase que misticamente. Tais manuscritos passaram por diversas mãos, muitas estradas, até chegarem ao continente europeu, resistindo por mais de 250 anos, até que foram enviados para locais onde pudessem ser mantidos conservados, o destino deles foram: Dresde(Alemanha), Paris(França) e Madrid(Espanha).

Os manuscritos mais importantes vêm do norte de Yucatan, e eles são conhecidos como “Livros de Chilam Balam”, que pode ser traduzido como “Livros do Adivinho das Coisas Escondidas”.

Destruição Maia

Com certeza tais manuscritos guardam segredos inimagináveis, e o mais interessante é que existe a possibilidade de novos Códices serem encontrados, tanto na região da antiga civilização Maia, quanto espalhados pelo mundo. Um verdadeiro tesouro de conhecimento e mistério esta sendo procurado por milhões de pessoas.

 

Por Fenrir

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As ruínas Maias

escrito por Fenrir

As mais importantes ruínas Maias

Iremos citar as principais ruínas Maias, observando suas características e importância diante desta civilização. Os vestígios ainda encontrados são de suma importância, pois é através deles que descobertas são feitas, indagações respondidas, e mistérios revelados.

Palenque

Palenque amada por muitos que declaram ser a ruína Maia mais bonita, Palenque assentasse orgulhosamente no Parque Nacional de Palenque no Estado de Chiapas.

Palenque caracteriza-se pelos muitos efeitos decorativos não achados em qualquer outro lugar. Alguns destes motivos parecem quase chineses e dão lugar a especulação imaginativa sobre o contato Maya com a Ásia Oriental. Isto é muito improvável, mas há algo em Palenque que dá lugar a vôos da fantasia, mistério e assombro.

Cortez passou a cerca de 30 milhas da cidade, e nunca soube que esteve lá. O primeiro europeu a visitar este lugar foi um monge espanhol em 1773. Escreveu um livro em que reivindica ter descoberto um posto avançado de Atlântida. O próximo europeu a descrever o lugar, um funcionário real espanhol em 1784, escreveu uma descrição que permaneceu perdida nos Arquivos Reais durante um século. O próximo a vir, Capitão Antonia Del Rio em 1786, escreveu um relatório que esteve também perdido, até que inesperadamente uma cópia foi publicada em 1822.

Ruínas de Palenque

Enquanto isso, uma expedição mexicana esteve lá em 1807. Eles escreveram um relatório, encaminhado ao governo que esteve perdido durante 30 anos. Então em 1831, o Conde de Waldeck, um excêntrico herdeiro de uma família que tinha vivido dias muito melhores, chegou e montou seu Quartel General em cima de uma pirâmide que ainda hoje é chamada o Templo do Conde. Ele passou dois anos desenhando e escrevendo sobre o lugar. Seu trabalho foi fantástico. O conde viveu até os 109 anos, o que talvez, tenha a ver ou não com os mistérios de Palenque.

O Templo das Inscrições é talvez a mais interessante pirâmide de Palenque, além de ser a mais alta. Alojou a cripta de Pa Kal, poderoso sacerdote maia, descoberto em 1952. A cripta esteve intacta durante um milênio.

O Templo do Sol data de 642. Tem um dos telhados melhor preservados de qualquer local maia. Os telhados foram ricamente decorados com fachadas falsas que dão uma idéia de grandeza aos edifícios maias.

O Templo do Jaguar é talvez o exemplo mais intrigante de semelhanças com a arte Asiática. O templo exibe um motivo tipo “Cruz Folhada” que é quase idêntico ao achado em Angkor Wat em Camboja, e alguns dos baixos relevos têm motivos bem parecidos com os usados pela arte hindu.

Chichen Itza significa ” boca do poço de Itza “. Chichen é a mais conhecida, melhor restaurada e mais impressionante das ruinas Mayas. Chichen foi construída por volta do ano 550 DC.

Chichen teve dois poços principais, ou cenotes: um sagrado e o outro profano. O profano era usado para satisfazer as necessidades quotidianas. O poço sagrado, com 195 pés de largura e 120 pés de profundidade, era usado em rituais religiosos, e oferendas eram feitas continuamente a ele. Mergulhadores recobraram esqueletos e muitos objetos rituais de suas profundidades.

El Castillo é o “Templo do Tempo”, que esclarece o sistema astronômico Maya. Foi construído nos anos 800, pouco antes da invasão Tolteca.

Com impressionantes 78 pés de altura, El Castillo era de fato um enorme calendário solar. Se você fizer cálculos, verá que os 91 degraus de cada lado, vezes os 4 lados (cada um representando uma estação), mais 1 degrau para alcançar o topo da plataforma, soma 365, um degrau para cada dia do ano solar. Durante os equinócios, a sombra da pirâmide parece mostrar a uma serpente que escala os degraus em Março, e desce os degraus Setembro. Declínio

Quando se deu a conquista dos maias a partir de 1523, existiam Estados distintos: os da Península de Yucatán e os da atual Guatemala, já em decadência. Na região da atual Guatemala, os povos maias foram logo vencidos por Pedro Alvarado, enviado de cortês. Os maias deYucatán resistiram até 1546, porém, foram submetidos ao trabalho forçado, perderam sua identidade cultural e a população primitiva foi praticamente destruída.

Tikal

Cerimonial de Tikal, Guatemala

Nas baixadas das florestas tropicais ao sul da península de Yucatán, o antigo povo maia construiu um enorme centro cerimonial conhecido como Tikal. Uma das maiores e mais importantes cidades maias, Tikal começou a ser habitada em aproximadamente 600 a.C., dominando depois o período clássico (300-900 d.C.) da civilização maia. Tikal foi um grande centro religioso, político e comercial, que sustentou uma população de quase 50.000 pessoas em seu apogeu, durante o final do período clássico (600-900 d.C.).

Templo,Tikal

A Grande Praça, vista aqui, foi o centro cerimonial de Tikal e cenário de rituais religiosos que incluíam sacrifícios humanos e sangrias, realizados pelos reis maias. Tikal e outras cidades maias sofreram um colapso misterioso em aproximadamente 900 d.C., possivelmente causado pela superpopulação, doenças, guerras ou destruição dos recursos da floresta tropical. Após o abandono de Tikal, os maias continuaram a viver nas baixadas próximas e nas regiões montanhosas ao sul.

Hoje, milhões de pessoas ainda falam línguas maias em algumas partes do México e da América Central. As ruínas de Tikal fazem parte do Parque Nacional de Tikal, localizado em uma região ao norte da Guatemala, Petén. O parque é parte da Reserva da Biosfera Maia, que abrange 575 quilômetros quadrados da floresta tropical ao redor.

Altun Ha

Altun Ha significa a água da rocha. Era aqui que o existia o maior objeto da cultura Maia, uma cabeça de Jade, que foi encontrado através de escavações. Esta cabeça de Jade representa o deus do sol, Kinich Ahau, e pode ser visto estampado no centro de cada nota monetária do Banco de Belize. Altun Ha era o principal centro cerimonial do período clássico (250-900A.D) e funcionava como um meio de ligação com os demais centros Maia. Altun Ha fica situado à 31 milhas do norte da cidade de Belize.

Altun Ha

Cahal Pech

Cahal Pech significa o lugar dos tiquetaques. Cahal Pech é um centro de tamanho médio. Situado ao longo do banco do rio de Macal no distrito de Caio. Os visitantes se deparam com uma vista panorâmica. Cahal Pech fica situado em San Inacio.

Cahal Pech

Caracol

Caracol (o caracol) foi descoberto em 1938. Em 1986, uma pedra elaborada foi descoberta, curiosamente esta pedra descrevia uma vitória de Caracol sobre Tikal. Esta descoberta posicionou Caracol como a cidade suprema dos Maias. É onde se encontra as maiores pirâmide. Possuindo a estrutura mais elevada de Belize. Caracol fica situado no distrito de Caio.

Caracol

Becan

Becan, que possui o significado de “trincheira”, é um conjuntos de construções que foram descobertas em 1934 pelos arqueólogos Karl Ruppert e John Denison, que a nomearam “Becan” após o estudo do sistema conspícuo dos fossos que cercam regiões significativas do local. O nome antigo Maia não é conhecido. De 1969 a 1971 as escavações arqueológicas foram feitas em Becan, patrocinadas pela Universidade e sociedade geográfica nacional(Tulane).

Becan funcionava como uma grande capital político, econômica e religiosa da região, exercendo uma grande influência em todo o território da civilização Maia. Hoje em dia os visitantes se deparam com 20 contruções, muitas dessas ainda bem conservadas, devido o dificil acesso a região, que possui a presença de uma selva alta.

Becan

Esperamos ter colaborado com o conhecimento sobre as principais ruínas Maias existentes até esta data. Futuramente estaremos trazendo novas notícias e estudos sobre os vestígios ainda remanecentes desta cultuta que tanto encantou e encanta o mundo.

Por Fenrir

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Os Deuses Astecas

escrito por The Earth 7lk

Os Astecas eram politeístas. Suas divindades estavam relacionadas com astros, com o Mundo Asteca, com a natureza, com os costumes, cultura e com a sociedade em geral.

Alguns Deuses Astecas

Os Deuses Culturais

Tezcatlipoca

Foi uma importante divindade da religião dos astecas e estava associado com um número grande de conceitos, incluindo: a noite, o norte, a terra, a obsidiana (que era a pedra vulcânica negra), a inimizade, a discórdia, a dignidade do governo, as tentações, a magia, a beleza, a guerra e seus conflitos. Seu nome é de origem Nahuatl e significa “Vidro Esfumaçante”, fazendo uma referência á obsidiana – pedra na qual era matéria prima dos vidros produzidos na Mesoamérica e usada em rituais shamans.

Quetzalcoatl – o ‘Pássaro Serpente’

Foi um deus benfeitor, considerado um líder entre as divindades. Seu nome é uma combinação de quetçal – uma ave, e ‘coatl’, que significa serpente. Fora reverenciado como o ‘Pássaro Serpente’ e estava ligado ao planeta Vênus. Atualmente, é tido para alguns como o principal deus da religião Asteca. Ficou conhecido também como o inventor dos livros e do calendário.

Tlaloc

Deus da tempestade, dos raios, da água e do trovão.

Mixcoatl

“Serpente Enevoada” para os Astecas era tido como o deus da caça, relacionado com a Via Láctea, com as estrelas e com o paraíso. Era adorado em outras culturas mesoamericanas.

Huitzilopochtli – o deus tribal

Estava associado a figura de um beija-flor. Era relativo a guerra, aos guerreiros, ao Sol, a morte e aos jovens. Era também o guia para o caminho da alma. Foi o protetor da cidade de Tenochtitlán.

Os Deuses da Natureza

Tonatiuh – O Sol

Conhecido também como sendo o ‘Quinto Sol‘.

Metztli – A Lua

Deus/Deusa da noite e dos fazendeiros. É considerado(a) como o deus de mais baixo escalão, pois falhou em se sacrificar para se torcanr um Sol e acabou se tornando uma Lua.

Tlaltecuhtli – Deusa da Terra

De suas partes foram criados o céu, as estrelas e a Terra.

Chalchiuhtlicue

Deusa das estações.

Centzon Huitznahua

Conjunto de deuses das estrelas.

Ehecatl – O vento

Seu sopro trouxe o Sol e empurrou a chuva. Se apaixonou por uma mulher e fez com que todos os humanos pudessem amar. É simbolizado por uma bela árvore que está localizada no lugar que ele chegou na Terra.

Os Deuses da Criação

Ometeotl/Tonacacihuatl

Deus criador, era hermafrodita.

Huehueteotl/Xiuhtecutli

Deus da origem, do tempo, do foto e da idade antiga.

Coatlicue/Tonantzin

A “Mãe dos Deuses”. Era relacionada a fertilidade. Conhecida como a guardião das mulheres que morriam no parto.

Os Deuses do Pulque e dos Excessos

Tlazolteotl

Deusa da “depravação”, da culpa e da “libertação”.

Tepoztecatl

God do pulque adorado em Tepoztlan.

Xochiquetzal

Deusa do prazer, da paixão e do sexo.

Mayahuel

Deusa do pulque e da piteira (planta que fornece fibras semelhante ao sisal).

Os Deuses do Milho e da Fertilidade

Xipe Totec

Deus da fertilidade associado com as estações.

Cinteotl

Deus do milho.

Xilonen/Chicomecoatl

Deus do cultivo do milho.

Xochipilli

Deus da alegria, da satisfação e da fertilidade.

Os Deuses da Morte e do “Inferno” – Submundo

Mictlantecutli

Governador do “Inferno”.

Mictlancihuatl

Rainha do “Inferno”.

Xolotl

Deus do fogo e da má sorte. Também era o “lado mau” de Vênus. É responsável por guardar o Sol, quando o mesmo passa pelo “inferno”.

Os Deuses das “Coisas” – Comércio, dentre outros

Yacatecutli

Deus dos comerciantes.

Patecatl

Deus dos médicos e da medicina.

Por The Earth

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O Códice Mendoza

escrito por The Earth 7lk

O Codex Mendoza (ou “Códice Mendoza”) é um código Asteca, criado aproximadamente vinte anos após a conquista do México pelos espanhóis com o intuito de que o mesmo fosse visto por Charles V, o Imperador Papal e Rei da Espanha. Contém as histórias dos governadores (ou imperadores, como preferir) Astecas e suas conquistas, uma lista com todos os tributos pagos pelos povos dominados e a descrição do cotidiano Asteca, feita em {pt:pictograma} com comentários e explicações espanhóis. Veja a capa abaixo:

Condex Mendoza

O código possui esse nome devido ao homem que autorizou a sua confecção, o então vice-rei da Nova Espanha, Antonio de Mendoza. Pode ser chamado de Codex Mendocino (ou “Código Mendocino”) e de La Coleccion Mendoza (ou “A Coleção de Mendoza”).

A história do código

O Código Mendoza foi criado ás pressas na Cidade do México, para ser enviado de navio para a Espanha. No entanto, a frota de navios espanhola foi atacada por piratas franceses e o código foi levado juntamente com o restante dos saques para a França. Lá ele ficou na posse do cosmógrafo André Thevet, o rei francês Henry II, que escreveu seu nome em cinco partes do código, sendo duas datando 1553 d.C.. Depois disso o código foi comprado pelo inglês Richard Hakluyt pelo valor de 20 Coroas Francesas. Algum tempo depois de 1616 d.C., o código foi passado a Samuel Purchase, e para o filho dele, chegando até John Selden. O código finalmente foi alojado na Biblioteca Bodleian que fica na Universidade de Oxford, em 1659 d.C., cinco anos depois da morte de Selden. E o código ficou ali na escuridão até 1831 d.C., onde foi redescoberto pelo Visconde Kingsborough.

O conteúdo

Escrito em papel europeu, o código possuia 71 páginas, dividido em três seções:

Seção 1: dezesseis páginas, que detalhavam a história do povo Asteca de 1325 d.C. até 1521 d.C. – desde a descoberta de Tenochtitlán até a conquista espanhola. Lista os impérios de cada conquistador e as cidades dominadas pelo mesmo.

Seção 2: com trinta e nove páginas, essa parte do código fornece informações sobre as cidades conquistadas pela Tríplice Aliança Asteca e os tributos pagos por cada uma delas.

Seção 3: essa parte do código contém, em pictoramas, o dia-a-dia da vida dos Astecas.

Por The Earth

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